Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: Foi apenas um sonho

Convidado Especial
30 de setembro de 2017 3 Mins Read
Castelos em ruínas

FOIAPENASUMSONHOcartaz

Como uma dupla de jovens cheios de paixão pela vida pode esmorecer em alguns anos e se transformar em um casal ordinário levando uma vida tradicional e monótona num subúrbio americano dos anos 50? Esta é a história contada em “Foi apenas um sonho”, cujo título original, “Revolutionary Road” é bastante irônico, uma referência à rua para onde os dois se mudam e criam seus filhos. Estrelando Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, num enredo bem diferente de “Titanic”, traz interpretações excelentes de ambos, que recentemente ficaram particularmente em evidência por rumores sobre estarem juntos na vida real.

A abertura, com um panorama noturno de uma cidade iluminada e a música “The gypsy”, canção do grupo vocal The Ink Spots, segue para a festa em que os dois se veem pela primeira vez, conversam e dançam. Ainda com a música de fundo, a atmosfera muda completamente, e também o tempo: um close mostra que Frank (DiCaprio) está sério; trata-se de uma performance fracassada de April (Winslet) no teatro (ela havia mencionado que era atriz ao se conhecerem). Já são casados e o clima não é mais de sedução. Muito pelo contrário, sentimos que a relação desmorona, não apenas pelos diálogos bastante agressivos quanto por imagens que representam bem o distanciamento do casal: ambos andando paralelamente por um longo corredor, mas muito afastados um do outro; ou quando estão no carro, cada um em seu assento, dando a impressão de um enorme espaço vazio entre eles. Só então, o título do filme aparece.

A recriação dos anos 50 é excelente, tanto em cenografia e figurino como nos hábitos da época: fuma-se muito, inclusive no ambiente de trabalho e em restaurantes. Embora fosse comum que os homens vestissem terno e gravata no dia a dia e usassem chapéu, cenas em que Frank – trajado dessa forma como todos os demais ao redor – espera o trem ou atravessa a estação fazem com ele pareça fazer parte de uma massa sem identidade, apenas mais um ser na multidão, o que é totalmente contrário aos seus anseios. O personagem trabalha em algo de que não gosta e vai deixando se devorar pela rotina, abandonando seus sonhos, para angústia de April, que em nada se identifica com a vidinha familiar em um lugar onde nada acontece.

Há cenas em flashback que são memórias de April, como a primeira visita à casa onde moram, levados pela Sra. Givings (Kathy Bates). Ao fim da cena de devaneio, vemos a jovem de costas, como se olhasse para o passado. O diretor Sam Mendes acertou no uso da câmera ao longo do filme, em tomadas em que acompanha uma das várias discussões do casal, tornando a atmosfera ainda mais tensa, girando-a em torno de Frank e April em seus momentos individuais de solidão e angústia. O rosto dos atores é posto em evidência várias vezes, e o trabalho de Kate Winslet é particularmente admirável – algo sempre fervilha dentro dela, prestes a explodir – o que acaba acontecendo nas cenas de confronto.

foiapenasumsonho5

O roteiro de Justin Haythe, baseado no romance homônimo de Richard Yates, é bem estruturado e com excelentes diálogos, que ao serem filmados foram feitos com energia e ritmo indispensáveis para que o longa não se transformasse em um tediosa discussão de relacionamento. Interessantíssima é a presença de um personagem perturbador e provocador: John (Michael Shannon), filho da Sra. Givings, que é levado por ela para socializar com o casal. Considerado louco, tendo estado em um manicômio e tomado eletrochoques, ele é elemento externo, invasor, que diz grandes verdades com muita lucidez. Ótima atuação também de David Harbour e Kathryn Hahn como os vizinhos Shep e Milly, ela excessivamente sorridente, ambos ancorados na zona de conforto do cotidiano sem querer que ninguém próximo a eles ouse alçar voos mais ousados.

“Foi apenas um sonho” pode ser perturbador para quem vive uma crise existencial e tenta fugir dela por medo de arriscar; mas também pode funcionar como impulso para tomada de atitude. De qualquer forma, é um trabalho com elenco de primeira linha e deve agradar tanto aos fãs da dupla que o protagoniza quanto aos apreciadores de um drama bem dirigido.


Neuza Rodrigues

Reader Rating0 Votes
0
9.5

Quer estar por dentro do que acontece no mundo do entretenimento? Então, faça parte do nosso  CANAL OFICIAL DO WHATSAPP e receba novidades todos os dias.

Tags:

Anos 50DramaKate WinsletLeonardo DicaprioNetflix

Compartilhar artigo

Me siga Escrito por

Convidado Especial

Outros Artigos

IMG 0060 e1506253759987
Anterior

Entrevista com Vinicius Teixeira

capa
Próximo

Crítica: Churchill

Próximo
capa
1 de outubro de 2017

Crítica: Churchill

Anterior
30 de setembro de 2017

Entrevista com Vinicius Teixeira

IMG 0060 e1506253759987

2 Comments

  1. Teresa Cristina Fazolo Freire disse:
    1 de outubro de 2017 às 21:48

    Um filme contundente sobre os descaminhos que a vida pode tomar. E uma sociedade hipócrita que reluta em aceitar quem não reza por sua cartilha, porque no fundo não tem a mesma coragem. A cena final é um fecho primoroso para esse doloroso e tocante filme. Di Caprio e Kate estão perfeitos.

    Responder
  2. Paulo Roberto da Silva Alves disse:
    8 de maio de 2019 às 09:32

    O filme é excelente! Muito bom! E a atuação visceral de Leonardo e Kate, algo tremendo! Eu não sei como os dois não receberam um Oscar por tais atuações! A academia fica devendo em várias situações! Muitas vezes premiando porcarias e deixando de lado atuações deste quilate!

    Responder

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Posts Recentes

Skrillex em ensaio editado por Marilyn Hue para a Atlantic Records.
Lollapalooza 2026 | Skrillex: Do Rock ao Domínio da Música Eletrônica à Ascensão de um Visionário
Convidado Especial
A Volta dos Mortos-Vivos (1985), clássico dos filmes de terror trash de zumbi
5 Filmes de Terror Trash Para Assistir (Ou Não) Numa Sexta-Feira 13
Amanda Moura
Festival Humor Contra Ataca 2026 com Tom Cavalcante como Roberto Carlos.
Tom Cavalcante brilha com seu humor popular no Qualistage
Thiago Sardenberg
Frame do primeiro episódio, imagem de divulgação, com o protagonista de Samurai Champloo, Jin, com a expressão confiante e séria na animação de 2004.
Samurai Champloo | Clássico Ganhará Live-action
Nick de Angelo
Alicia Sanz como a protagonista Natalie Flores em 'Push: no Limite do Medo', em cena do filme tensa segurando uma vela com a mão esquerda (à nossa direita) iluminando seu rosto no escuro.
Push – No Limite do Medo | Resiliência Feminina e Maternidade em Suspense de Sobrevivência
Roberto Rezende

Posts Relacionados

A Volta dos Mortos-Vivos (1985), clássico dos filmes de terror trash de zumbi

5 Filmes de Terror Trash Para Assistir (Ou Não) Numa Sexta-Feira 13

Amanda Moura
13 de março de 2026
Alicia Sanz como a protagonista Natalie Flores em 'Push: no Limite do Medo', em cena do filme tensa segurando uma vela com a mão esquerda (à nossa direita) iluminando seu rosto no escuro.

Push – No Limite do Medo | Resiliência Feminina e Maternidade em Suspense de Sobrevivência

Roberto Rezende
11 de março de 2026
Jake Gyllenhaal (à esquerda) com mãos no bolso, de óculos escuros, e Henry Cavill (à direita) com mão na cintura e encostado olhando o ator ao lado, em paisagem de mansão no filme "Na Zona Cinzenta".

Na Zona Cinzenta | Filme de Guy Ritchie com Henry Cavill e Jake Gyllenhaal Ganha Trailer

Nick de Angelo
10 de março de 2026
O Agente Secreto

O Agente Secreto | Filme Chega na Netflix Uma Semana Antes do Oscar 2026

Nick de Angelo
8 de março de 2026
  • Sobre
  • Contato
  • Collabs
  • Políticas
Woo! Magazine
Instagram Tiktok X-twitter Facebook
Woo! Magazine ©2024 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx
Banner novidades amazon