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CríticaFilmes

Crítica: Lino – Uma aventura de sete vidas

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Oswaldo Marchi
11 de setembro de 2017 4 Mins Read

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De 2001 a 2016, de acordo com jornal O Globo, apenas 18 longas-metragens de animação nacionais foram exibidos nos cinemas. A produção desses filmes não é muito encorajada pelos estúdios brasileiros, pois a maioria deles tende a não ir muito bem de bilheteria, principalmente por causa da forte competição de produtoras internacionais. “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu, teve uma indicação ao Oscar de Melhor Animação em 2016 e foi um sucesso na França, mas no Brasil, onde tinha estreado dois anos antes, passou batido.

É nesse cenário que, esse ano, a StartAnima (com distribuição da Fox International) produziu “Lino, Uma Aventura de Sete Vidas”, o longa que promete ser o equivalente brasileiro de uma produção da Pixar. Dirigido e co-escrito por Rafael Ribas, o filme segue Lino (Selton Mello), um animador de festas que se considera a pessoa mais azarada do mundo: ele não consegue pagar o aluguel de seu apartamento, não tem vida amorosa e, claro, não aguenta mais o seu trabalho, tanto por causa de sua fantasia gato quanto pelas crianças que tem que entreter. Tentando mudar sua sorte, Lino faz uma consulta com o mágico Don Leon (Luiz Carlos de Moraes), que acaba o transformando, sem querer, no seu próprio personagem, Gatolino. A dupla então embarca em uma aventura para descobrir como reverter o feitiço para trazer o protagonista de volta a sua forma original.

Histórias nas quais o principal se transforma em um animal já foram feitas antes – já vimos o próprio Selton Mello interpretando um deles em “A Nova Onda do Imperador” – mas Ribas consegue trazer um diferencial: Lino não é perseguido por ser um “monstro”, mas sim por que cometeu uma série de assaltos na cidade, que na verdade foram feitos por Victor (Guilherme Lopes), seu vizinho que roubou a fantasia. Isso faz com que o enredo também foque na investigação realizada por Janine (Dira Paes), a policial encarregada do caso.

Em questão de técnica, o filme não perde tempo para mostrar do que é capaz. O diretor utiliza raccords de movimento (técnica que cria impressão de continuidade em transições de planos), para demonstrar o costume dos personagens com a rotina, desse modo, através do que parece um único gesto, vemos o dia do protagonista passar em segundos. A qualidade da animação também é inegável, e conta com bastante atenção a detalhes, como a movimentação dos pelos da fantasia de Lino, ou o avermelhado em seu rosto quando é atingido por martelos de brinquedo. Vale destacar também uma cena que retrata uma situação hipotética através de uma animação 2D, demostrando versatilidade.

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Todo o visual do longa tenta remeter as grandes produções internacionais, o que consegue realizar com eficácia, mas, por outro lado, sofre por não ter muito uma identidade própria, como “O Menino e o Mundo”. Além disso, alguns cenários passam impressão de estarem mais vazios e estáticos do que de costume para uma animação de computação gráfica, o que é totalmente justificável pela diferença de orçamento que esse filme teve em relação às produtoras norte-americanas.

Outro ponto importante é o humor que, embora tenha seus momentos de genialidade, apela para uma fórmula ultrapassada. Várias situações cômicas poderiam ter surgido do diferencial de “Lino”, que é o seu protagonista antropomorfo – e algumas de fato acontecem, provocando momentos memoráveis e divertidos. Entretanto, grande parte da comédia apresentada é apenas uma repetição do que já foi feito inúmeras vezes no cinema, como as piadas de peido com os personagens dos policiais “trapalhões”. Isso pode funcionar para o público infantil, mas para os demais não empolga muito.

Sem falar no uso forçado de memes como “sabe de nada, inocente” (que caiu no desuso em 2015) e na insistência de usar a eterna discussão de “bolacha ou biscoito”, que sem o seu contexto regional perde o sentido. Além disso, o filme faz várias referências, algumas para provocar risadas, como o mago “Henry Topper” e a sua escola de bruxaria, e outras um tanto gratuitas, como a escrita “redrum” de “O Iluminado” em um muro.

Sobre o roteiro, Lino tem um arco de personagem bem definido, mas seu protagonismo é jogado para escanteio em trechos do filme nos quais a estrela é Don Leon, que prova ser um desses clássicos coadjuvantes de animação que roubam completamente a cena. O ponto mais fraco do enredo é como ele resolve situações de maneira arbitrária. Em certo momento, um personagem nunca visto antes aparece, salva os protagonistas sem querer (e sem razão) e some completamente. O mesmo acontece com alguns itens e habilidades que os personagens usam ao longo da história que parecem que foram tirados de uma cartola.

No final, a mensagem que o longa quer passar é motivacional, e ele o faz de um jeito um tanto excessivo (através de um diálogo, um voice-over e uma versão cover de “Quem Acredita Sempre Alcança” tocando ao fundo), mas que funciona quase como uma metalinguagem, pois além de falar sobre a história de Lino, fala também sobre o processo de criação do próprio filme, que esteve em produção por anos, em um mercado que desvaloriza seu gênero. Pode não ter sido a “produção Pixar” perfeita, mas foi uma experiência bem divertida e no geral positiva, que tomara que seja um incentivo para outras produtoras de animação nacionais.

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CinemaFox FilmesSelton Mello

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Oswaldo Marchi

Publicitário formado no Rio de Janeiro, tem mais hobbies e ideias do que consegue administrar. Apaixonado por cinema e música, com um foco em filmes de terror trash e bandas de heavy metal obscuras. Atualmente também fala das trasheiras que assiste em seu canal do Youtube, "Trasheira Violenta".

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