Crítica: O Poderoso Chefinho

Não é de hoje que as animações vem ganhando cada vez mais o mundo. “O Poderoso Chefinho” veio para conquistar corações de crianças e, principalmente, adultos.

O filme conta a história de um bebê que usa terno, carrega uma maleta misteriosa e fala como um adulto. Ele aparece na porta de uma família que já possui um filho que não quer um irmãozinho de jeito nenhum. Ao longo dos dias, os dois descobrem que precisam deixar de lado suas diferenças e unir forças para impedir que um CEO de uma empresa acabe com o amor no mundo. A missão é salvar os pais, evitar uma desastre e provar que o mais intenso dos sentimentos é uma poderosa força.

Com um ar de “Cegonhas” no princípio do filme, vamos fazendo nossas associações aos poucos. E por aí conseguimos ver algumas homenagens à alguns dos clássicos do cinema como, o próprio, “Poderoso Chefão”, “Indiana Jones” e “E.T.”. E nesse caso, não serão as crianças que reconhecerão!

A animação vem para passar a mensagem de que ter um irmãozinho pode ser ou não um problema. Geralmente, o filho mais velho acaba sendo “largado” de lado pois os pais necessitam de mais tempo para educar o menor. Consequentemente, ou o irmão mais velho se une e ajuda a família, ou ele acaba se rebelando contra todos. E nesse caso, veremos um pouco dos dois.

No filme podemos destacar o uso do 3D. Algumas cenas são excepcionais e dependendo de sua localização no cinema, pode ter certeza que você se sentirá dentro da situação. O roteiro de Michael McCullers traz um imaginário extremamente criativo na cabeça de Tim (irmão mais velho). Tudo é super exagerado, fazendo lembrar o desenho “O Fantástico mundo de Bob”, e o que torna a narrativa mais interessante é o fato de mostrar as extremidades das situações como o drama acentuado de Tim com o Poderoso Chefinho, ora dentro das histórias criadas em sua cabeça, ora a realidade da situação pelo ponto de vista dos adultos.

Os personagens foram criados para cativar o público, sendo eles vilões ou não. O Poderoso Chefinho apesar de ter sua formação com um pensamento adulto, o corpo de bebê, alguns pequenos detalhes como o uso da mamadeira, a sonequinha e a chupeta, criam um contraponto sensacional que quebram algumas “tensões” em sua construção. Já Tim, um garoto de setes anos, amado pelos pais e talvez até um pouco mimado, por ser filho único até o momento, traz a verdadeira ingenuidade da criança que vive em seu mundinho. Ele acaba amadurecendo, quase que obrigatoriamente, ao conviver com seu novo irmãozinho.

Mesmo sendo um filme infantil, mas talvez nem tão infantil assim, como citado no começo, ele nos dá uma “linguagem” mais séria em alguns momentos e ao mesmo tempo consegue ser fofinho. Ou melhor, o filme é todo fofinho!

A trilha sonora é mais um ponto positivo do mesmo. E não poderia ser de menos, sendo ela trabalhada por Hans Zimmer (ganhador de diversos prêmios, incluindo Oscar)  e Steve Mazzaro. A música central é “Blackbird” dos Beatles, e ela aparece muitas vezes em pontos específicos, quase sempre os dramáticos.

O filme de animação da DreamWorks chega as telonas para todas as idades, com ótimas referências e uma mensagem interessante de união familiar. Ele estreia amanhã, 30 de março de 2017, e você pode conferir o trailer aqui. Mas, antes de qualquer coisa, saiba que o filme é bem melhor que o trailer. Então, boa sessão!

Crítica: O Poderoso Chefinho
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