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Crítica de Teatro

Crítica: Ponte Golden Gate

Ao entrar no teatro a plateia é surpreendida com a cenografia assinada por Marcella Rica, que gera certa expectativa e ansiedade para desvendarmos junto aos personagens o que está por traz daquelas 4 escadas. A iluminação de Frederico Eça, ajuda a nos transportar para esse lugar. O vermelho sangue escolhido por ele nos inquieta e, de repente, vamos sendo tomados por uma musicalidade bem brasileira e animada proposta por Flávia Belchior. A atual rainha do carnaval da Sapucaí nos embala quase que em contraponto a imagem que vemos. O que devemos esperar de toda essa mistura é a pergunta que fica em nossas mentes.

O espetáculo foi escrito por Igor Cosso que, motivado por uma palestra com Marília Pera, decide não esperar mais as oportunidades baterem à sua porta e resolve criar a sua própria. Escreve uma esquete que teve ótima recepção em festivais e, além dos prêmios, gerou no ator e agora dramaturgo, a vontade e coragem para transformar a cena curta em uma peça com duração de 55 minutos. Baseado em um documentário norte americano bastante pesado, que retrata os milhares de suicídios que ocorrem anualmente na ponte Golden Gate, ele foi muito feliz em sua escolha e conseguiu criar um espetáculo que mistura humor e alerta a todo momento.

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Seis brasileiros em excursão a São Francisco são atraídos por diferentes razões para a famosa ponte Golden Gate. Alguns deles estão vivendo situações limite, outros descobrirão acontecimentos que mudarão suas vidas. Leo (Alexandre Barros) não dorme há dias com um zumbido em sua cabeça. A baiana Janete (Mariana Cerrone) não suporta a ideia de que um dia as pessoas que ama vão morrer. Suzana (Thais Belchior) e Geraldo (Rael Barja) estão na lua de mel dos sonhos, até que uma revelação muda os rumos da viagem. Rael (Igor Cosso) revela um segredo terrível para seu namorado Beto (Leo Bahia). Todos buscam respostas para a mesma pergunta: qual o sentido da vida? Sem saber para onde ir ou o que fazer, a ponte passa a representar uma possibilidade real de saída. Esse é o enredo que nos leva às gargalhadas e a momentos de nó na garganta também.

Destaque para o elenco que faz um excelente trabalho de comicidade e torna essas vidas e histórias mais críveis, gerando dessa forma muita identificação do público. A gente se enxerga nesses personagens e isso acaba nos fazendo pensar sobre nossas re-ações diante das diversas situações, limites ou não, que nos acometem diariamente. Ressalto ainda o trabalho de direção de Wendell Bendelack que tornou a atuação fluída e na medida certa de explosão e contenção dos personagens. O espetáculo esteve em cartaz no Teatro Ipanema até semana passada, mas vale ficar de olho na página do grupo para acompanhar as próximas temporadas.

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Adriana Dehoul é maquiadora, atriz e produtora desde que resolveu seguir seus sonhos na carreira artística. Sem perder a meninisse para as durezas da vida, ela gosta de subir em arvores e viajar ouvindo o canto dos pássaros e as ondas do mar. Deseja compartilhar poesias nesse mundo de inquietações que transborda amor apesar de tudo.

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