Crítica: Resident Evil 6 – O Capítulo Final

Em 1996, Resident Evil estava sendo difundido nos consoles por todo o mundo. O jogo, inspirado no Sweet Home (jogo japonês de 1989), era uma das principais apostas da Capcom. 16 anos depois, seguido de um tremendo sucesso, a produtora resolveu investir no mundo do cinema e nos livros (entre esses, alguns baseados nos jogos e outros nos filmes).

O primeiro veio às telonas em 2002, quando alguns de nós (talvez!) ainda éramos crianças. Após 15 anos, o jogo que se tornou filme chega ao seu fim (será?). Mas para quem era ou ainda é fã, a estréia de uma nova produção da franquia é sempre uma expectativa. Ver Alice matando zumbis de formas inusitadas não tem preço (pelo menos não para quem gosta)!

A adaptação foi uma das poucas, ou melhor, a única a ser bem sucedida no gênero.  Podemos dizer que a alma do sucesso é Milla Jovovich, por seu carisma e interpretação no papel que fez sua carreira como atriz. O que, também, levou os gamers a reclamarem por ela não estar presente nos jogos.

Dessa vez, a história narra o retorno de Alice à Raccon City para tentar salvar a Raça Humana do total extermínio, gerado pela Umbrella Corporation. Contando com o apoio de um aliado improvável e alguns amigos que encontra pelo caminho, ela tem apenas 48 horas para evitar que o apocalipse zumbi acabe com o que restou da população mundial.

Paul W. S. Anderson, diretor e roteirista, nos traz um filme que completa o que sentíamos falta nos outros, responde todas as dúvidas geradas ao longo desses anos conseguindo amarrar todas as pontas soltas.

Paul também deixa a trama toda em volta de Alice, fazendo com que as outras personagens sirvam apenas como elenco de apoio. Elenco esse, que marca o retorno dos grandes vilões, Dr. Alexander Isaacs e Albert Wesker, interpretados por Iain Glen e Shawn Roberts. Os dois vêm com aquela interpretação plástica e narcisista de sempre. Enquanto Milla Jovovich nos mostra uma Alice mais natural e humana. Porém, ela não convence na parte final, o que infelizmente não abrirei aqui para não gerar Spoilers. Completando a equipe, e toda a família, temos Ever Anderson, filha de Milla com Paul, fazendo a Red Queen. São alguns poucos momentos de sua aparição, mas são essenciais para o desenvolvimento e resolução da franquia.

A direção de fotografia de Glen MacPherson e o Departamento de maquiagem são os maiores pecados da produção, sendo essa a decepção na parte final do filme. A fotografia, por diversas vezes muito escura, não nos deixa identificar muitos movimentos e, os monstros que aparecem no caminho, acabam não ficando muito bem definidos aos olhos do espectador. Para quem assistir em 3D essa fotografia torna-se pior, uma vez que a tecnologia tem por característica comum escurecer ainda mais a tela. O que compensa, são a ótimas cenas de luta e o visual de dia quase todo filmado em plano geral.

Residente Evil 6: O Capítulo Final estréia amanhã no Brasil. E, para quem acompanha a saga, o filme apresenta um final bem trabalhado e digno de toda a batalha e espera de sua resolução.

Crítica: Resident Evil 6 – O Capítulo Final
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