Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: The Wall

Avatar de Convidado Especial
Convidado Especial
23 de abril de 2018 3 Mins Read

poster the wallUma ópera rock filmada, produto de um dos discos mais famosos do rock progressivo, “The Wall” leva seu espectador a uma jornada que o faz refletir sobre música, história, bullying, cinema e psicologia. O diretor Alan Parker e o músico Roger Waters mostram que uma boa história não precisa ficar necessariamente em uma mídia apenas, pode viajar da música para o cinema ou transbordar entre essas duas artes sem problema nenhum.

O filme acompanha a história do personagem “Pink” que nasceu na época da segunda guerra e não teve a oportunidade de conhecer seu pai que morreu em batalha. Por conta disso o menino cresce carente de uma figura paterna e é super protegido por sua mãe que acaba sendo uma das primeiras figuras a oprimi-lo, coisa que vai se repetindo em vários momentos de sua vida com pessoas diferentes. Pink vai para escola, instituição que na história é retratada como lugar que apenas quer padronizar seus alunos e arrancar o seu senso de individualidade, os transformando em “carne moída” como é mostrado no devaneio do protagonista.

Com o desenrolar da história a realidade e os sonhos de Pink vão se mesclando cada vez mais e ele se torna um músico de sucesso, porém é uma pessoa extremamente depressiva e incapaz de ter qualquer empatia por quem está a sua volta, sejam fãs querendo sexo ou até a esposa que o trai e não faz questão nenhuma de esconder.

Os ferimentos emocionais de Pink vão o moldando e o fazendo esquecer cada vez mais do seu exterior, onde ele começa a se autoflagelar para conseguir uma possível sensação, já que a falta de empatia não o faz mais se ligar as outras pessoas, e por conta disso que o “muro” do título da obra é construído. Pink se isola do mundo e se torna uma pessoa completamente intolerante, começa a oprimir outras pessoas de forma muito mais selvagem e nítida com a forma que o mundo o oprimiu e faz questão de disseminar o seu discurso de ódio para as massas que começam a segui-lo como um líder político, que acaba se assemelhando a um nazista (regime do qual seu pai foi combater na guerra e que acabou o matando).

No final da jornada o protagonista é forçado a encarar tudo aquilo que o moldou, ele é julgado pelos seus próprios demônios pelos crimes que acabou cometendo e como pena ele tem que destruir esse muro que o separa do mundo e não deixa seus verdadeiros sentimentos aflorarem, todo esse processo é doloroso e acompanhado de um grito gutural que até pode ser confundido com uma “morte”, mas apenas é a morte de um ciclo já que a criança que aparece tentando arrumar tudo no final nos mostra que um possível recomeço é possível. the wall ilustração 5

“The Wall” foi pioneiro em muitos aspectos, além de adaptar um disco de rock progressivo para o cinema foi um dos primeiros filmes a colocar cenas de animação dentro de um filme live-action, esse recurso foi usado para conseguir colocar em tela ambientes que seriam impossíveis de construir e filmar com a tecnologia disponível na época. Esse artificio acabou contando a favor da obra com o passar do tempo, já que o efeito não parece datado igual certos efeitos de computação gráfica.

A direção de Alan Parker é realmente eficiente no filme, consegue traçar uma linha narrativa muito boa, as histórias de bastidores dizem que Roger Waters (ex-integrante do Pink Floyd e compositor da maioria das músicas do disco) acompanhou todo o processo de elaboração do filme e encheu o diretor com demandas e ordens para que tudo saísse exatamente da forma que ele queria. Não temos como afirmar quem tem o maior mérito no resultado final do filme “The Wall”, mas o que pode ser dito é que um conjunto de ideias faraônicas que poderiam ser apontadas como impossíveis de sair do papel conseguiram ser transpostas para a tela do cinema, tudo isso de uma forma atemporal já que o filme continua atual não só no quesito tecnológico mas também do ponto de vista narrativo que consegue tanto fazer críticas sociais diversas que acabam culminando todas a um ponto em comum: o controle de massas e o desrespeito ao ser humano como individuo, em um mundo que não quer saber das particularidades ou objetivos da pessoa, apenas quer usar sua presença como força motriz de uma engrenagem seja como soldado em uma guerra, seja como militante nazista, ou seja como matéria prima de carne moída em uma fábrica.


Por Fernando Targino

Reader Rating3 Votes
8.8
8.5

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

BullyingEducaçãoMusicalNazismoRoger Waters

Compartilhar artigo

Avatar de Convidado Especial
Me siga Escrito por

Convidado Especial

Outros Artigos

you were never really here poster
Anterior

Crítica: You Were Never Really Here

30420843 2071983743045715 2075615135836687041 o
Próximo

Crítica: Somente o Mar Sabe

Próximo
30420843 2071983743045715 2075615135836687041 o
23 de abril de 2018

Crítica: Somente o Mar Sabe

Anterior
21 de abril de 2018

Crítica: You Were Never Really Here

you were never really here poster

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    Esta imagem mostra uma cena do filme "Amarga Navidad", dirigido por Pedro Almodóvar. A protagonista está em um leito de hospital olhando para um homem que a olha ternamente, com queixo apoiado na mão esquerda.
    Natal Amargo | Pedro Almodóvar Faz Autoficção Sobre Ego, Luto e Bloqueio Criativo
    Junior Fernandez
    Kill Bill Twisted Nerve
    Twisted Nerve | Como o Assobio de Kill Bill Virou Símbolo da Cultura Pop
    Stefany Saldanha
    Corinthians para as oitavas de final da Copa do Brasil 2026. Memphis Depay em destaque. Imagem gerada por IA.
    Oitavas da Copa do Brasil | Clássicos, Pressão e Promessa de Grandes Emoções Pelo País
    Renan Bueno
    Imagem de partida do Remo com destaque para Jajá com domínio da bola. Atacante sofreu punição por gesto obsceno em partida.
    STJD Pune Atacante Jajá por Gesto Obsceno
    Anne Chaves
    Esta é uma cena da série de animação X-Men '97, continuação direta da animação dos anos 90. Mutantes com Ciclope ao centro.
    X-Men ’97 | Marvel Divulga Trailer e Confirma Data de Çançamento da 2ª Temporada
    Hugo Santiago

    Posts Relacionados

    Esta imagem mostra uma cena do filme "Amarga Navidad", dirigido por Pedro Almodóvar. A protagonista está em um leito de hospital olhando para um homem que a olha ternamente, com queixo apoiado na mão esquerda.

    Natal Amargo | Pedro Almodóvar Faz Autoficção Sobre Ego, Luto e Bloqueio Criativo

    Junior Fernandez
    28 de maio de 2026
    Kill Bill Twisted Nerve

    Twisted Nerve | Como o Assobio de Kill Bill Virou Símbolo da Cultura Pop

    Stefany Saldanha
    28 de maio de 2026
    Cena de "A Vida Secreta de Kika"

    A Vida Secreta de Kika | Um Drama Cru Sobre a Arte de Sobreviver

    Amanda Moura
    27 de maio de 2026
    A Revolução dos Bichos

    A Revolução dos Bichos Moderniza Clássico de Orwell e Aposta em Nova Geração de Espectadores

    Gabriel Fernandes
    26 de maio de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx