Crítica: Uma razão para recomeçar

Um romance dramático nada surpreendente

Muitas histórias de amor são parecidas, com momentos bons e ruins, provas de amor e discussões, possíveis términos e impactantes reconciliações e claro, algo que pode desmoronar tudo ou trazer ainda mais amor para a relação. “Uma razão para recomeçar” é aquele típico filme que vai fazer você soluçar de tanto chorar ou pelo menos deixar cair uma lágrima, afinal o drama é comovente e traz uma linda história.

O longa conta a trajetória de Ben e Ava que se conheceram ainda crianças quando ele se mudou para uma casa nova em outro país. Eles cresceram juntos e desde então vivem uma história de amor. A distância não os separou na época da faculdade e nem as horas extras trabalhadas por Ben depois de casados, ou sequer a dificuldade que eles encontram para engravidar. Existem conflitos, mas tudo é resolvido com muito amor, nada parece poder separá-los. Mas surge uma doença na vida deles que os aproxima ainda mais e mostra o quão forte é o sentimento de um pelo outro. Um momento difícil e de muito aprendizado.

O roteiro, direção e produção são assinados por Drew Waters, que estreia por trás das câmeras. Ele já fez alguns trabalhos como ator, mas nenhum com grande destaque. Como primeiro longa até que começou bem, mas nada surpreendeu, chega a ter um enredo clichê. O roteiro deixou a desejar, pois era possível explorar melhor cada fase da história, o que não aconteceu, parecendo que era necessário correr para chegar ao ápice da trama. Mas infelizmente esse momento não o ponto alto que era esperado e o desenrolar do drama seguiu uma mesma linhagem com pequenas oscilações entre alegria e emoção.

Outro fato que chamou a atenção é os locais onde as cenas foram gravadas. A equipe optou poucos cenários a partir de um determinado ponto, pois eram basicamente a residência do casal e o escritório de Ben. Talvez cenas externas casassem melhor com a temática do filme, um romance voltado para o drama, pois paisagens tocam mais profundamente, e é um ótimo recurso, que é bastante utilizado pelos filmes inspirados nos livros de Nicholas Sparks que buscam emocionar tanto quanto “Uma razão para viver”. Uma escolha de Waters também foi focar apenas em Ben e Ava, existem outras personagens que moldam a história, mas em algumas cenas são um pouco desnecessárias, principalmente quando o objetivo é trazer um pouco de comédia ao drama. Algo presente no longa é a narração dos fatos na visão de Ben, mas infelizmente os dizeres do personagem deixam o filme ainda mais clichê, tanto que uma frase que aparece em dois momentos é “A coisa mais importante que podemos fazer com a vida é… vivê-la”, algo um pouco óbvio.

Nos papéis principais estão de Benjamin Morton e Ava estão respectivamente Patrick Moore, das séries “Grimm” e “Ponto Cego” e Erin Bethea do filme “À Prova de Fogo”, que possuem atuações fracas, mas mesmo assim conseguem atingir o objetivo da história. O longa também possui no elenco os atores Terry O’Quinn (“Lost”), Bill Cobbs (“Uma Noite no Museu”, “Oz: Mágico e Poderoso”), James Marsters (“PS, Eu te Amo”) e Irma P. Hall (“Patch Adams: O Amor é Contagioso”). Do elenco de apoio o destaque fica para Bill Cobbs, que com uma pequena participação no fim da trama consegue trazer um pequeno discurso de grande efeito.

Sim, o longa tem um enredo clichê. Sim, o final é um tanto diferente, mas não algo inesperado. Sim, é emocionante. Mas não é uma super produção. Para alguns vai ser apenas mais um romance mamão com açúcar. Para outros será mais um longa para acrescentar na lista de filmes fofos e que se deve assistir com está com vontade de chorar. Apesar dos prós e contras a história é boa, toca um pouco no coração e deixa uma linda mensagem de recomeço. Se filmes assim te agradam, assista, porque aí sim vai valer a pena.

Crítica: Uma razão para recomeçar
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