Da origem bíblica ao estrelato mundial: desvende os fatos marcantes, os significados dos codinomes e a eterna presença de The Rev na história do A7X, atração do Rock In Rio 2026
O Avenged Sevenfold construiu uma das trajetórias mais resilientes do metal moderno. Da união nos tempos de escola aos palcos dos maiores festivais do planeta — incluindo o posto de atração confirmada no Rock in Rio 2026 —, a banda alcançou o estrelato mantendo, essencialmente, sua formação original ativa por anos. Nem mesmo a trágica perda do lendário baterista Jimmy “The Rev” Sullivan, em 2009, freou o impacto do grupo. Pelo contrário: o espírito de The Rev continua vivo em tudo o que fazem.
Musicalmente, a banda passou por uma metamorfose impressionante, deixando para trás o metalcore agressivo do início de carreira, lapidando sua obra-prima no aclamado “City of Evil” e abraçando hinos de arena muito mais acessíveis no disco “Hail to the King”.
Confira abaixo 11 fatos marcantes sobre a história e os bastidores do Avenged Sevenfold, agora em uma ordem totalmente nova:
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1. Uma origem direto do livro de Gênesis
A escolha do nome “Avenged Sevenfold” (que significa “Vingado Sete Vezes”) tem raízes religiosas. A expressão foi retirada diretamente da Bíblia Sagrada, mais especificamente no trecho de Gênesis 4:15, que aborda a sentença e a marca que Deus impôs a Caim após o assassinato de seu irmão, Abel.
2. A noite em que nasceu Synyster Gates
O nome de batismo do guitarrista solo é Brian Elwin Haner, Jr. Ele criou seu famoso pseudônimo aos 17 anos durante um porre com The Rev. Completamente bêbado, ele saiu gritando pela rua: “Eu sou Synyster Gates e eu sou incrível!”. O nome acabou colando para sempre.
3. A inspiração pesada por trás de “I Won’t See You Tonight”
Considerada uma das composições mais épicas e técnicas do álbum “Waking The Fallen”, a faixa dividida em duas partes carrega um mistério doloroso. Embora nunca tenha sido oficialmente confirmado pelos integrantes, há fortes boatos nos bastidores de que a letra foi estruturada com base na carta de suicídio real escrita por um amigo próximo da banda.
4. Primeiro disco gravado na adolescência
O álbum de estreia, Sounding the Seventh Trumpet (1999), foi lançado quando a maior parte dos integrantes principais tinha meros 19 anos. O baixista definitivo, Johnny Christ, era ainda mais jovem: tinha apenas 15 anos na época e nem fazia parte do grupo — quem gravou os baixos daquele disco foi o músico Justin Sane.
5. Os significados dos codinomes

Os apelidos teatrais adotados pela banda têm propósitos bem definidos:
- M. Shadows (Matthew Sanders): Escolheu o nome por se considerar o personagem mais sombrio e obscuro do grupo.
- Zacky Vengeance (Zachary Baker): Adotou “Vingança” como um lembrete de que precisava vencer na vida e calar todos os que duvidaram de seu potencial.
- Johnny Christ (Jonathan Seward): Uma provocação irreverente inspirada no músico John Christ, da banda Danzig.
- The Rev: Uma abreviação bem-humorada para o alter ego apocalíptico “Reverend Tholomew Plague”.
6. Flertes constantes com a literatura
O grupo é conhecido por rechear suas músicas com referências culturais e pop. Além do próprio nome da banda, um dos maiores sucessos comerciais da carreira deles, o single “Bat Country”, é uma homenagem direta ao livro de jornalismo gonzo Medo e Delírio em Las Vegas, do escritor Hunter S. Thompson.
7. A despedida profética em “Fiction”
A sombria balada guiada pelo piano, presente no álbum de retorno “Nightmare”, foi a última gravação de estúdio de Jimmy “The Rev” Sullivan. Três dias antes de falecer, o baterista entregou a fita para o vocalista M. Shadows e disse em tom de despedida: “Eu dei tudo o que eu tinha para vocês nesta música. Não sei se nos restam outras canções, mas esta é a minha última”.
8. M. Shadows é um gamer de carteirinha

O vocalista nunca escondeu que passa horas em frente às telas. Ele já declarou publicamente que é um jogador ávido e que sua maior paixão da infância e adolescência é o clássico “The Legend of Zelda: Ocarina of Time”. Essa bagagem de referências dos anos 90 foi a base para a criação dos universos virtuais da banda. Inclusive a paixão dos integrantes por tecnologia deu vida ao jogo mobile “Deathbat: Hail to the King”. Idealizado como um projeto de amor da banda, o game traz o falecido baterista The Rev como uma figura central da história, atuando como um mentor místico que guia o jogador ao longo das missões principais.
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9. O embrião da banda começou em dupla
Antes de se transformar no gigante que é hoje, o Avenged Sevenfold começou apenas como um projeto de garagem entre dois amigos de colégio: Zacky Vengeance e M. Shadows. Só mais tarde, em 1999, é que eles recrutaram The Rev e o primeiro baixista temporário da banda, Matt Wendt.
10. A criação do icônico logotipo “Deathbat”

Toda grande banda precisa de uma identidade visual forte, e o Avenged Sevenfold encontrou a sua no Deathbat (o crânio com asas de morcego). Desenhado originalmente por uma artista chamada Micha, o símbolo se espalhou pelo mundo e virou uma espécie de uniforme, sendo facilmente avistado em camisetas de milhares de fãs em qualquer festival de rock pelo planeta.
11. O cachorro aristocrático de Zacky Vengeance
O senso de humor excêntrico dos músicos se estende até aos seus animais de estimação. O guitarrista Zacky Vengeance batizou seu cachorro com o nome completo do protagonista de “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça”: Ichabod Crane Vengeance.
Imagem Destacada: Divulgação/Rock in Rio


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