Steven Spielberg aposta em mistério, tensão e teorias da conspiração para entregar uma experiência envolvente que prende o público desde o início.
O diretor Steven Spielberg estava devendo há muito tempo uma produção capaz de acertar em cheio o público. E em “Dia D”, ele chega com uma ideia que conversa bastante com o momento atual, explorando um tema que atrai tanto os fãs de teorias da conspiração quanto aqueles que sempre se interessaram por histórias envolvendo alienígenas.
E como estamos vivenciando cada vez mais debates sobre a existência de vida em outros planetas, com informações, documentos e declarações sendo divulgados ao longo dos últimos anos, produzir um filme que abrace esse conteúdo acaba sendo algo relevante para o momento.
Considerando que teorias da conspiração sempre foram um tema de muito sucesso nos cinemas, e quando falamos de um filme que trata o governo como responsável pela manipulação da humanidade, isso atrai ainda mais os fãs do assunto. E o filme vem justamente com a seguinte pergunta:
“Se você descobrisse que não estamos sozinhos, se alguém abrisse seus olhos e mostrasse para você, você ficaria com medo?”

A premissa funciona?
O filme consegue trazer o espectador para dentro da ideia da história desde os primeiros minutos e já vai despertando aquela curiosidade de entender como tudo aconteceu, como funciona e o porquê daquilo.
É uma obra que trata tudo como um grande mistério e que prende de verdade o público.
Fazendo com que ninguém queira levantar nem por um minuto sequer para não perder as duas horas e vinte e cinco minutos de filme, que passam de uma forma que você praticamente não percebe.
O espectador fica vidrado diante da nova obra de Steven Spielberg, fazendo com que desperte o interesse de descobrir a verdade por trás de tudo aquilo.
E o diretor conseguiu explorar essa curiosidade da forma mais interessante possível.
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Narrativa
O filme é repleto de tensão desde o primeiro minuto. Com diversas cenas que deixam o espectador nervoso e preocupado o tempo todo, mas ao mesmo tempo querendo entender o que está acontecendo e esperando pelas revelações.
As transições entre as cenas são desenvolvidas de forma excelente, trazendo o suspense de maneira natural durante toda a narrativa.
Há um grande capricho da direção de fotografia, da direção de arte e da construção cinematográfica dos cenários, que ajudam a criar momentos visualmente muito fortes.
Além de tudo, o filme deixa o tempo inteiro o clima de conspiração pairando no ar. E isso faz com que quem gosta desse tipo de conteúdo se apegue ainda mais à história, principalmente pela forma como o mistério é construído.
O ritmo que o filme abraça para contar essa história é extremamente eficaz. Tudo é muito bem desenvolvido. Ele consegue transmitir nervosismo, ansiedade e trazer para o espectador uma realidade que, em alguns momentos, faz parecer que você realmente está vivenciando aquilo.

Emily Blunt rouba a cena
Emily Blunt, interpretando Margaret Fairchild, entrega uma atuação digna de quem merece estar entre as grandes premiações da temporada.
Após sua participação em “O Diabo Veste Prada 2”, onde ganhou um papel de co-protagonista, neste filme ela recebe um papel principal e, ao mesmo tempo, presenteia o público com uma atuação que merece reconhecimento.
Ela é aquele tipo de personagem que cativa o público, faz com que exista identificação e consegue entregar exatamente aquilo que o filme procura transmitir. Sua atuação é um dos grandes destaques da produção.

Já Dr. Daniel Kellner, interpretado por Josh O’Connor, consegue sustentar o que era necessário para seu personagem. Mas em muitas cenas acaba sendo salvo pela brilhante Emily Blunt, que eleva o nível dos momentos em que divide a tela com ele.
O filme também conta com outros atores conhecidos. Um deles é Colman Domingo, que recentemente interpretou o pai de Michael Jackson no filme “Michael”. Aqui, ele entrega exatamente o tipo de atuação que seu personagem exige e cumpre muito bem seu papel dentro da história.

Atmosfera e construção do mistério
O filme acertou desde o início. A atmosfera é muito bem construída, o mistério é bem desenvolvido, o suspense prende o espectador e a narrativa possui um conceito muito bem definido.
Tudo aquilo que o filme se propõe a entregar acaba funcionando. A sensação constante de que existe algo sendo escondido do público faz com que a curiosidade aumente a cada nova cena. E esse é justamente um dos maiores méritos da produção.
Spielberg consegue construir uma obra que faz o espectador querer respostas o tempo inteiro, mas sem entregar tudo de uma vez.
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Vale a pena assistir?
“Dia D” é um filme que todos os fãs de teorias da conspiração estavam esperando.
É também um filme que serve para quem curte suspense com drama e gosta de histórias que trabalham constantemente com mistério. É digno de estar entre os melhores filmes do ano.
E pelo que ele mostra e entrega, fica difícil não acreditar que tudo aquilo seria só conspiração e não realidade. É provável que tenhamos mais respostas em breve. Ou não.
Imagem Destacada: Divulgação/Universal Pictures










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