Com um estilo carioca de ser o Festival do Rio chegou de forma irreverente, fazendo suas críticas de maneira simpática, sem denegrir a imagem de ninguém, ostentando nas palavras de uma de suas diretoras a compaixão que falta em partes distintas do mundo. Depois de uma abertura simplória, porém honesta, e bastante objetiva, o evento abraçou sua décima sétima edição com requinte, acertando com alguns tropeços, e, com mais de 250 títulos exibidos durante insuficientes 11 dias, uniu 25 cinemas para fazer a festa dos amantes da sétima arte.

Críticos, jornalistas, atores, diretores, produtores, roteiristas e demais técnicos se aproximaram de outros cinéfilos para entoar a canção da arte cinematográfica, a qual fez do Rio de Janeiro uma verdadeira cidade luz, da alegria, do projetor que bateu na tela e refletiu, por alguns dias, o sorriso de uma população que andava meio desgostosa com seus representantes no governo. Mesmo a porta de uma eleição, por um ínfimo tempo, pode tentar esquecer o debate político e, ao invés disso, argumentar sobre o filme predileto.

Esse é o poder do cinema, força qual impera no Festival do Rio que, a trancos e a barrancos, tornou-se o maior Festival de cinema da América Latina, trazendo produções de vários lugares espalhados pelo globo e proporcionando a essas a oportunidade de levar um pedacinho do Rio de Janeiro, uma parte do Brasil para casa.

Eis então aqui os vencedores desse acirrado ano repleto de estrelas.

[divider]Festival do Rio 2016[/divider]

Melhor Longa-Metragem de Ficção: Fala Comigo, de Felipe Sholl

Melhor Longa-Metragem documentário: A Luta do Século, de Sérgio Machado

Melhor Curta-Metragem: O Estacionamento, de William Biagioli

Menção Honrosa curta-metragem: Demônia, um Melodrama em 3 atos, de Fernanda Chicollet e Cainan Baladez

Melhor Direção de Ficção: Cristiane Oliveira por Mulher do Pai

Melhor Direção de Documentário: Sérgio Oliveira por Super Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos

Menção Honrosa Direção de Documentário: Marcos Prado, por Curumim

Melhor Atriz: Karine Teles por Fala Comigo

Melhor Ator: Nelson Xavier, por Comeback e Julio Andrade por Redemoinho e Sob Pressão

Melhor Atriz-Coadjuvante: Verónica Perrotta por Mulher do Pai

Melhor Ator Coadjuvante: Stepan Nercessian por Sob Pressão

Melhor Fotografia: Fernando Lockett por Superorquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos e Heloisa Passos por Mulher do Pai

Melhor Montagem: Marcio Hashimoto por Era o Hotel Cambridge

Melhor Roteiro: Martha Nowill e Charly Braun por Vermelho Russo

Prêmio Especial do Júri: Redemoinho, de José Luiz Villamarim

[divider]Novos Rumos[/divider]

  • Júri composto por Beth Sá Freire, curadora, Erom Cordeiro, ator e Marina Meliande, produtora e diretora.

Melhor Filme: Então Morri, de Bia Lessa e Dany Roland

Melhor Curta-Metragem: Não me prometa nada, de Eva Randolph

Prêmio Especial do Júri: Deixa Na Régua, de Emílio Domingos

Menção Honrosa:  Layla Kayã Sah pela atuação (Janaína Overdrive, de Mozart Freire)

[divider]Voto Popular[/divider]

Melhor longa Ficção: Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé

Melhor Longa Documentário: Divinas Divas, de Leandra Leal

Melhor Curta-Metragem: Demônia, um Melodrama em 3 atos de Fernanda Chicollet e Cainan Baladez

[divider]Prêmio da crítica FIPRESCI[/divider]

  • Júri composto por Klaus Eder, Ivonete Pinto e Filippo Pitanga

Viejo Calavera, de Kiro Russo

Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé

[divider]Prêmio Felix[/divider]

  • Juri composto por Katia Adler, organizadora e diretora do Festival de Cinema Brasileiro de Paris e dos Festivais de Toronto e Montreal; Milton Cunha, jornalista, carnavalesco internacional e comentarista da TV Globo; e Gilson Packer, Gerente Geral do CineSESC e também coordena o Projeto Tchorfland, que retratará 20 anos da militância LGBT em São Paulo.

Melhor Longa-Metragem Ficção:  Rara (Estranha), de Pepa San Martin

Melhor Longa-Metragem Documentário:  Divinas Divas, de Leandra Leal

Prêmio Especial do Júri: Love Snaps, de Daniel Ribeiro e Rafael Lessa

Prêmio Suzy Capó Personalidade Felix de 2016:  Lea T

[divider]Mostra Geração[/divider]

Vencedor pelo Júri Popular: Bruxarias Brujerías de Virginia Curiá –  Animação/ Espanha / Brasil


Estima-se que o Festival do Rio recebeu esse ano mais de 200 mil espectadores para o evento em si e para o RioMarket, braço criado para estimular o mercado e ampliar as possibilidades de negócios, aprendizado e trocas de conhecimento.

O Festival aconteceu do dia 06 a 16 de outubro, tendo sua noite de abertura na Cidade das Artes com exibição do filme “A Chegada” e o encerramento no Espaço BNDES, com a divulgação dos vencedores citados acima. Para outras informações sobre o evento, acesso o site oficial, clicando no link abaixo.

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Daniel Gravelli

Daniel Gravelli é um brazuca que parle français e roda uns filmes por aí. Apaixonado pelos universos da escrita e da atuação, tem um caso com o teatro e morre de amores pelo cinema. Fotógrafo e crítico nas horas vagas, gosta de cozinhar, apreciar um bom vinho e trocar ideias interessantes.

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