Essa semana aconteceu a estreia do muito esperado live-action de “A Bela e a Fera”. Apenas um comentário: é de tirar o fôlego de tão mágico. No entanto, a coluna não será sobre a Emma Watson como princesa. A atriz está bem diferente disso em “Amor e Revolução” (Colonia, 2016).

O filme é baseado em fatos que aconteceram em 1973 no Chile. Em meio ao golpe de Estado, que ascendeu Augusto Pinochet, as pessoas foram as ruas protestar. No meio da confusão está o casal protagonista, Lena (Emma Watson) e Daniel (Daniel Brühl). O rapaz trabalhava como designer gráfico em prol do governo de Salvador Allende, e é pego pela polícia secreta do regime, sendo levado para a “Colonia Dignidad”. Para tentar salvar seu amado, Lena se infiltra no suposto culto religioso da missão de caridade da Colonia. Na verdade, o local é uma prisão que tem Paul Schäfer como diretor.

A mais nova Bela e eterna Hermione consegue chamar a atenção do longa metragem para si. A atriz guia a narrativa com toda a dramaticidade dentro da sua personagem. Vemos uma mulher forte, decidida e independente, que não tem medo de lutar pelo o quer.

Somos apresentados a essa jovem Lena, aeromoça da Lufthansa, que acaba de chegar a Santiago do Chile para visitar seu amado. Após dias de muito romance, acontece o golpe e levam Daniel para a prisão. Quando a personagem decide salvar seu namorado e entrar para a Colonia, todo o tom do filme muda.

O suspense tem início e somos levados a conhecer a verdade sobre o lugar. Acompanhamos a trajetória de Lena, ou melhor, sua tentativa de sobrevivência. E a busca por Daniel, que tem que estar em algum canto daquele local.  Isso tudo enquanto tenta escapar dos olhos da freira chefe carrasca (com uma cara e postura digna de filme de terror) e o líder Paul Schäfer, um homem pedófilo, torturador e misógino. Durante as quatro décadas que a “Colonia Dignidad” ficou em funcionamento, apenas cinco pessoas conseguiram fugir do culto fanático religioso e fascista. Graças as fotos internas tiradas por Daniel, o mundo pôde saber, um pouco, do que acontecia lá dentro.

O longa é dividido em capítulos no momento em que Lena chega a Colonia. Isto traz um tom mais sério e tenso para a história. Principalmente, quando nos deparamos com o número de dias que os personagens ficam presos lá, e o desenrolar dos fatos durante esse tempo.

Além de Emma Watson, é importante ressaltar a atuação de Michael Nyqvist na pele de Paul Schäfer. As cenas em que está presente são repulsivas, marcantes e nos confronta com esse homem sádico e frio.

(Para quem nunca ouviu falar sobre a história dele, vale a pena dar um “googladinha”)

O filme possui alguns deslizes de roteiro e enfoque da história, não abordando questões mais sérias sobre este local onde ocorreram tantas atrocidades por muitos anos. O foco do filme acaba se tornando o casal apaixonado, passando por um pouco de drama, romance e suspense. O roteiro e direção ficaram nas mãos do alemão Florian Gallenberger, responsável também pela pesquisa histórica, trazendo, por exemplo, fotos da época.

Mesmo que o filme se perca um pouco em seu clímax, não aproveitando tanto o viés histórico, mas sim generalizando-o, vale a pena assistir (Digo por mim, que, assim que assisti, fui ler mais sobre o local e seus acontecimentos).

Além disso, foi muito interessante ver Emma Watson se desafiando em um papel diferente. Consegue-se perceber que a atriz tem potencial a atingir muito mais do que somente está no filme. Por enquanto, ficamos na ansiedade para saber qual será seu próximo filme e o que vamos poder esperar dele.

Para quem ficou curioso, o filme já está disponível no TeleCine e no Now da Net.


Por Gabi Fischer


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