A geração Z talvez nem conheça a palavra datilografia e possivelmente não consigam imaginar como seria datilografar um texto. Mas era assim que eu costumava me referir quando eu cometia um erro de escrita ou de palavra, ou seja, pensava uma coisa e dizia ou escrevia outra. Confesso que, de vez em sempre, eu também engulo letras e… palavras. Talvez seja exagero, mas, em se tratando de português, eu não me dou ao direito de cometer erros. Embora eu não seja – ou não me considere -, perfeccionista.

Por falar em perfeição, deixem-me falar “mal” um pouquinho das pessoas perfeitas. Elas existem. Sabiam? Cuidado, elas existem. E são as piores pessoas do mundo. Intolerantes, são impacientes e irritantes com a sua mania de nos corrigir o tempo todo, como se a vida ao vivo fosse possível sem existir o erro.

A maioria das pessoas comete erro simplesmente pelo medo de cometer erro. Quando você receber uma ordem de seu chefe, por exemplo, e não entender, peça que ele repita a ordem até você entender, mesmo que ele seja perfeito e não suporte ter repetir uma ordem. Lembre-se, ele espera que você seja também seja perfeito. Se ele se irritar com você é porque ele tem certeza que você não é perfeito. Não preocupe se você pode perder o emprego por perguntar mais de uma vez, você está sujeito a perde-lo por cumprir a ordem de forma errada.

Toda pessoa perfeita tem um plaquinha nas costas: MANTENHA DISTANCIA. Não estou aqui com advogado dos errantes. Embora diga o ditado que errar é humano, não temos, na verdade, o direito de errar, porém, temos o direto de nos redimirmos do nossos erros e devemos avaliar cada um deles e dimensionar o quanto podemos ser prejudicados.

Quantos às pessoas perfeitas, volto a dizer, cuidado com elas. A perfeição nos seres humanos é defeito.

Os erros de datilografia mental continuam ocorrendo. Só que agora são erro digitação mental. Em vez da borracha ou simplesmente jogar a folha de papel na lixeira que está debaixo da mesa, usamos o BACKSPACE.

O nosso maior acerto é reconhecer os nossos erros.

Por Ivo Crifar