7 de dezembro de 2019

É estranho dizer isso, mas fazem já uns 5 anos que não vejo TV. Não vejo TV, não tenho TV à cabo no meu quarto e nem Netflix. Não sou o tipo extremista, vou dizer que sinto falta de algumas coisas, tipo ver um programa que me interessa em uma tela maior que a do meu notebook ou assistir algo ao mesmo tempo que outras pessoas.

Como o quê, por exemplo? Não sou viciada, mas o Masterchef. Eu amo comer, gente, comida na TV funciona para mim como escadas funcionam para Jennifer Lawrence: é o que me faz cair se estiver na minha frente. Mesmo que eu queime água na cozinha, mesmo que meu macarrão instantâneo saia ruim, comida sempre me faz parar.

Só que eu sou tão retrógrada que, tirando umas poucas coisas, quando tenho TV por perto eu assisto coisas velhas. A novela mais recente que eu assisti e acompanhei era Cheias de Charme (de 2012). Essa sim fazia questão de ir até a sala ver, sentar e comentar. Até a musiquinha eu aprendi! Ainda que não tenha sido um primor, gostava de acompanhar porque era leve, divertida e tinha atrizes e atores bons lá. Sou tão do contra que enquanto todo mundo estava vendo Avenida Brasil, eu só acompanhava as Empreguetes. Aliás, quero #EmpreguetesOFilme!

A ultima série que eu vi, ainda acompanho de maneira desconexa: Supernatural. Veja bem: ela começou em 2005, deveria acabar em 2010, mas foi renovada, e de novo e outra vez, até chegarmos aqui. Ela começou boazinha, ai caiu, depois voltou, caiu, voltou… Tantas quedas não me seguraram, mas é legal saber que a série continua lá, eu sinto como se fosse uma segurança, um porto que eu sempre posso voltar e nem me sentirei estranha porque eles repetem bastante a história central!

Agora, o que não muda é o domingo. Gente, sério, o que é aquilo? Faustão? Como alguém ainda aguenta? Como ele aguenta? Quase 30 anos, os mesmos quadros, as mesmas frases, a mesma cópia do programa que o Chacrinha inventou há quase 50 anos! Ai, como se já não fosse o suficiente, temos a Eliana, Celso Portiolli e, se não me engano, Rodrigo Faro. Gente, sério, nada contra eles, podem fazer como quiserem, mas eles seguem a mesma premissa de um cara que evolucionou seu tempo, só que hoje estamos em outra vibe aqui, devíamos estar criando coisas atuais, não copiando um programa morto!

Como estamos em um grau de evolução acelerado é bem possível que a TV como conhecemos hoje esteja se definhando, mas também sabe ser bastante inovadora no processo de se reinventar. O que cabe a nós esperar?

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Marya Cecília Ribeiro

Marya Cecília é goiana de nascimento, mora em São Paulo há seis anos e ainda assim não consegue lidar com o clima 4 estações em um dia que rola nessa cidade.
Tem umas manias esquisitas, tipo ver um filme que gosta várias vezes, mas esta tentando lidar com isso (ou não). Falando nisso, ela não faz questão nenhuma de ser normal, então podemos apenas seguir em frente!

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