Em entrevistas à Woo! Magazine, Reynaldo Gianecchini, Alice Wegmann, Bruna Linzmeyer e outros convidados falaram sobre representatividade, estreias e a importância do festival para o audiovisual
A abertura do Festival do Rio 2026, realizada na semana passada, reuniu artistas, cineastas e profissionais do audiovisual para celebrar mais uma edição de um dos principais eventos cinematográficos do país. No tapete vermelho, a Woo! Magazine conversou com Reynaldo Gianecchini, Mariana Ximenes, Alice Wegmann, Bruna Linzmeyer, Flávia Alessandra, Giulia Costa João Vitor Silva, que compartilharam suas expectativas, experiências e reflexões sobre a importância do festival para o cinema brasileiro.
Entre os assuntos abordados pelos convidados estavam a valorização das produções nacionais, o intercâmbio cultural, a representatividade e as oportunidades oferecidas aos profissionais do audiovisual. As entrevistas também revelaram a relação pessoal de cada artista com o evento, que segue movimentando a cidade com exibições e encontros até domingo, 11 de outubro.
Mesmo após a abertura, a programação continua oferecendo ao público a oportunidade de conhecer diferentes cinematografias, acompanhar estreias e descobrir histórias que nem sempre encontram espaço no circuito comercial.
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Reynaldo Gianecchini destaca intercâmbio cultural e representatividade
Para Reynaldo Gianecchini, a presença de produções de diferentes países representa uma das principais contribuições do Festival do Rio. O ator destacou que eventos desse porte permitem aproximar culturas, apresentar novas narrativas e ampliar a circulação das produções brasileiras internacionalmente.
“Essa é a grande função de um bom festival: trazer a cultura de fora para a gente se aproximar, e a nossa sendo mostrada para eles também.”
O artista ressaltou que o cinema possui uma linguagem capaz de ultrapassar fronteiras e conectar públicos de diferentes nacionalidades. Na avaliação dele, o Brasil possui histórias que merecem alcançar cada vez mais espectadores ao redor do mundo.
Durante a conversa, Gianecchini também revelou sua expectativa para assistir a “A Bola Preta”, produção espanhola que aborda questões relacionadas à comunidade LGBTQIA+.
Admirador do cinema espanhol, o ator comentou o crescimento do audiovisual daquele país e destacou a importância de produções que abordam a diversidade com sensibilidade.
“A gente precisa sempre estar pondo luz sobre esses temas, com a possibilidade de existir, de ser potente do jeito que você é, sem pedir licença e sem ter o perigo de morte.”

Alice Wegmann defende valorização das histórias brasileiras
Presença frequente no Festival do Rio, Alice Wegmann destacou o significado cultural do evento e a necessidade de fortalecer a produção cinematográfica nacional.
Carioca, a atriz contou que acompanha o festival há vários anos e considera a celebração uma oportunidade para reconhecer a diversidade de histórias existentes no Brasil.
“É a festa da nossa cultura, das nossas histórias. Brasileiro tem muita história boa para contar.”
Para Alice, o cinema brasileiro precisa continuar incentivando artistas, roteiristas e diretores a desenvolverem narrativas próprias. A atriz também demonstrou entusiasmo com o momento vivido pelo audiovisual nacional e ressaltou a importância de o público prestigiar essas produções nas salas de cinema.
Além de comentar o festival, ela revelou alguns profissionais com quem gostaria de trabalhar futuramente. Entre os nomes mencionados estão Karim Aïnouz, Carolina Markowicz e Monique Gardenberg.
A atriz contou, inclusive, que mantém uma lista de cineastas com quem deseja colaborar e encara esses possíveis encontros como objetivos para os próximos anos de carreira.
“Eu já tenho vinte anos de carreira, mas espero ter mais cem e poder trabalhar com todos eles.”
Bruna Linzmeyer celebra estreia como diretora no festival
A participação de Bruna Linzmeyer nesta edição possui um significado especial. Depois de frequentar o Festival do Rio como espectadora e atriz, a artista retorna ao evento para apresentar um trabalho também como diretora.
Durante a entrevista, ela relembrou sua trajetória no festival, incluindo a participação em produções premiadas e o reconhecimento recebido em 2018, quando conquistou o Prêmio Félix de Personalidade do Ano LGBTQIA+.
“Essa é minha estreia como diretora nesse festival, então está com um gostinho especial.”
A atriz e diretora também elogiou o trabalho da organização e destacou o orgulho de acompanhar um evento dessa dimensão na cidade onde mora há aproximadamente quinze anos.
Entre suas recomendações para a programação está “A Casa de Dona Carlota”, produção que dirigiu e escreveu em parceria com Lili Fialho, com sessões previstas para os dias 7, 8 e 9 de outubro.
Bruna também mencionou “Amora”, série que integra sua participação no festival com a exibição do primeiro episódio.
As duas produções representam momentos importantes de sua trajetória profissional e mostram como o Festival do Rio também funciona como espaço de apresentação de novos trabalhos de artistas já conhecidos pelo público.

Mariana Ximenes ressalta encontros e descobertas
Para Mariana Ximenes, o Festival do Rio é uma oportunidade de acompanhar boas produções e reencontrar profissionais do audiovisual.
Durante sua passagem pelo tapete vermelho, a atriz destacou a atmosfera do evento, marcada pelo contato entre artistas, realizadores e espectadores.
“O Festival do Rio é sempre sensacional, porque sempre tem filmes incríveis, lindos encontros, trocas excelentes.”
Mariana também incentivou o público a consultar a programação e organizar sua agenda para aproveitar as sessões disponíveis.
“Aproveite a programação, dá uma olhada, se organize, porque tem sempre uma belíssima surpresa esperando por você.”
A declaração reforça uma das características do festival: a possibilidade de descobrir produções de diferentes origens, gêneros e estilos, incluindo títulos que ainda não chegaram ao circuito comercial brasileiro.

João Vitor Silva realiza sonho de participar do Festival do Rio
Enquanto alguns artistas já possuem uma longa história com o evento, João Vitor Silva viveu sua primeira experiência no Festival do Rio durante a abertura desta edição.
O ator revelou que desejava participar havia bastante tempo e demonstrou entusiasmo ao caminhar pelo tapete vermelho e encontrar outros profissionais do cinema.
“É minha primeira vez no Festival do Rio. Eu sempre quis vir, nunca tive oportunidade.”
João Vitor contou que organizou uma semana de sessões para aproveitar a programação e acompanhar diferentes produções. Para ele, participar do festival representa também uma aproximação com um universo artístico que sempre admirou.
Questionado sobre os filmes que mais desejava assistir, o ator destacou “Se Eu Fosse Você 3”, estrelado por Tony Ramos, Glória Pires, Cleo Pires e Rafael Infante.
Apesar da expectativa, explicou que compromissos profissionais impediriam sua presença na sessão do festival, fazendo com que precisasse aguardar o lançamento comercial para assistir ao longa.
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Flávia Alessandra e Giulia Costa celebram abertura do festival no Cine Odeon
A abertura do Festival do Rio 2026 também contou com a presença de Flávia Alessandra e sua filha, Giulia Costa. As duas prestigiaram o evento no tradicional Cine Odeon, no Centro do Rio de Janeiro, e conversaram com a Woo! Magazine sobre a importância do festival e a oportunidade de acompanhar produções de diferentes países.
Para Flávia, retornar ao evento acompanhada da filha tornou a ocasião ainda mais especial. A atriz também destacou a história do Cine Odeon, um dos espaços mais conhecidos do cinema carioca.
“Sensação maravilhosa de estar de volta ao Festival do Rio, na abertura, com a filhota, nesse lugar tão emblemático que é o Cine Odeon, com tanta história.”
Giulia Costa ressaltou a importância dos encontros proporcionados pelo festival, tanto pelas produções exibidas quanto pelas conversas entre profissionais do audiovisual.
“Para mim é sempre uma honra, é muito incrível, tanto as produções quanto as conversas que são geradas aqui nesse lugar. É sempre uma troca muito rica.”
Durante a entrevista, as duas também incentivaram o público a acompanhar a programação, lembrando que o evento vai além da cerimônia de abertura e reúne atividades em diferentes pontos da cidade, incluindo opções gratuitas.
“Tem muita coisa incrível que ainda vai rolar, que ainda está por vir pela cidade inteira. Tem programação gratuita, então fiquem de olho na programação do festival, porque tem para todos os gostos.”
A participação de mãe e filha também trouxe um clima familiar ao tapete vermelho, em uma noite que reuniu diferentes gerações de artistas para prestigiar o cinema.
Festival do Rio segue com programação até domingo
Depois de uma abertura marcada pela presença de artistas e profissionais do audiovisual, o Festival do Rio 2026 continua movimentando as salas de cinema da cidade. A programação reúne produções brasileiras e internacionais, com histórias que passam por diferentes gêneros e abordam temas variados.
Para quem ainda pretende aproveitar o evento, há sessões programadas até domingo, 11 de outubro. Os interessados podem consultar os horários, os filmes em cartaz e a disponibilidade de ingressos nos canais oficiais do festival.
Até lá, o público ainda terá a oportunidade de conhecer novas produções, acompanhar trabalhos de cineastas brasileiros e estrangeiros e assistir a filmes que, em muitos casos, ainda não possuem previsão de estreia no circuito comercial.
Imagem Destacada: Divulgação/Gerada por Inteligência Artificial


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