Flamengo, Palmeiras e Fluminense representam 75% dos semifinalistas em 2026, enquanto o Estudiantes tenta impedir mais um título brasileiro
O futebol de clubes voltou depois de 16 dias parado para que as seleções entrassem em ação em alguns amistosos. O Brasileirão retorna já nesta semana e, na próxima, é a vez das competições internacionais: a Copa Sul-Americana e, principalmente, a Copa Libertadores da América.
Dos quatro clubes que chegaram às semifinais, três são brasileiros: Flamengo, Palmeiras e Fluminense. O representante internacional é o argentino Estudiantes de La Plata. Os argentinos enfrentam o atual campeão, Flamengo, em um lado da chave. No outro, teremos o duelo entre tricolores e palmeirenses, que volta a acontecer na competição depois de 55 anos.
Oficialmente, a Libertadores da América completou, em 2026, 66 anos. São mais de seis décadas de competição, com, até o momento, 27 campeões: um paraguaio, um equatoriano, um chileno, dois colombianos, dois uruguaios, oito argentinos e 12 brasileiros, além de muita história.
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A Origem da Copa
Apesar de a Libertadores, como conhecemos hoje, ter começado em 1960, partidas internacionais oficiais entre clubes sul-americanos já aconteciam desde 1900, quando a Copa Competencia foi criada, reunindo clubes de Buenos Aires, Rosário e Montevidéu.
O primeiro modelo mais amplo dessa disputa, no entanto, aconteceu apenas em 1948, em Santiago, no Chile, idealizado pelo presidente do Colo-Colo na época, Robinson Álvarez. O Campeonato Sul-Americano de Campeões, como o próprio nome diz, reunia os campeões nacionais de 1947. Como o Brasil ainda não tinha um campeonato nacional, o representante brasileiro era o atual campeão carioca, Vasco da Gama, que se sagrou campeão ao final da competição, tendo o River Plate como vice.
A competição foi considerada um sucesso pela CONMEBOL, que começou a pensar em outros modelos de disputa. Paralelamente, surgiu na Europa, em 1955, a Taça dos Campeões Europeus, que atualmente conhecemos como UEFA Champions League. Com isso, começaram a surgir conversas para que o campeão europeu enfrentasse o campeão sul-americano. Mas como definir o campeão sul-americano se ainda não havia uma competição oficial para determinar esse vencedor?
Em 1958, a CONMEBOL, presidida à época pelo brasileiro José Ramos de Freitas, formalizou a ideia em uma reunião no Rio de Janeiro, que só foi aprovada em Caracas, na Venezuela, no ano seguinte, em 1959. Em 1960, foi disputada então a primeira Copa dos Campeões da América, que, em 1965, passou a ser conhecida como Copa Libertadores da América, em homenagem àqueles que lutaram pela independência dos países sul-americanos, como o venezuelano Simón Bolívar e o argentino José de San Martín.
Os Brasileiros na Competição
Apesar de hoje os times brasileiros serem considerados favoritos na competição, no século XX a Libertadores era um território hostil para nossos clubes. Isso acontecia, em grande parte, pelo desinteresse dos próprios brasileiros, visto que a repercussão da mídia na época se limitava a dar os resultados em uma nota de rodapé nos jornais.
O primeiro clube brasileiro a participar da competição foi o Bahia, por ter se sagrado campeão da Taça Brasil de 1959. Na primeira edição, apenas sete equipes participaram, já que o representante do Peru, Universitario, desistiu logo após o sorteio dos adversários, dando a vaga nas semifinais ao Olimpia.
Naquela Libertadores, o único time que o Bahia enfrentou, já que a competição começava nas quartas de final, foi o San Lorenzo, representante argentino, que acabou eliminando a equipe brasileira. O campeão daquela edição foi o Peñarol, do Uruguai.
O primeiro brasileiro a ganhar a competição foi o Santos de Pelé, e por duas vezes seguidas, em 1962 e 1963, deixando Peñarol e Boca Juniors com o vice-campeonato.
Mas, como dito anteriormente, a Libertadores no século passado era um território hostil para os clubes brasileiros. De 1960 até 2000, em 41 edições, apenas 11 títulos vieram para o Brasil, distribuídos entre sete clubes diferentes. Só para efeito de comparação, o Uruguai, com apenas dois representantes campeões, tinha somente três títulos a menos.
A competição no século passado era dominada pelos times argentinos, que conquistaram 18 títulos, com a mesma quantidade de clubes campeões que o Brasil, sete representantes diferentes. Esse alto número de conquistas argentinas se deve, principalmente, às sete taças do Club Atlético Independiente, de Avellaneda, na província de Buenos Aires.
O século XXI, no entanto, veio para acabar com a hegemonia argentina na competição. Apenas neste século, de 2001 até 2025, mais 14 títulos foram incorporados à galeria brasileira, freando o domínio “hermano”, que conta com apenas sete conquistas nesse período.
São sete conquistas brasileiras consecutivas, de 2019 até 2025, muito impulsionadas por Flamengo, com três títulos, e Palmeiras, com dois. Os outros vencedores foram Fluminense, em 2023, e Botafogo, em 2024.

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As Semifinais de 2026
Em 2026, o Brasil tem 75% de chance de manter a taça no país, já que conta com três representantes nas semifinais: Flamengo, Fluminense e Palmeiras. Porém, a possibilidade estrangeira segue viva com o Estudiantes de La Plata.
O atual campeão, o Flamengo, mantém o status de favorito ao título. Chega às semifinais sendo o melhor time da competição, foi o maior pontuador da fase de grupos ao lado do Independiente de Rivadavia, da Argentina, ambos com 16 pontos, e também tem o melhor ataque do torneio.
Para o primeiro jogo, porém, chega sem Arrascaeta, machucado, e Jorginho, que foi expulso contra o Del Valle.
Fluminense e Palmeiras chegam em momentos distintos para o confronto. Ambos passaram em segundo na fase de grupos, mas o tricolor teve uma dificuldade maior, precisando torcer para o Rivadavia vencer o Bolívar, além de ganhar do Deportivo La Guaira, da Venezuela.
Basicamente, o Fluminense está com “mais sorte que juízo”. É seguro dizer que o melhor jogador do time na competição é Fábio.
O Palmeiras passou nos pênaltis pela LDU, do Equador, mas, tirando isso, a equipe de Abel Ferreira está bem na competição.
Fluminense e Palmeiras se enfrentaram na Libertadores de 1971. Na ocasião, ambos venceram como visitantes: os cariocas ganharam por 2 a 0, enquanto os paulistas venceram por 3 a 1.
Dependendo do que acontecer nas semifinais, duas finais podem se repetir: Flamengo contra Palmeiras e Palmeiras contra Estudiantes. Também poderá acontecer, de forma inédita, um Fla-Flu na final da principal competição de clubes da América.
Imagem Destacada: Divulgação/Gerada por Inteligência Artificial


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