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“Fronteira”, novo espetáculo da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico, estará em cartaz até setembro

Imagem: Divulgação/Fronteira (Crédito Joao Caldas)

Com direção de Marcelo Lazzaratto e texto de Carla Kinzo, peça explora os múltiplos significados implícitos na palavra fronteira

Duas mulheres, interpretadas por Tathiana Botth e Thaís Rossi, estão em uma zona fronteiriça e vivem um dilema: enquanto uma quer cruzar para o outro lado, a outra controla a passagem das pessoas entre os dois territórios. Esta é a premissa de “Fronteira”, o novo espetáculo da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico, que fica em cartaz no auditório do Sesc Pinheiros entre 8 de agosto e 7 de setembro, com sessões de quinta a sábado, às 20h30, e no feriado, às 18h.

Com esta peça, o grupo expande a pesquisa sobre deslocamentos humanos iniciada em “Diásporas”, espetáculo de 2017, com 45 atores em cena, que abordava o tema sob um ponto de vista macro. Agora, a ideia é tratar dessa temática a partir da relação entre apenas duas personagens, investigando os múltiplos significados implícitos no conceito de “fronteira”.

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“Geralmente, discutimos essa noção sob uma ótica negativa evocada pela geopolítica, como algo que separa as pessoas e limita a sua liberdade de ir e vir. No entanto, também é possível interpretá-la como algo capaz de preservar a diversidade, uma vez que um indivíduo só existe diante da presença do outro. Se eliminássemos completamente as barreiras e diferenças entre as pessoas, correríamos o risco de uma grande padronização de costumes e modos de vida – o aspecto crítico da globalização. De certa maneira, se preservássemos algumas fronteiras, sem limitar a liberdade, os indivíduos manteriam suas identidades e conseguiriam dialogar e fazer trocas genuínas entre si”, comenta o diretor Marcelo Lazzaratto.

A dramaturgia da premiada Carla Kinzo apresenta o cotidiano dessas figuras sem nome, presas a um presente imutável, reforçado por uma burocracia paralisante. Sobreviventes em meio a um território em ruínas, elas precisam uma da outra para ressignificar essa nova realidade, sem deixar ruir a fronteira interpessoal que existe.

A direção, o cenário e a iluminação de Marcelo Lazzaratto contribuem para intensificar a noção de fronteira, que pode ser geográfica, política, psíquica, identitária, material, entre outras. Toda ação acontece em um tablado de 4m x 3,5m x 10cm, localizado no centro do palco. Somente ali, naquele espaço diminuto, as moças existem. E nesse lugar, questões como a necessidade de afeto, a ficção como possibilidade de sobrevivência e a solidão de um lugar sem identidade descortinam-se lentamente.

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