A biografia fictícia de Taylor Jenkins Reid que transformou Evelyn Hugo em um dos personagens mais inesquecíveis da literatura contemporânea
Em “Os Sete Maridos de Evelyn Hugo“, biografia fictícia de Taylor Jenkins Reid, a lendária estrela de Hollywood nunca existiu, mas você vai querer que ela tivesse existido de verdade. “A lendária estrela de Hollywood, Evelyn Hugo sempre esteve sob os holofotes — seja atuando em uma produção vencedora do Oscar, protagonizando algum escândalo ou aparecendo com um novo marido… pela sétima vez. Agora, prestes a completar oitenta anos e reclusa em seu apartamento no Upper East Side, a famigerada atriz decide contar a sua própria história, mas com uma condição: que Monique Grant, jornalista iniciante e até então desconhecida, seja a entrevistadora.”

Ao embarcar nessa misteriosa empreitada, a jovem repórter começa a se dar conta de que nada é por acaso e que suas trajetórias podem estar profunda e irreversivelmente conectadas. Este foi o primeiro livro que li por influência da internet, e meus amigos leitores não me decepcionaram. Foi uma leitura icônica e atemporal.
A habilidade narrativa de Taylor Jenkins Reid reside na sua capacidade de humanizar figuras que, à primeira vista, parecem intocáveis. Ao utilizar uma estrutura que intercala o presente de Monique com as memórias vívidas de Evelyn, a autora constrói um ritmo jornalístico que faz o leitor esquecer que Hugo nunca existiu na vida real. É uma escrita de perder o fôlego, que consegue manter a tensão emocional constante e nos deixar zonzos com reviravoltas milimetricamente desenvolvidas.
Evelyn Hugo é uma atriz renomada, mas para chegar ao auge teve que enfrentar as engrenagens de uma Hollywood extremamente machista dos anos 50 e 60. Entre relacionamentos terríveis e outros memoráveis, Hugo se mostrou resiliente e talentosa o suficiente para manter seu nome relevante por décadas. Ela conheceu diversas formas de maldade, mas também as nuances mais puras do amor.
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Mais do que um drama sobre a fama, a obra é um estudo sobre a bissexualidade e os sacrifícios impostos à comunidade LGBTQIA+ durante a Era de Ouro do cinema. A narrativa expõe o “armário” de luxo da época, onde astros e estrelas eram obrigados a performar heteronormatividade para salvar suas carreiras. Ver como esses temas ainda ressoam na atualidade, apesar dos avanços em busca de liberdade e igualdade, torna impossível não se identificar e se emocionar com as escolhas pragmáticas e por vezes cruéis que Evelyn precisou fazer para proteger quem amava.
Além da trajetória da atriz, temos Monique Grant: uma jornalista lidando com dilemas amorosos, o luto pelo pai e a distância da mãe. Ao encontrar essa oportunidade de ouro, ela descobre segredos familiares profundos sob circunstâncias avassaladoras. Monique cresce diante de nossos olhos, deixando de ser uma coadjuvante na própria vida para se tornar a narradora de sua própria força.
Vale a Pena Ler “biografia” Os Sete Maridos de Evelyn Hugo?
Apesar de nos deixar com as emoções à flor da pele, o livro é sobre o amor em todas as suas formas. A essa altura, muitos já o devem ter lido, mas se você ainda não o fez, prepare-se para se apaixonar. Você vai querer procurar os filmes de Evelyn, buscar o nome de Celia entre as vencedoras do Oscar e entender o significado de “lascar o dente”. Vai amar Harry Cameron, o melhor marido e amigo que alguém poderia ter, e sentirá um misto de emoções pela jovem Connor e sua complexidade adolescente.
Apenas leia para viver com esses personagens incríveis e compadecer-se de seus sentimentos mais profundos.
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