Risadas, lutas, histórias de aventura para toda a família e muito carisma. Tudo isso se encontra nos filmes do Jackie Chan, um dos maiores astros do cinema de artes marciais de todos os tempos. Se a pessoa é fã desse gênero, é bem provável que já tenha visto alguns filmes do ator – mas nem todo mundo conhece a sua trajetória até o atual sucesso e é essa história que vamos contar.

Nascido em Hong Kong em 7 de abril de 1954, Jackie Chan teve uma infância bem humilde, tanto que seus pais consideraram a possibilidade de vendê-lo para um casal rico britânico que estava disposto a adotá-lo, mas acabaram desistindo da ideia. Ainda quando criança, Jackie era chamado de “Pao-pao” pela sua mãe, (que significa “bola de canhão” em chinês) de tanto que ele corria pela casa e arranjava confusão. Por isso que aos 7 anos de idade ele foi matriculado na Escola de Ópera de Pequim, onde ele aprendeu música, dança, acrobacias e vários outros tipos de artes (incluindo as marciais).

Foi na Escola de Ópera que ele recebeu o primeiro convite para participar de um filme, era uma participação pequena como dublê, porém ele se destacou tanto que outros convites acabaram surgindo depois desse trabalho e aos poucos ele foi se tornando um ator conhecido nos filmes chineses de artes marciais. Por conta do seu início de carreira como dublê, Jackie sempre dispensou dublês para suas cenas. Isso acabou lhe rendendo vários ferimentos, incluindo alguns bem graves e até quase mortais. Dá pra fazer uma lista bem extensa do número de lesões do astro, mas tem algumas que realmente se destacam:

No filme “Crime Story” (1993), Jackie ficou preso na batida entre o carro e a traseira de um caminhão ele teve suas pernas esmagadas e teve que ser retirado do carro com muita dificuldade.

Em “Arrebentando em Nova York” (1995), o astro pula de uma plataforma para um veículo anfíbio e fratura o tornozelo, mas para não atrasar as filmagens, pintaram o gesso do pé dele como se fosse um tênis para ele continuar filmando as suas cenas. Essa cena até aparece durante os créditos finais dos filmes e mostra como ele é comprometido com seu trabalho.

O nariz de Jackie Chan já foi quebrado algumas vezes, as que conseguimos enumerar aqui foram pelo menos 3, nos filmes “Mestre do Kung Fu” (1980), “Projeto China” (1983) e “Mr. Nice Guy – Bom de Briga” (1997).

E o ferimento mais sério de sua carreira ocorreu no filme “Armadura de Deus” (1986), onde o ator pulava de uma árvore para outra de uma altura bem alta, o salto não foi bem-sucedido e ele sofreu uma queda bem grave que fraturou seu crânio. Ele foi levado às pressas para o hospital e tiveram que tirar PEDAÇOS de seu crânio que tinham entrado no CEREBRO. Depois desse episódio, foi colocada uma placa de plástico dentro da cabeça de Jackie para não deixar que algum possível fragmento entre novamente no cérebro dele.  Até hoje o astro chinês diz que esse foi o momento que ele esteve mais próximo da morte.

A filmografia de Jackie Chan hoje em dia é quilométrica, com vários longas-metragens estrelados, produzidos e até dirigidos. Todavia, não foi só nos filmes que o seu sucesso se deu, na Ásia ele também é conhecido como cantor muito sucedido, fora a revista em quadrinhos e o desenho que tiveram seu nome.

Atualmente, Jackie Chan está com 63 anos e recentemente, em 2017, recebeu o Oscar honorário pelo conjunto de sua carreira.  Ele continua trabalhando, mesmo depois de já ter anunciado sua aposentadoria dos filmes de ação algumas vezes, tanto em produções americanas quanto chinesas.

Para que você conheça um pouco mais sobre o trabalho desse ator, produtor e mestres de artes marciais, nossa sugestão é que assista “Arrebentando em Nova York”, em que ele faz um sobrinho que vai para os Estados Unidos para ir ver o casamento do tio que está se casando com uma americana – bem como o interessante “Operação Condor”, onde Jackie interpreta um arqueólogo que está em busca de um tesouro nazista da segunda guerra.

Gostou da matéria? É fã do Jackie Chan? Tem mais alguma dica de filme do astro? Fala pra gente, comenta! Quem sabe a gente não faz um especial falando dos filmes dele.


Por Fernando Targino