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Música

LGBT+: Música e Representatividade

Orgulho Sem Preconceito

Como vocês já sabem, todo sábado é dia de MixTape. E nossa querida coluna, mais uma vez vai abordar a representatividade. Em maio do ano passado, trouxemos oMúsica de Qualidade Quebrando Tabus, onde apresentamos alguns dos novos nomes da música brasileira. Alguns ficaram de fora, mas isso jamais significa que tenham menor representação. Só para deixarmos claro.

Além disso, se você não sabe, desde maio vários eventos de cultura LGBT+ estão acontecendo em São Paulo e em outros lugares do país. Amanhã acontece a 21ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo. Ela é simplesmente o maior evento do gênero do mundo. Atraindo milhões de pessoas para a Av. Paulista, afim de curtir e botar a cara no sol. Afinal não ser hétero num mundo preconceituoso é bem complicado.

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Nesse clima de liberdade de expressão e sexual, fizemos uma pesquisa e pensamos muito sobre como seria nossa seleção da semana. A ideia inicial foi realizar uma sequência do MixTape que citamos acima. Depois foi trazer músicas que já são hinos, como “I Will Survive”, “Express Yourself”,  “Y.M.C.A.”, “All The Lovers”, “Born This Way” e “I Want to Break Free”. Mas por fim, resolvemos misturar um pouco as coisas, afinal isso aqui é uma coluna de Mix sem preconceitos.

Nessa mistura musical, fomos atrás de artistas e composições que dialogam com a representatividade, seja ela qual for. Encontrar artistas internacionais foi tranquilo, mas nacionais, que fugissem dos “famosos” atuais e os já considerados clássicos, foi bem difícil. E aí percebemos, de forma mais clara, o quão difícil é ter representatividade musical quando se trata da sexualidade e liberdade de gênero. Praticamente, se o artista não sofre e/ou luta por isso, ele basicamente não expõe tal assunto. O que torna esse movimento tão importante. 

Então, depois de um longo tempo, pesquisando, ouvindo e ouvindo de novo, chegamos a oito músicas para compor nosso MixTape, somente de músicas nacionais para fortalecer o movimento. Cheios de orgulho e sem preconceito algum, aperta os players e vem ser feliz. Deixa no armário outras coisas e não você!

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Difícil não arrepiar com algumas dessas músicas, afinal você não precisa fazer parte da “comunidade” para demonstrar empatia e ter respeito.

“Os corpos de dois professores foram encontrados carbonizados em um porta-malas, em Santa Luz, na Bahia. Um homem de 34 anos morreu degolado e esquartejado, em Porto Velho, Rondônia. A 4.300 km dali, em Belém, capital do Pará, outro homem morreu com 80 facadas atravessadas no corpo. Mesmo Estado em que Brenda foi espancada e jogada do alto de uma passarela, na cidade de Castanha. Mesmo Pará onde um menino de 10 anos morreu violentado e espancado. No Paraná, uma menina trans de 14 anos foi encontrada morta a beira de um lago. Em Porto Alegre, um homem trans morreu com 17 tiros e terminou arrastado pelo carro de seus assassinos. Essas são apenas algumas das 343 mortes de pessoas LGBT registradas em 2016 no Brasil.” – Fernanda Canofre (Revista Fórum)

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Esse trecho acima é só um pequeno exemplo de como o preconceito pode ser cruel e hediondo. Essas são somente 343 mortes que foram declaradas como crimes de ódio. Muitas outras são deixadas de lado e não são divulgadas. No Brasil, a cada 5 minutos, uma pessoa não heterossexual sofre violência verbal. A cada 20 horas um LGBT+ é agredido fisicamente. A cada 25 horas acontece um assassinato por preconceito. E em grande parte dos casos, os criminosos não são presos, reconhecidos ou denunciados.

É triste terminar uma coluna falando sobre isso. Mas se faz necessário, seja hoje, amanhã ou qualquer outro dia. Nosso país está entre os maiores índices de violência contra gays e lésbicas, assim como é o maior índice de assassinato de transexuais e travestis. Em tempos de ódio precisamos compartilhar amor. Ter compaixão pelos seus iguais, assim como para com aqueles que se diferem de você. Não importa quem você seja, respeite e ame. E se chegar a presenciar qualquer tipo de violência, denuncie. O seu silêncio também mata! E para todos da comunidade LGBT+: Saiam as ruas, não se escondam! Muito brilho, respeito e amor!

Até o próximo MixTape.

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XoXo, Gossip Girl.

   

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Written By

Paulo Olivera é mineiro, Gypsy Lifestyle e nômade intelectual. Apaixonado pelas artes, Bombril na vida profissional e viciado em prazeres carnais e intelectuais inadequados para menores e/ou sem ensino médio completo.

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