Com 16 artistas inéditos no país, edição no Autódromo de Interlagos aposta no fenômeno global de Charli XCX, no acerto de contas de gigantes do rock e em pistas ferventes
Nesta quinta-feira (8), o Lollapalooza Brasil abriu as cartas de sua edição de 2027, marcando os 15 anos do festival no país. Agendado para os dias 19, 20 e 21 de março no tradicional Autódromo de Interlagos, em São Paulo, o evento aposta em uma curadoria que equilibra o ineditismo — com 16 artistas estreando em palcos brasileiros – e o resgate de dívidas históricas com o público.
A linha de frente reflete a diversidade que se tornou a assinatura do festival na última década: Travis Scott, Charli XCX, The Killers e David Guetta assumem a responsabilidade de comandar as massas.
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A apoteose pop e a ascensão Charli XCX

Se há um nome que simboliza o atual zeitgeist da música pop contemporânea, é Charli XCX. Retornando ao Brasil após sua passagem pelo Primavera Sound em 2022, a artista britânica chega agora com status de gigante. Impulsionada pelo fenômeno global do álbum “Brat”, Charli desembarca na nova fase “Music, Fashion, Film”, incorporando texturas do rock alternativo a shows estruturados para dominar as noites como headliner.
Ao seu lado, a escalação reforça o pop dançante com nomes em franca ascensão nas paradas de 2026, como Slayyyter e Adéla. Para os fãs do pop soul, a consistência de Raye e o frescor de Lola Young garantem vocais potentes na grade.
Dívidas pagas e o “Lolla Raiz”

Para os órfãos do rock, 2027 soa como um ano de redenção. O Queens of the Stone Age quebra um hiato de nove anos sem se apresentar no Brasil, vindo saldar a conta do doloroso cancelamento às vésperas do The Town, em 2023, por motivos médicos. O mesmo sentimento de compensação paira sobre os irlandeses do Fontaines D.C., força motriz do pós-punk atual, que retornam após cancelarem sua participação na edição de 2025 a dez dias do evento.
O rock também ganha fôlego novo com a aguardada estreia da banda americana Geese, além de nomes de peso do cenário alternativo como The Neighbourhood, The Avalanches, Boy Harsher e Violet Grohl. Já o saudosismo do que se convencionou chamar de “Lolla raiz” fica garantido com atrações sempre eficientes em formato de arena, como The Killers e Cage The Elephant.
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Pistas ferventes e o vigor nacional

Na música eletrônica, o choque geracional dita o ritmo. Veteranos incontestáveis como The Prodigy, Four Tet, Boys Noize e David Guetta dividem os holofotes com a efervescência de nomes que dominam as pistas atuais, a exemplo do brasileiro Mochakk, Marlon Hoffstadt, Sammy Virji e DJ Ramemes.
Por fim, a cena nacional apresenta um recorte robusto e plural. Há a reverência a veteranos essenciais como Nação Zumbi e Rodrigo Amarante, ladeados pela força do circuito independente com El Efecto, Rakta, Deafkids, Psilosamples e Seu Pereira e Coletivo 401. O festival ainda abre espaço para projetos colaborativos potentes, unindo Criolo, Amaro e Dino em um palco, e trazendo o trio Brime!! (formado pelo produtor CESRV e os MCs Febem e Fleezus) para garantir que a cultura urbana brasileira tenha lugar de destaque na festa de 15 anos do evento.
Imagem Destacada: Divulgação/Lollapalooza Brasil (Fotografia: MORIVA/Ariel Martini)


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