A excelente cantora brasiliense Luciana Luppy deu de presente uma grande serenata em forma de show para o público em Brasília. Misturando sua “brasilidade” com os anos em que vive na França, Luppy cantou, no sábado 10/06, grandes canções de amor, que embalam muitos romances pelo mundo afora.

Nascida no Brasil, mas vivendo muitos anos fora, a cantora nos brinda com algumas histórias de seus momentos na música, relembra coisas importantes como o atentado terrorista em 2015 ao pub Bataclan, em Paris, onde perdeu dois amigos e fez uma canção em homenagem a todas as pessoas que estiveram lá ou foram marcadas por esse dia. Ela também nos contou sobre como conheceu Caetano Veloso e como ele, com uma simplicidade incrível, lhe atendeu no camarim em um de seus shows. Dias depois, ela acabou escrevendo uma música para ele em uma viagem de metrô e essa música também fez parte do repertório do show.

O francês é praticamente a língua dos apaixonados por todo mundo. Não é preciso entender o idioma para conseguir sentir todo o amor que ele passa. Grandes interpretes imortalizaram essa língua, e Edith Piaf é, provavelmente, uma das maiores, então, Luppy faz uma homenagem a ela, ainda nos elucidando fatos importantes sobre a carreira da grande cantora francesa. Ainda passamos por algumas canções brasileiras que ficaram famosas com grandes vozes, como Caetano Veloso e Roberto Carlos, e o timbre da voz de Luppy da todo um tom maravilhoso as canções apaixonadas.

O palco simples, pequeno e acolhedor do Teatro Aliança Francesa de Brasília fez com que todos que foram assistir o show se sentissem aconchegados e um pouco apaixonados. Este show foi realmente para casais, então é uma ótima escolha de presente de namorados algum cd dela. Um grande momento da noite, mais um deles, melhor dizendo, foi a aparição de Rebeca Breder, filha do inesquecível cantor Jessé, que presenteou o público com duas interpretações maravilhosas de canções do pai.

O espetáculo teve pouca duração, de qualidade, mas com algumas coisas que poderiam fazer diferenças sutis, como por exemplo, o encerramento de cada música com blackout. Ao final de cada canção a luz do teatro era completamente apagada para que o público entendesse que aquela faixa havia acabado e isso não foi exatamente necessário. O recurso poderia ser utilizado em alguns momentos, mas sem ser essencial para todos eles. Outro ponto do espetáculo foi a escolha do repertório: apesar das músicas serem absolutamente românticas, uma ou outra música romântica com menos de 10 anos de vida poderia ser escolhida e seguramente ficaria maravilhosa na voz de Luppy, que é uma interprete fenomenal. Seria mais fácil casais mais jovens se identificarem ou curtirem o show.

Mas, nada disso tira a grande qualidade que o concerto teve. Luppy tem uma voz absolutamente maravilhosa, dessas que faz o público viajar em sua melodia e que todos deveriam apreciar algumas vezes. Além de nos presentear com seu timbre, ela ainda toca violão e teclado incrivelmente bem e foi acompanhada de dois ótimos músicos. Sua personalidade é abrangente e calorosa, misturada com o charme de alguém que morou muitos anos fora e ainda com a delicadeza de saber se todos que acompanhavam seu show entendiam o português (e, segundo ela, se não entendessem também poderia falar em inglês).

Seguramente, é um ótimo programa para levar o namorado ou namorada e passar um bom dia apaixonados. Luppy é uma boa escolha para passar um grande momento a dois, então vale a pena sempre acompanhar a agenda da cantora para ver se não há algum show dela pela cidade.


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Marya Cecília Ribeiro

Marya Cecília é goiana de nascimento, mora em São Paulo há seis anos e ainda assim não consegue lidar com o clima 4 estações em um dia que rola nessa cidade.
Tem umas manias esquisitas, tipo ver um filme que gosta várias vezes, mas esta tentando lidar com isso (ou não). Falando nisso, ela não faz questão nenhuma de ser normal, então podemos apenas seguir em frente!

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