No sábado, dia 08 de abril, a BandaNatiruts” foi sucesso de bilheteria e lotou o Metropolitan, no Rio de Janeiro. Com ingressos esgotados e casa abarrotada de gente, a banda nos trouxe músicas novas e reavivou nossas memórias com seus maiores sucessos.  E como a Woo! Magazine não podia ficar fora dessa, fomos lá dar aquela conferida básica.

Com uma pontualidade típica dos trópicos, o show de abertura previsto para começar às 22h, na verdade só começou às 23h. O que não foi de todo ruim, já que deu tempo do público chegar com calma e se acomodar sem maiores intempéries.

Quem deu início aos trabalhos foi a BandaManeva”. Que contou com apoio irrestrito de um fã clube animado e divertido. Os meninos formaram a banda despretensiosamente em 2005, e agora, doze anos depois, levam à loucura milhares de adolescentes (e adultos também). Aliás, Maneva é um nome de origem africana e que quer dizer “prazer”, e foi isso que a banda se propôs ao subir ao palco.

Eles se deram ao luxo de trazer seus próprios convidados especiais, e com a dupla “As Marítimas”, cantaram – junto a um coro uníssono da plateia – a música “Pisando descalço”.

Infelizmente, por alguma falha técnica, o som do microfone tanto da banda, quanto da dupla, estava baixo demais. E às vezes era impossível entender o que cantavam. Mas para tranquilidade de todos, a galera estava afinada e com todas as letras na ponta da língua. Logo, quando algo falhava, o público dava aquela moral.

Para nossa surpresa, assim que a banda de abertura deixou o palco, uma dupla para lá da Jamaica nos fez reviver o melhor do Bob Marley. Alternado músicas autorais com clássicos do rei do Reggae, a dupla Digitaldubs” fez os mais velhos cantarem alto e bom tom.

A propósito, como o show tinha uma classificação etária de 12 anos. Muitos pais estavam acompanhando a sua prole. E foi divertido ver como cada família reagia aos gritos histéricos (no bom sentido, tá?!) das adolescentes de plantão. E foi mais divertido ainda, quando esses gritos passaram a sair dos mais velhos, na hora em que o espírito do Bob veio ao palco.

Então, a uma hora em ponto, a banda Natiruts subiu ao palco para delírio geral da nação. Com um painel de led totalmente voltado para o psicodélico como plano de fundo, o grupo formado por Alexandre Carlo, Luís Mauricio e Kiko Peres fez todo mundo cantar, dançar, pular e brincar até quase três horas da manhã.

O show faz parte da turnê Reggae Brasil, e conta com convidados especiais, que, infelizmente por compromisso de agenda, não puderam estar presentes. Mas suas ausências não foram passadas em branco. A banda fez questão de homenagear muitos dos seus companheiros de trabalho cantando as suas principais canções.

Logo, tivemos no repertório músicas de Maskavo, Cidade Negra, Edson Gomes, Edu Ribeiro, Cultura Profética (que vem lá de Porto Rico), Lenny Kravitz e Skank. Óbvio que o público não ficou parado e muito menos em silêncio. E depois de oito anos sem gravar músicas inéditas, a banda está em pré-produção de um álbum totalmente novo e previsto para sair em julho.

Lamentavelmente nem tudo foram flores, paz e amor. Apesar da lei de Nº 5517, que proíbe o consumo de cigarros em ambientes públicos e privados de uso coletivo estar em vigor desde de 2009, o público fez questão de esquecer desse detalhe. E não era apenas cigarros que eram acessos. Os “baseados” tomaram conta do ambiente. E você, que não fumava o lícito – muito menos o ilícito – acabava sendo o peixe fora d’água nessa maré de fumaça.

No fim, foi uma falta de consideração da plateia para com a própria plateia. Não era um show privado e havia muitas pessoas ali que realmente queriam apenas curtir sem que houvesse maiores incômodos (ou fumaça!). O grande problema, é que nós, que não estávamos fumando, acabamos nos sentindo excluídos, como se não tivéssemos o direito de estar ali pelo simples fato de não estarmos gostando.

Porém, entre mortos e feridos (e acotovelados à parte), todos se salvaram. E o show foi aquele sucesso que ficou com gostinho de quero mais.

Posto isso, essa matéria pode ser finalizada com um sorriso. Sim… um sorriso.

Homenagem da Woo! Magazine ao percursionista da banda. Ele, sozinho dava um show à parte e comprovava que “é melhor ser alegre que ser triste.”.

Confira abaixo um pouco do que rolou. E se você quiser saber mais sobre a agenda do Natiruts é só dar um click aqui.