Crítica – Deuses do Egito

Praticamente um infanto-juvenil

O que falar sobre Deuses do Egito? Bom, para quem assistir e for fã de mitologia e histórias do Antigo Egito, será uma leve decepção! O filme parece que foi feito para crianças de tão bobo que é.

A trama fala sobre um Egito Mitológico, em uma época que Deuses e homens dividiam o mesmo espaço. Set, o Deus do deserto, mata seu Irmão Osíris para virar rei no lugar de Hórus, seu sobrinho, e acaba tirando seus dons arrancando os olhos. Nesse momento só há uma esperança, Bek, um habilidoso ladrão que ajudará a salvar os deuses.

O diretor Alex Proyas consegue transformar algo que poderia ser um épico fantástico, em um filme cheio de ação e aventura completamente supérfluo. Cenas de batalhas longas e maçantes com um efeito visual fraquíssimo para uma produção milionária como essa. Uma mistura de Transformers com Cavaleiros do Zodíaco, que foi desnecessário.

E o elenco? Pode-se dizer que é algo extremamente desequilibrado. Com atuações plásticas, como por exemplo, Gerard Butler interpretando 300 durante todo o filme, e a escolha de um elenco com nenhum tipo de característica egípcia é perturbador.

Além de tudo isso, chegamos à conclusão de que o roteiro é totalmente clichê e cheio de informações mal acabadas. Simplesmente, surgem coisas do nada para fazer algum tipo de ligação à história.

Contudo, o filme tem seus pontos divertidos, o lado cômico predomina o tempo todo, apesar de ter uma linguagem mais infantil. Mas ao final, Deuses do Egito acaba deixando uma leve sensação de que faltava alguma coisa (ou algumas), mas pode acabar entrando para seleção dos filmes Blockbusters.

Crítica – Deuses do Egito
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