Hora pastelão, hora social
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Na última quinta, 19 de maio, um dos filmes de comédia mais aguardados do primeiro semestre chegou aos cinemas nacionais. Logicamente estamos falando de “Vizinhos 2” que mantém parte do elenco original e ainda ganha reforços para essa louca continuação.
 
Na sequência, todo mundo seguiu em frente menos o casal Mac (Seth Rogen) e Kelly (Rose Byrne) que ainda moram na mesma casa, enquanto tentam vendê-la. Sua filha já está com cerca de um ano e os rapazes da antiga fraternidade ao lado também seguiram suas vidas, ou quase isso. Pete (Dave Franco) está oficialmente namorando um outro homem, Garf (Jerrod Carmichael) virou policial, Scoonie (Christopher Mintz-Plasse) criou um aplicativo de aumento peniano, mas o Teddy (Zac Efron) está tendo problemas em aceitar a fase adulta e se sente solitário sem saber o que fazer da vida. Paralelo a isso, a recém-chegada na universidade Shelby (Chloë Grace Moretz) percebe que sua temporada universitária não vai ser exatamente o que esperava. As fraternidades femininas não fazem festas e, para se divertir, ele teria que participar das festas dos meninos, as quais se sente desconfortável. Por conta disso ela se une a duas amigas e funda a “colorida e escandalosa” Kappa Nu, na casa ao lado de Mac e Kelly. A partir daí são confusões garantidas até o final do filme.
 
Encabeçando a equipe de roteiristas, Seth Rogen se uniu ao diretor do primeiro filme, Nicholas Stoler, que também dirige esse longa, e ao produtor Evan Goldberg, não para criar só um roteiro de comédia besteirol mas para colocar um pouco de política social no meio. (Oi?) Não, não estranhe quando perceber o filme dialoga muito além de ótimas piadas para uma produção do gênero. O roteiro se mantém tão interessante quanto o primeiro e ainda agrega.
 
A direção aposta na agilidade e nos planos próximos, como no filme anterior, sem que esses interfiram no espaço de cada personagem (até aqui ele foi político). O valor deixado pela direção de Stoler é o enquadramento quase que perfeito ainda que em cenas de movimento e com câmera na mão. Em uma cena de perseguição, por exemplo, é visível a qualidade de seu trabalho em expor o quão interessante pode ser a escolha de determinados planos para uma sequência.
 
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 O entrosamento do elenco é outro fator para fazer o filme reder divertidamente. O casal Radner, Seth e Rose, mais uma vez mostra uma química impar na tela, trazendo situações hilárias como pais de primeira viagem, sem contar que a filhinha deles é graça. Zac Efron, resumindo, entra no filme para tirar a roupa, suas sequencias são mais fracas e menos engraçadas, mas o ator se mantem como o gostosão da trama, ainda que ele praticamente só faça isso em quase todos os filmes que participa. Chloë foi uma excelente aquisição à equipe e deu um ar bem interessante a uma Shelby “Cyndi” , afinal: Girls just wanna to have fun!
 
Dos personagens secundários, Ike Barinholtz conseguiu extrair cenas ótimas como Jimmy e sua a mulher Paula, vivida pela atriz Carla Gallo, agora é uma gestante muito engraçada. Lisa Kudrow volta para mais uma micro participação e arrebenta, mas a grande surpresa é a “novata” Beanie Feldstein, como Nora, que tem algumas das cenas e deixas mais engraçadas das universitárias.
 
“Vizinhos 2” é uma ótima comédia, logicamente boba, mas que vai agradar homens e mulheres das mais diversas maneiras. O “bro-movie”, ainda que pastelão, é leve e sua política social embutida não atrapalha em nada para aqueles que não gostam de pensar e, como disse, ainda agrega à quem curte um conteúdo de fundo.
 

Crítica – Vizinhos 2
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