7 de dezembro de 2019
Nostalgia The O.C.
 
459px-the_oc_posterHello, people! Mais um MixTape na área com uma seleção bem especial para mim e acho que para muitos de vocês. Comemorando a notícia, meio last week, de que a Netflix vai liberar as três primeiras temporadas no dia 1º de outubro, enquanto a quarta está em negociação e ainda sem data de lançamento, na plataforma de streaming. O sucesso teen do início dos anos 2000 foi exibido pelo canal Fox americano entre 2003 e 2007, enquanto no Brasil foi exibido pelo Warner Channel e no SBT com o subtítulo “Um Estranho No Paraíso”.
 
A história se passava em Orange County (de onde vem a sigla O.C.) – bom se vocês nunca viram a série é melhor parar por aqui, afinal, tem vários spoilers hoje -, um paraíso localizado na Califórnia, onde tudo aparentava ser extremamente “perfeito”. Porém, por trás dos muros das mansões, mundos eram destruídos, pessoas desmascaradas e segredos vinham à tona.
 
Ryan Atwood (Benjamin McKenzie) era um adolescente problemático que sempre se metia em roubadas por causa do irmão que, ao chegar em Orange County com Sandy Cohen (Peter Gallagher), um advogado público idealista que evitou que Ryan fosse para a prisão, convidou-o para viver em sua mansão pelo fato de Sandy se identificar com Ryan na sua adolescência.
 
Kirsten Cohen (Kelly Rowan), a esposa perfeita de Sandy Cohen, não ficou feliz com a mudança de Ryan para a sua casa. Sua maior preocupação era que o comportamento de Ryan afetasse seu único filho, o adolescente Seth Cohen (Adam Brody), um sonhador ingênuo e apaixonado pela colega de escola, Summer Roberts (Rachel Bilson), uma popular patricinha que no começo da temporada se interessaria por Ryan, mas depois se apaixonaria pelo sarcástico Seth.
 
Enquanto isso, a chatíssima Marissa Cooper (Mischa Barton), a garota da casa vizinhaao aos Cohen e melhor amiga de Summer Roberts, namorava o atleta de polo aquático da escola Luke Ward (Chris Carmack), um garoto que a traía o tempo todo, e vivia num mundo de fantasia e luxo. Até que seu pai, Jimmy Cooper (Tate Donovan), se envolveu em um escândalo financeiro e perdeu todo o dinheiro da família. O mundo idealizado por Marissa caiu em ruínas e sua mãe, Julie Cooper (Melinda Clarke), uma mulher interesseira que só pensava em dinheiro, se encarregou de separar a família, que até então parecia “perfeita”.
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The O.C. foi o primeiro seriado que assisti por inteiro e ainda fiz a minha mãe acompanhar a série. Fui apresentado a ela por uma amiga da escola que era apaixonada e me emprestou os DVDs para assistir. Não foi o suficiente. Viciei, comprei os boxes das temporadas, os CDs de trilha sonora, que são seis, e fiz o download de quase todas as outras músicas que tocavam no seriado.
 
Por ter sido um sucesso e com músicas tão maravilhosas que me divertiram e me fizeram chorar em alguns momentos – chorei sim, me julguem -, resolvi ter a difícil tarefa de selecionar a trilha do nosso Mix nostálgico. Foram mais de 250 músicas tocadas durante o seriado. Então, não foi nada fácil chegar a essa lista. Sem mais delongas, vamos dar play, meus amores!
 
Mesmo quem não acompanhava a série provavelmente já ouviu a abertura, com a icônica frase “California Here We Come”. A marcante abertura da série foi gravada pela banda Phantom Planet e se transformou no hino dos sonhos adolescentes para os meros mortais que idealizaram morar em Orange County, ou em qualquer lugar maravilhoso da Califórnia. Porém, o ritmo alegre ganhou uma versão maragold, que foi apresentada no último episódio, interpretada pela banda Mates of State, que nesse clima nostálgico cai muito bem.

 
Uma música linda foi ressuscitada durante a série: “Forever Young”. A canção originalmente lançada na década de 80 pela banda Aphaville, foi tema da dança entre Ryan e Marissa e tocou algumas outras, poucas, vezes durantes as temporadas. Ela ganhou uma versão incrível pela banda Youth Group, que vocês conferem abaixo.

 
Falando em casal, um dos momentos mais marcantes da série foi quando o casal Seth e Summer teve um beijo spider-man style. A icônica cena do filme Homem Aranha foi reproduzida na série de uma forma bem divertida e verdadeira por esse casal que era um dos mais queridos. E como esse beijo merecia uma trilha especial, a música escolhida foi “Champagne Supernova”, lançada originalmente pela banda Oasis, em 95, e regravada pela Matt Pond PA, que é uma delícia de ouvir.

 
Outra música que conquistou meu coração e não sai de forma alguma das minhas setlists é “Hide and Seek” da Imogen Heap. Ela foi tocada no final icônico da segunda temporada, quando Marissa atira no irmão mais velho de Ryan, para salvá-lo do sufocamento do irmão mais velho, por conta de uma treta tensa entre Marissa e Trey, onde o protagonista defendia a “honra” de sua amada. Com uma letra bem triste e com contextualização nas entrelinhas, ela é uma das minhas preferidas.

 
Já que tocamos no nome Marissa, a personagem mais chata da face da terra, f*[email protected]# os fãs, para felicidade de alguns como eu e para a tristeza de outros, ela morreu no final da terceira temporada. Segundo os tabloides na época, a atriz Mischa estaria causando alguns problemas na produção e já não queria mais fazer parte da trama. Assim, para dar um épico final à personagem, que era um c*, a produção a matou e foi realmente de chorar rios de lágrimas com a cena ao som de “Hallelujah” acapella, cantada por alguém que até hoje não sei quem é. Lançada originalmente em 84, pelo cantor Leonard Cohen, ela foi eternizada com sua melhor versão em estúdio, em 94, por Jeff Buckley.

 
Já que é pra chorar, até porque esse MixTape tá bem triste e eu gosto, dá licença, “Eve, The Apple Of My Eye”, da banda Bell X1, faz parte do CD 4 do seriado. Lançada em 2003, ela foi trilha no final de um dos episódios onde os casais não estão na melhor, com um papo cabeça e com o beijo lésbico de Marissa na praia. Sua tradução é bem romântica e contraditória e caiu muito bem no contexto e a fez ser uma das minhas preferidas.

 
Só que para cortar os pulsos de vez é a hora de dar tchau com a nossa última música: “Life Is a Song”. A música de Patrick Park foi a responsável por encerrar toda a trama, onde pudemos reviver momentos inesquecíveis dos personagens durante a série e ver coisas bem legais que aconteceram com eles ao passar dos anos. É nesse breve futuro que vemos Ryan olhar um garoto sozinho na rua e ele se enxerga nesse garoto, lembrando que um dia alguém lhe estendeu a mão e o ajudou a chegar ali. Piegas, mas lindo.

 
Depois de reviver esses momentos, posso dizer que nem só de tristeza é feita a série, tá gente?! Tem muita coisa divertida, mas as melhores músicas sempre foram as “pra baixo”. E para os fãs da série fica a pergunta: qual música de The O.C entra no seu MixTape? Se quiserem, comentem abaixo. Eu vou ficando por aqui e chega de nostalgia.
 
Antes que me esqueça, eu sei que prometi uma entrevista exclusiva na semana passada, mas como nosso convidado está viajando, não rolou. Juro que tentarei para a próxima, ok meus amores?! Abraços apertados, beijos molhados, um cheiro no cangote e até!

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Paulo Olivera

Paulo Olivera é mineiro, Gypsy Lifestyle e nômade intelectual. Apaixonado pelas artes, Bombril na vida profissional e viciado em prazeres carnais e intelectuais inadequados para menores e/ou sem ensino médio completo.

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