Bom dia, Boa tarde ou Boa noite! Leitores da Woo Magazine. Todas as pessoas do mundo gostam de listas, então resolvi juntar alguns motivos para vocês assistirem um dos meus longas favoritos, M – O Vampiro de Dusseldorf, filme de 1931 dirigido por Fritz Lang. Segue abaixo a sinopse:

Um misterioso infanticida leva o terror a Dusseldorf. A polícia local não consegue capturar o serial killer, então um grupo de foras-da-lei se une para encontrar o assassino.

Então chega de enrolação e vamos direto para o assunto.

1° Dirigido por Fritz Lang  

Fritz Lang

Lang era um entusiasta de viagens, chegou a ir para vários locais (África, China, Japão…) o que lhe rendeu grande admiração por ambientes exóticos e uma incrível criatividade em contar histórias, transferindo isso tudo para uma direção inventiva para época e roteiros ambientados em diversos lugares, inclusive isso pode ser constatado em outro grande filme chamado As Aranhas. Não satisfeito com esse gosto pelo exótico, Lang também gostava bastante da psicologia humana, fazendo com que seus filmes abordasse temas como: Esquizofrenia, psicanálise, e etc. Tudo isso encontrado em M – O Vampiro de Dusseldorf.

2° Expressionismo Alemão

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O Expressionismo Alemão emergiu na década de 20. Alemanha tinha acabado de perder a primeira guerra mundial e estava completamente arrasada, com sua economia em ruínas, porém, a sua indústria cinematográfica estava em uma tomada forte, pois com a desvalorização da moeda alemã seus filmes estavam baratos para comprar, com isso dando forças para o movimento expandir. A estética desse movimento é maravilhosa, o forte uso de sombras, ênfase em tomadas individuais, formas distorcidas e etc. Já a linguagem era com uma edição simples e um ritmo lento, dando maior importância para a técnica shot reverse shot. Toda essa linguagem e estética influenciou muito os filmes de horror estadunidenses e logo depois também os filmes Noir.

Resumindo, a importância desse movimento para o cinema atual é muito grande e um dos maiores cineastas do Expressionismo foi Fritz Lang e uma das principais obras é M – O Vampiro de Dusseldorf.

3° Metáforas Visuais

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O Expressionismo é um movimento que exige muita metáfora visual, e M – O Vampiro de Dusseldorf traz muito dessas cenas. Seja personagens “presos” por janelas, árvores, grades; ou mesmo quando a próxima vítima do assassino aparece refletida no espelho rodeado por facas. É notável perceber como o cinema pode nos contar histórias, ou nos adiantar do que está para ocorrer apenas com imagens, sem precisar do recurso da fala… M – O Vampiro de Dusseldorf é extremamente rico nesse quesito.

4° Psicologia das Massas.

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Comentei lá em cima que Lang gostava bastante da psicologia humana, e em M – O Vampiro de Dusseldorf ele o faz de uma forma excelente. Não apenas abordou a psicologia de uma pessoa, como foi mais a fundo e realizou um estudo de caso sobre a psicologia das massas: O ser humano sozinho age conforme os costumes e ética que lhe fora ensinado, porém, ao estar em massa as pessoas costumam agir conforme todas as outras… Então, esse filme é um ótimo estudo sobre isso, assim como seu outro grande filme, Metropolis.

5° Som

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Em 1931 os filmes falados ainda se engatinhavam e vários diretores passaram a adotá-los de forma preguiçosa, e verborrágica, acreditando que as histórias poderiam ser contadas apenas falando. Porém, grandes nomes do cinema, dentre eles Fritz Lang, começaram a compreender que o som é um ganho se usado em prol da narrativa de um filme num todo, ou seja, o som ajudando na história.

Sendo assim, M – O Vampiro de Dusseldorf não utiliza trilha sonora, apenas utiliza o som de forma necessária para causar tensão, como na cena em que o assovio do assassino vai ficando mais forte, onde percebemos que o mesmo está chegando sem nem mesmo aparecer no enquadramento; ou quando uma mãe chama pela criança e Lang utiliza a ausência de som logo após de forma magistral para demonstrar a perda.

Por fim, M – O Vampiro de Dusseldorf é essencial para todo cinéfilo. 

Por Will Bongiolo

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