Por onde você anda
Há uma poça de petróleo
Divino tesouro
Que carrega o sangue dos homens que matou
Meu pai me ensinou
Que a faca anda entre os dentes
Mas eu só sei matar de amores

A minha linguagem
Meu bem
Não é das cifras nem dos cofres
É dos homens
Que se desenham em palavras
Tão bonitas quanto a sua cor

Tesouro mesmo é ser amado
Tesouro mesmo é dar sem dor
Quando você chegar nesse nível
Nem vai saber mais o que é espelho
Para doar tem que saber olhar para a frente
Tem que saber ser mais que pó

Se recolha
Na sua insignificância
E seja finalmente

Nobre.


Por Érika Nunes

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