De acordo com a Wikipédia, Podcast é o nome dado ao arquivo de áudio digital publicado através de podcasting na internet e distribuído via RSS. Também pode se referir a uma série de episódios de algum programa quanto à forma em que este é produzido e compartilhado. A palavra é uma junção de Pod (Personal On Demand) e broadcast (transmissão de rádio ou televisão). Conforme os avanços da tecnologia permitiram, surgiram também os Videocasts (anteriormente chamados de webcast), que nada mais são do que a versão em vídeo do podcast.

Ambos os formatos são publicados na web, diretamente no site ou blog de quem os produziu ou em serviços online como o SoundCloud ou mesmo YouTube. Para a distribuição dos conteúdos existem os serviços de agregadores (como o iTunes) e diversos tipos de aplicativos para smartphones. Em termos de produção destes materiais não há grandes mistérios, tratam-se meramente de conversas ou monólogos gravados em áudio ou vídeo. Os conteúdos podem ser os mais diversos, como seleção de músicas, entrevistas, análises, debates, bate-papos; enfim, qualquer coisa que você poderia escrever em seu blog, só que no formato de áudio ou vídeo.

A grande vantagem deste formato é a sua facilidade em ser consumido, uma vez que as pessoas não precisam se dedicar a ler, podem assistir ou ouvir o podcast em qualquer lugar a partir de seus smartphones e tablets. Enquanto em um blog se recomenda produzir textos curtos para não cansar a audiência, aqui é possível estender um pouco mais esse tempo, afinal os ouvintes podem realizar outras tarefas enquanto escutam o podcast. Como já foi dito, o crescimento da demanda por vídeos e canais multimídia é um fato consumado, portanto estes formatos caminham no mesmo sentido desta demanda.

Os podcasts inauguraram esse formato personalizado de produção de conteúdo pessoal e se estabeleceram como um tipo de comunicação que tem forte potencial para otimizar a Presença Digital. Mesmo com o avanço das tecnologias que envolvem a internet, este formato continua em crescimento tanto de produção quanto de audiência. É possível encontrar podcasts dos mais variados assuntos, desde estritamente profissionais, passando por temas como cultura, arte, entretenimento, humor, tecnologia, ciência, esportes, culinária e tantos outros até o mais puro besteirol.

Nos últimos anos, temos acompanhado um crescimento exponencial de canais desse tipo no YouTube. Basicamente, o conceito é o mesmo e se encaixa no rótulo de videocast. Devido a facilidade de acesso e a técnicas de Marketing Digital, tem surgido uma geração de comunicadores sobre os mais diversos assuntos para os mais diversos públicos: os YouTubers. Embora os públicos infantil e adolescente sejam os mais engajados no consumo desse tipo de conteúdo, também é possível encontrar bons canais em todos os segmentos.

Some a isto tudo a nova geração de SmartTVs que já invadiram o mercado com preços acessíveis. Estes aparelhos de TV já possuem acesso à internet por padrão e muitos deles já vem configurados para acessar os principais canais de vídeos, como YouTube e Vimeo, bem como alguns serviços de distribuição de áudio. Dessa forma, os podcasts e videocasts ganham um potencial de broadcasting e poderão até serem ouvidos e assistidos pelo público confortavelmente nos sofás de suas residências, tal como já fazem atualmente com a programação de broadcast das emissoras de TV.

Devido a essa nova tecnologia, a forma como as pessoas consomem TV já mudou radicalmente nos últimos anos. Os canais de internet flutuam em paralelo aos canais de TV aberta e fechada, causando uma concorrência inédita. Obviamente as emissoras de TV irão adaptar seus formatos de programação para se adequar aos novos tempos. Mas o que interessa aqui, em termos de Presença Digital, é que estas inovações permitirão que sua marca ou o seu conteúdo possam interagir com seu público em diversas situações, através dos diversos formatos de telas (Smartphone, tablet, notebook, desktop e TV).


Apoia-se

Show Full Content

About Author View Posts

Avatar
Tercio Strutzel

Tercio Strutzel ama ler, escrever e desenhar histórias em quadrinhos. Foi editor do fanzine Paralelo, mas hoje quase não consegue tempo pra desenhar. Se especializou em Presença Digital, mas tem diversos projetos fervilhando na mente. Está sempre em busca de atividades culturais por São Paulo. Também é serial reader de Ficção, Fantasia e Terror e viciado em séries.

Previous Crítica (2): O Mínimo Para Viver
Next Crítica (2): Dunkirk

Comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close
Close
CLOSE
CLOSE