No começo de seu quinto capítulo, a equipe chama um especialista para analisar a letra do assassino. Pela caligrafia, percebem ser um homem de educação formal, entre os 24 e 35 anos. Kreizler insiste que o assassino também ja fora uma vitima, mas quando Sara afirma sentir uma presença feminina em suas ações,contrariando-o, o médico perde a cabeça.

Sara deixa a reunião, seguida por John. Os dois discutem, e quando tocam na vida pessoal dele, o ilustrador a pede em casamento. A oferta é feita em tom de brincadeira, e diz que se houvesse sinceridade no pedido, talvez ela aceitasse. John então pergunta o que ela diria se fosse um pedido honesto. Sara não responde, e vai embora.

Na delegacia, a moça escreve cartas para hospitais psiquiátricos, sobre a possibilidade de haver pacientes que se encaixem na faixa etária estabelecida e demonstrem interesse em crianças, além de um caráter sádico e perigoso.

Kreizler reencontra um antigo professor de Harvard em busca de respostas. O médico tem medo e não estar conseguindo ver além do que conhece. O mestre, professor Cavanaugh (David Warner), lhe dá o mesmo conselho que lhe deu anos antes, em outro contexto: “olhe para o seu pássaro” – ou no caso, olhe para seu assassino, quantas vezes por preciso.

O conselho leva Kreizler – acompanhado por John – até uma penitenciária, para interrogar um psicopata condenado, Jess Pomeroy.  Ele e Kreizler já se conheciam antes, em outro interrogatório, mas na ocasião o médico não o considerou doente. Kreziler parece conseguir tirar algo de Jess, mas o outro o engana e o ataca, encerrando o encontro.

No dia seguinte, Roosevelt encontra o prefeito de Nova York, que comenta as manchetes do jornal. Ele diz que as suspeitas sobre o assassino estão caindo sobre uma família importante. Roosevelt insiste que deve seguir a lei, especialmente quando se trata de assassinato de crianças. O prefeito insiste que ele deixe a questão ser tratada pela família, no privado. “Lembre-se de quem o colocou nesta posição, pois eu lembro quem me colocou na minha”, afirma.

Na delegacia, Sara continua a escrever as cartas  quando é interrompida pelos Isaacson. Eles tem hora marcada com Roosevelt, mas o comissário está com Connor. Enquanto esperam, Roosevelt interroga Connor e diz que caso um crime esteja sendo ocultado, as consequências serão severas. Ele dispensa Connor,  e manda os Isaacsson e Sara entrarem. Roosevelt entrega armas aos legistas e então, em particular, pede a Sara que fique de olho em qualquer membro da polícia que possa estar envolvido.

Sara vai até Kreizler, que janta em um restaurante chique, sozinho. Ele insiste que ela se junte a ele. Ela aceita, com a condição de que não conte mais histórias de crianças afogadas pela própria mãe. Depois desse momento de tensão, a conversa fica mais tranquila e Sara lhe apresenta um possível suspeito: um sujeito de família rica, solteiro e voluntário em instituições de caridade, acusado de molestar um menino. Seu nome, entretanto, fora tirado dos documentos oficiais – provavelmente por Byrnes, acredita Sara – e o próprio bispo Potter, figura de liderança da Igreja, teria atestado em seu favor.

Keizler elogia Sara pelo trabalho, mas ao final da conversa, ela deixa claro que não o perdoou pelos episódios de grosseria, e por sua teimosia. O médico volta a ficar sozinho.

Após as informações trazidas por Sara, Kreizler faz uma visita ao bispo Potter (Sean McGinley). O bispo tenta ser evasivo, mas acaba entregando o sobrenome do suspeito – Van Bergen – e que na última vez que ouvira falar dele, tinha sido enviado a Suíça pela mãe, para realizar um “tratamento”. Ainda assim, o bispo insiste que tudo não passou de um mal-entendido.

Assim como aconteceu no segundo capítulo, Kreizler e o bispo discutem deus – mais precisamente, o embate entre deus e a psicanálise. Ao ir embora, Kreizler nota a data de 19 de fevereiro em destaque num calendário. O bispo explica que foi a quarta-feira de cinzas. O dia em questão foi citado pelo assassino na carta a sra. Santorelli – ele teria visto Giorgio na ocasião, saindo da igreja. O bispo, porém, reforça que Van Berger vivia uma vida “da carne”.

Kreizler visita a igreja frequentada por Giorgio. Seus fieis são todos imigrantes. Isso o leva a uma conclusão que divide com Roosevelt: Willem Van Bergen não é o assassino. Este, ao ver Giorgio, lembraria de sua própria infância miserável, diferente dos meninos órfãos auxiliados pelo bispo. Roosevelt não acredita, e aciona Connor e o resto da polícia para prender o suspeito.

Enquanto isso, Willem se encontra com mais um garoto – e ao que tudo indica, vai drogá-lo. O encontro é interrompido pela chegada de sua mãe. Na conversa entre os dois, percebemos que o filho será mandado, contra sua vontade, para fora de Nova York.

Roosevelt chega com a equipe no endereço errado. Claramente, Connor o enganara e ainda conseguiu constrangê-lo. O capitão tenta parecer tão enganado quando o comissário, mas não o convence. Roosevelt o obriga a entregar a arma e distintivo, demitindo-o da polícia. Connor o ameaça, dizendo que vai se arrepender da decisão.

Ao fim do capítulo, Kreizler chama John no meio da noite para dividir com ele outra conclusão: o assassino seguia o calendário católico – embora Giorgio não tenha sido morto em um dia santo, fora visto por ele na quarta-feira de cinzas. Agora com uma possível data para o próximo assassinato, Kreizler e os outros precisam correr contra o relógio.

Este pode não ter sido um capítulo tão instigante quanto os anteriores, mas teve ótimos momentos, alguns já citados – a possibilidade de outro suspeito, além de Willem, as decisões extremas de Roosevelt, o diálogo de Kreizler e Jess Pomeroy. O que fica, com as descobertas de Kreizler, é que enfrentar o assassino significa de fato enfrentar todas as instituições daquela sociedade – incluindo a igreja. Novamente, a série mostra um desejo de expandir as definições do público de alienação e marginalização, o que a difere de programas anteriores.

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Luísa Lacombe

Sua formação é em cinema, e os interesses incluem televisão e quadrinhos. Nas horas vagas, faz tirinhas.

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