Setembro, mês das flores, dos dias mais longos e mais bonitos. Onde o verde fica mais verde e o azul, mais azul. Mas já é outubro, é primavera, e nós da Woo! Magazine não acreditamos que deixamos passar nossa homenagem a estação mais florida do ano. Entonces, para nos redimir dessa culpa, trouxemos uma resenha enfeitada que só.

“Além da Magia” de Tahereh Mafi, é a pedida dessa estação. Além, claro, de ser novidade nas livrarias. Lançado pela Editora Universo dos Livros agorinha mesmo em 2017, o livro chegou às lojas já com ares de Best-seller, afinal, sua autora já havia recebido tal título no The New York Times e USA Today.

Nossa obra vai contar a história de Alice Alexis Queensmeadow, uma menina de doze anos que vive na colorida e brilhante cidade de Ferenwood. Cidade esta, que era reconhecida pelo nível de destreza de seus habitantes e organização absoluta. Acontece, porém, que Alice era o patinho feio desse lugar.

Ela era a filha mais velha de Pai e Mãe – sim, seus pais tinham esses nomes e títulos (óbvio!) respectivamente – e deixava-se levar pelo excesso de imaginação e pela falta de predicados exigidos pela cidade. O fato é que Alice nascera completamente sem cor. Branca como a neve e olhos cor de mel que em nada a ajudavam. Ao passo que todos os cidadãos de Ferenwood, eram coloridos, exibiam suas cores e magias, e se orgulhavam de tê-las. Alice, tadinha, não se sentia em casa.

E para piorar sua situação, nossa personagem jurava que sua mãe a deixara de amar assim que seu pai sumira. Pois é, ela que já era motivo de olhares tortos por toda cidade, ainda era recriminada em casa pela dureza de Mãe e pela ausência de Pai.

Ok!, Daí vocês devem estar pensando o que a primavera, que falamos lá no começo, tem a ver com essa história triste de uma menina que nasce sem cor, que a mãe a rejeita, cujo pai desapareceu. “Não era para ser feliz?” vocês nos perguntariam.

Sim, caros leitores dessa revista que vos fala. Essa é sim uma leitura feliz. Aliás, é mais do que feliz. Além da Magia fala de superação.

Acontece que a primavera é a estação mais esperada em Ferenwood. É nessa época do ano em que as cores se multiplicam e que as crianças de doze anos recebem seus desafios. É um momento de passagem para todos. E quantos anos nós dissemos que Alice tinha mesmo?

Sim, nossa mocinha iria passar por sua primeira prova de fogo diante da cidade inteira. Iria provar que a ausência de suas cores nada tinha a ver com sua capacidade de realizar seus sonhos. Ela iria provar para todo mundo que era capaz. #sqn

O fato é que os planos de Alice foram interrompidos por Oliver. Um “inimigo” da moça desde a época da escola (como se fizesse muito tempo). Oliver não conseguira concluir sua tarefa dada pelo conselho de anciões da cidade. E chegou a conclusão que Alice era a única pessoa em toda Ferenwood que poderia ajudá-lo. E foi assim que a dupla mais diferente dessa cidadezinha modelo saiu em busca de uma nova aventura.

Tahereh Mafi escreveu sua obra com um ar tão leve e descontraído, que às vezes, achávamos que estávamos mesmo em Ferenwood (ou Furthermore – cidade onde Alice e Oliver vão parar.). No começo, no entanto, é necessário que o leitor dê uma chance à narrativa. Já que pode parecer um tanto excêntrico a maneira como a história é contada. Mas se você consegue passar das primeiras páginas, então fica fácil continuar. Difícil mesmo é abandoná-la depois.

A capa foi feita com uma delicadeza de detalhes que mais parece feita em aquarela. E nós ainda tivemos a honra de lê-lo na versão capa dura. O que fez toda diferença estética. As páginas são completamente brancas. Mas a divisão dos capítulos é feita de maneira única. A autora dá “pitacos” do que vem a frente e isso só nos deixa mais ansiosos para continuar.

Poderíamos falar aqui que é um conto de fadas dos tempos modernos. Existe magia, vilões, bruxas, gente feliz, gente triste… mas não. O que entendemos é que tanto Ferenwood, como Furthermore são aqueles dois lados que vivem dentro de nós mesmos, cujo qual nunca sabemos para onde seguir.

Será que Alice e Oliver vão se dar bem?

Será que Pai volta para casa?

Será que Alice volta a ter cores?

Para ter essas perguntas respondidas vocês terão que acompanhar a aventura de nossa pequena grande garota. E nós juramos que vai valer a pena.

Feliz Primavera!

“A vida era solitária, mas Alice sabia aproveitar o tempo.” [p.32]


Vakinha

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Kinha Fonteneles

Érica nasceu no subúrbio do Rio de Janeiro, mas deveria ter nascido nesses lugares onde se conversa com plantas, energiza-se cristais e incenso não é só pra dar cheirinho na casa.
Letrista na alma, e essa bem... é grande demais por corpinho de 1,55 que a abriga.
Pisciana com ascendente E lua em câncer. Chora quando está feliz, triste, com raiva e até mesmo com dúvida.
Ah! É uma nefelibata sem cura.

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