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Literatura

Resenha: O Menino do Pijama Listrado, de John Boyne

A obra “O menino do Pijama Listrado” fala sobre um momento histórico muito importante e difícil para o mundo todo, a Segunda Guerra Mundial, e mesmo diante desse cenário tão cruel e de tanto sofrimento, um belo e nobre sentimento surgiu entre duas crianças, a amizade, mostrando que o mundo precisa ter muito mais dessa inocência.

Bruno é um garotinho de apenas nove anos que vive muito feliz com sua família em Berlim. Ali ele tem muitos amigos, vários lugares para brincar, sua casa é bem ampla e alegre. Seus melhores amigos eram Karl, Martin e Daniel.

O pai do Bruno trabalha para o exército da Alemanha, e devido à guerra, ele precisava mudar-se e logicamente que sua família também iria. Então, um belo dia, o menino chegou a casa e soube da mudança para Haja Vista, todos iriam e mesmo não concordando, não havia nada a ser feito, ele era uma criança que não sabia muita coisa da vida, nem mesmo nada a respeito do trabalho do pai, sobre a guerra, sobre religião, judeus, nada mesmo, e ele era tão feliz assim…

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Ao chegar na sua nova casa, Bruno não ficou nada feliz, o lugar era muito diferente, ele não podia brincar por todos os lados e nem havia crianças para isso. Sentiu muita falta dos seus grandes amigos de Berlim.

Além de tudo isso, ele ainda tinha que conviver com algumas mudanças estranhas da sua irmã Gretel, que estava um pouco encantada pelo tenente Kother, um rapaz jovem que vivia por lá. Ele era bastante sério, tinha uma expressão severa. E isso assustava bastante o Bruno.

Um dia, da janela do seu quarto, Bruno avista um lugar diferente, com uma cerca e umas pessoas vestidas da mesma forma, com roupas iguais, que ele dizia ser pijamas. Curioso, ele resolve “explorar” fora da casa, ele sempre gostou muito de brincar de explorar, e acabou chegando até essa parte do lugar. Lá ele conheceu um menino, da sua mesma idade, o Shmuel, que é judeu e vive prisioneiro ali com sua família. Mas Bruno não sabia disso.

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Eles se tornaram grandes amigos, Bruno ia ali todos os dias, sempre levava alguma coisa para o outro menino comer, porque ele passava fome no campo de concentração. Eles conversavam bastante, tentavam brincar, e mesmo com aquela cerca no meio deles, a amizade surgiu fortemente linda.

Bruno queria muito conhecer o campo de concentração, mas não podia entrar e Shmuel dizia que lá era muito triste, não tinha o que conhecer, nada para fazer.

Num dia de festa, os meninos se encontraram dentro da casa. Cada um de um lado, o menino rico e bem cuidado e o menino judeu, pobre, que naquela história, naquele enredo pouco significava. Estava para servir. Naquele momento, a amizade deles vai ser um pouco abalada, ali, naquela hora, Bruno teve medo de dizer que era amigo do menino judeu, o que era compreensível, pois ele era apenas uma criança, e o tenente Kother era assustador, já tinha feito coisas horríveis que deixaram o menino Bruno em pânico.

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Mas quando soube que teria de voltar a morar em Berlim, quis dar prova da sua amizade sincera, do seu arrependimento e foi até Shmuel tentar ajudá-lo a achar seu pai que havia sumido dentro do campo, para isso tiveram uma ideia e “bolaram” um plano para Bruno entrar no campo de concentração. Mas algo inesperado para eles acontece, algo muito triste, mas que carrega uma forte lição.

Diante disso, Bruno não prova somente sua amizade sincera, mas também toda inocência de uma criança, mostra que elas têm o coração puro. É o mundo que vai tornando-as pessoas adultas duras e maldosas. Bom seria se cada um mantivesse um pouco da pureza das crianças. O mundo teria um pouco mais de paz.

É uma ótima leitura para todas as idades. Lógico que as crianças vão precisar de auxílio para os fatos históricos, para algumas expressões, mas a essência, o sentimento da amizade, isso certamente tocará a alma de cada um. Boa leitura e reflexão!

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Recomendamos também que assistam ao filme, uma bela adaptação da obra literária. Ambos muito emocionantes.


Por Bruh Mendes

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Reader Rating79 Votes
7
9.5
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1 Comment

1 Comment

  1. gab'rek

    4 de agosto de 2019 at 20:54

    o livro e muito bom e triste

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