A temporada final de “Game of  Thrones” ganhou forma de despedida no segundo episódio. Fechando arcos de personagens importantes e colocando frente a frente velhos conhecidos, esse episódio mostra que o final está próximo e é melhor nos prepararmos para despedidas.

Diferente do episódio anterior, que se propôs a expor dissemelhanças entre os nortenhos com a chegada da rainha dragão, além de embates de egos entre Sansa e Daenerys, esse episódio vem para apaziguar os conflitos internos, traz diálogos mais interessantes e intensos e momentos que a emoção aflora e relembramos porque nos apegamos tanto a série e seus personagens.

Alguns dos momentos mais interessantes se dão entre Jaime Lannister e Brienne de Tarth, por serem esses personagens que criaram laços que se reforçaram ao passar das temporadas e desenvolveram seus arcos dramáticos de forma contundente – conseguindo agora deixar o publico com um nó na garganta, no que pareceu ser uma cena de despedida antes da batalha. Em outro ponto, Arya Stark deixa de vez a visão que tínhamos daquela menininha da primeira temporada e se mostra uma mulher decidida e que não perde tempo, se assim podemos dizer.

E o que parece ser uma trégua entre Sansa e Daenerys, acaba em um diálogo inconclusivo. O norte, ou pelo menos Sansa, não está disposto a se curvar ao sul, mas ao mesmo tempo é perceptível que as duas possuem muito mais em comum do que diferenças. Já a relação entre Jon e Daenerys parece estremecer mediante a revelação da verdadeira origem do personagem de Jon Snow, que na verdade é Aegon Targaryen – o que faz do mesmo o verdadeiro herdeiro do trono de ferro e único rei.

A preparação pra batalha eminente fica mais clara nesse episódio, ao fundo das cenas sempre existem soldados treinando e estruturas, trincheiras, entre outros sendo montados. Também é perceptível o descontentamento quanto a qualidade dos combatentes, grande parte homens do norte que nunca foram a uma batalha.

Bran mais uma vez tem papel fundamental, indicando a forma de derrota do Rei da Noite, que por sua vez poderia ficar vulnerável ao tentar alcançá-lo. Com isso, grande parte da batalha que vem por aí deve se passar em torno do seu personagem que deverá ser defendido para que como o mesmo disse: “a memória do mundo não seja apagada”.

No fim, com uma música de fundo, os personagens se preparam para guerra e enquanto uns se despedem em caminho a batalha, outros se escondem nas criptas de Winterfell.


Fotos e Vídeo: Divulgação/HBO

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Dan Andrade

Cursando Produção Cultural atualmente, sempre foi apaixonado por cinema e decidiu que de alguma forma trabalharia com isso. Tendo como inspiração Steven Spielberg e suas histórias que marcaram gerações, escreve, assiste, lê e aprende, para um dia produzir coisas tão grandes e que inspirem pessoas como um dia ele o inspirou.

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