6 de dezembro de 2019

Nessa última semana, duas séries têm sido bastante comentadas na redes sociais: 3% e O Mecanismo. A primeira teve seu trailer da segunda temporada divulgado e também a data de lançamento. Já a segunda teve sua estreia hoje, sexta-feira(23), e aborda a operação Lava Jato e tem como protagonista Selton Mello. Bem, mas afinal o que essas produções têm realmente em comum? São séries originais da Netflix e são brasileiras. Vale a pena colocá-las na lista de favoritos para assistir em breve.

A série de drama e ficção científica “3%“, criada por Pedro Aguilera, retrata um futuro apocalíptico. A trama se passa em alguma região do Brasil que vive a miséria, a escassez de recursos e a decadência. Quando as pessoas completam 20 anos, elas têm a chance de mudarem de vida passando pelo Processo, que testa os limites dos participantes em provas físicas e psicológicas, colocando-os diante de dilemas morais. Mas apenas 3% são aprovados e conseguem ir para o Maralto, lugar onde existe abundância e oportunidades de uma vida melhor. No total, a primeira temporada tem oito episódios, cada um mostra uma etapa do Processo e conta um pouco sobre cada candidato. Os protagonistas são Bianca Comparato e João Miguel, ela como a candidata Michele e ele como Ezequiel, um dos responsáveis pelas provas.

A primeira temporada termina com alguns aprovados indo para Maralto e no primeiro teaser divulgado pela Netflix mostra dois cenários, Continente, a região onde vive boa parte da população em situação miserável, e Maralto, lugar destinado aos 3% dos candidatos que conseguem passar pelo Processo. A expectativa é de que finalmente os fãs saibam exatamente o que é Maralto. Alguns comparam a trama com “Jogos Vorazes” com seus distritos e a Capital, outros lembram também de “Elisyum”, estrelado pelos brasileiros Wagner Moura e Alice Braga. A princípio, a série foi criada em 2009 e teve um episódio piloto divulgado no YouTube antes que a Netflix propusesse produzi-la. A primeira temporada foi liberada no streaming em 25 de novembro de 2016 e a segunda será em 27 de abril.

Do outro lado, temos mais uma produção brasileira prestes a estrear na Netflix, “O Mecanismo“. A série conta a história de Marco Ruffo (Selton Mello), um delegado aposentado da Policial Federal que está obcecado por uma investigação. Ele e sua assistente Verena Cardoni (Carol Abras) acabam descobrindo um dos maiores casos de lavagem de dinheiro do Brasil, a Lava Jato. A trama tem tudo para ser um sucesso: José Padilha é o criador da série, tem Selton Mello como protagonista e o enredo inspirado em fatos reais das investigações de corrupção do país. Além de criador, Padilha também é um dos diretores e produtor executivo. Seu nome traz um peso a produção, já que entre seus trabalhos estão “Tropa de Elite 1 e 2“, “Robocop“, “Ônibus 174″, “Narcos” e muitos outros.

As séries “3%” e “O Mecanismo” não são as únicas originalidades da Netflix em países latino-americanos. Outras produções de países como México com “Ingobernable” e Argentina com “El Marginal” também estão entre as séries originais da empresa e a Colômbia em breve vai ter mais uma série no catálogo. Depois do sucesso de “Narcos”, uma produção feita pelos EUA e Colômbia, que contava também com José Padilha na produção e Wagner Moura como protagonista nas duas primeiras temporadas, as tramas latinas ganham cada vez mais destaque na Netflix.

É nítido que o investimento em séries norte-americanas e europeias é maior do que em relação ao Brasil e países vizinhos. Todo mês surgem novos lançamentos na Netflix, filmes, séries, documentários e shows, e fazendo a comparação, poucos são de origem latina. Uma enxurrada de séries americanas são colocadas no catálogo e até a divulgação dessas produções também é mais massante. Mas a população brasileira precisa também valorizar suas produções e quanto mais assistirmos as nossas séries, mais teremos espaço na Netflix.

 

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Tami Aimée

Ela é a linha tênue entre a tranquilidade e a persistência. Um encontro divertido entre a calma e a dedicação. Uma jornalista que ama e se encanta com o que faz, aprende sorrindo e aceita que o erro é possível e faz parte da natureza humana. Entre um minuto e outro escreve, lê, escuta, canta, produz, analisa, aprecia... Essa é a Tamiris Aimée, essa é a Tami Aimée!

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