Quando o rapper Matuê foi anunciado no The Town, se criou muita expectativa sobre quem o artista convidaria para um colaboração no palco. Surpreendentemente, ele anunciou que ao invés de um artista, ele convida a Região Nordeste do país para dar protagonismo a todos os artistas, em forma de homenagem à sua terra natal, Fortaleza.
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E a homenagem ao Nordeste e aos nordestinos veio de forma muito sensível, através da avó de Matuê, Núbia Brasileiro. Segundo o artista, ela foi a sua grande influenciadora e quem o aproximou da música. Em um momento emocionante, uma projeção com imagens de Núbia era acompanhada por palavras de exaltação das belezas de Fortaleza, narradas por ela.
Mas o show de Matuê foi muito além da homenagem. Com total domínio do público, o rapper se consagrou enfileirando todos os seus hits, cantados em uníssono. Nem o atraso de 30 minutos foi capaz de desanimar os presentes, que aguentaram firme mesmo com o sol forte e cantaram com muita energia “É Sal”. O show se baseou no seu único álbum lançado em 2020, “Máquina do Tempo”. Contudo, os sucessos mais antigos, como “Kenny G”, eram os mais aguardados pelos fãs.

Para a performance de “Anos Luz”, Matuê abriu espaço para uma pagada mais rock, tocando guitarra junto com o guitarrista da banda. Inclusive, antes de tocar a música, outro ilustre cearense recebeu uma homenagem. Belchior ganhou uma projeção e a reprodução do trecho de uma entrevista. O artista completou o show com algumas trocas de roupa e muita pirotecnia.
Foi um show coeso, sem muita inovação. No entanto, com uma base de fãs tão sólida, nem precisa de tanta inovação assim. Matuê, como o artista inteligente que é, certamente já entendeu que em time que está ganhando não se mexe.


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