Após 5 meses sem uma das séries atuais mais queridinhas entre os adolescentes, “Riverdale” volta com a maioria dos personagens mostrando seu lado mais sombrio. Como de costume, Archie e sua turma terão que lidar com as consequências, nada agradáveis, das tragédias do season finale.

O susto que os produtores da série deram em todos os fãs com a última cena, deixando a conclusão para a próxima temporada, se Fred Andrews (Luke Perry) sobreviveria ou não ao tiro e, principalmente, como Archie (KJ Apa) lidaria com isso, não foi a única preocupação dos telespectadores. Com o incêndio proposital na casa de Cheryl (Madelaine Petsch), ocasionado pela própria mocinha, a ruiva parece ter ressuscitado do incidente de forma ainda mais sinistra, mesmo que pareça impossível. Ademais, ainda temos Jughead (Cole Sprouse) como um possível novo integrante dos Serpentes do Sul e a volta do pai de Verônica (Camila Mendes) para a cidade.

Apesar de parecer que tanta informação não possa caber em um episódio, Roberto Aguirre- Sacasa, roteirista e um dos produtores, fez com que todos os problemas e questionamentos deixados no mês de maio desse ano fossem, pelo menos, introduzidos. No entanto, o foco foi na recuperação de Fred no hospital, fazendo com que o núcleo principal se reunisse, na maior parte do episódio, no mesmo lugar.

Enquanto a narrativa vai sendo desenvolvida conforme a melhora de Fred, Archie, Jughead, Betty e Verônica começam a desenvolver a teoria de que o ataque no restaurante Pop’s não havia sido somente um assalto qualquer. Em busca de evidências, o casal Bughead vai até a cena do crime, simultaneamente, a Verônica tentar ajudar o namorado a relaxar em casa. Quanto ao pai de Archie, mesmo desacordado, insiste em ter sonhos sobre sua morte e não participando de eventos importantes na vida do filho.

Uma das partes mais interessantes foi a demonstração de sentimentos que Archie desenvolveu ao longo dos 45 minutos. Por mais que, na temporada passada, o protagonista tenha provado ser um bom amigo e filho, dessa vez, a atuação de KJ Apa superou qualquer expectativa. Teve choro de frustação, briga com a namorada e maturidade de ir até a delegacia para reconhecer o bandido. Em só um episódio e, principalmente, o de estreia, Archie Andrews evoluiu muito.

Em relação a Jughead, após a surpresa tanto de Betty (Lili Reinhart), como de todos, vendo o desajeitado vestir a jaqueta do grupo marginal do Sul, ele demonstrou certo receio da responsabilidade que lhe foi imposta. Diferentemente de seu pai que, agora, está preso, o personagem-narrador não tem a manha, nem a frieza necessária para comandar ou até mesmo fazer parte da gangue.

Já Cheryl, que perdeu dois membros da família só na primeira temporada, comprovou que, de santa e ingênua, ela não tem nada. Depois de causar o acidente em sua residência com a própria mãe dentro, a única herdeira Blossom está pronta para tomar as rédeas da família, mesmo que de um jeito torto e cruel.

Quanto a Verônica, que se esforçou bastante para ser uma boa namorada, exibiu a insatisfação com a mãe e seu possível envolvimento no acidente de Fred. Além de ameaçar e insinuar coisas a própria Hermione (Marisol Nichols), a adolescente precisará lidar com a volta definitiva de Hiram, seu pai que acabou de retornar da cadeia.

Como se já não bastassem todas as questões pendentes e sendo ramificadas para os próximos 21 episódios, a volta repentina e curta de uma personagem antiga confirma que há um assassino solto em Riverdale. Mesmo que a importância da Sra Grundy tenha sido pequena na temporada de estreia, a cena final de “A kiss before dying” foi essencial para o andamento do resto da obra. À medida que o título do capítulo aparentava se referir a um dos principais, ele finalizava e resumia o início de uma nova investigação não só para a polícia, como também para a turma amadora de Archie investigar.