A Fraternal Companhia de Arte e Malas-Artes está em cartaz com “A Gira da Rainha”. O espetáculo conta a história de Maria Padilha, que foi amante de um rei de Castela, em 1350, e acabou dando origem à mítica personagem Pomba-Gira, da Umbanda.

Maria de Padilla nasceu em Sevilha no ano de 1334 e foi a amante do rei Pedro I de Castela. Após o assassinato de sua esposa, Branca de Bourbon, Dom Pedro I de Castela casa-se secretamente com Maria de Padilla. Porém, apenas alguns meses após a morte de Branca de Bourbon, Maria Padilla também morre durante a pandemia da peste bubônica de 1361.

Dom Pedro I de Castela nunca se conformou com a morte prematura de sua amada, a eterna Maria Padilha, com quem teve quatro filhos, e chega a declarar diante dos nobres que sua primeira e única esposa havia sido Dona Padilla. Considerando justas as razões que levaram Dom Pedro I de Castela a abandonar a esposa Branca de Bourbon, o Arcebispo de Toledo e toda a Corte ratifica a afirmação de seu rei e assume Maria Padilla como a legítima rainha.

Para contar essa história, a companhia teve o desafio de trabalhar o mito de forma profana, sem envolvimento religioso. A comédia musical tem tom de fábula e evita reconstituições de rituais religiosos. As músicas originais foram todas especialmente compostas para o espetáculo e arranjadas nos ritmos tradicionais e, além das músicas, há uma profusão de alegorias e de linguagens estéticas que são utilizadas para a melhor comunicação com o espectador. A montagem, com entrada franca, é composta por sete atores e ficará em cartaz até o dia 12 de março.

Para quem quer se divertir e aprender um pouco da história de um dos mitos mais conhecidos da cultura mundial, é um prato cheio!

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Agenda

Por Thiago Pach