“A Todo Pano” foi lançado em Setembro de 2016 na Bienal em São Paulo. Nessa obra, o autor Vitor Isensee, explora, questiona e trás a tona, em 63 poesias, a beleza do mistério que é viver.

Isensee tem como proposta central do livro mergulhar na complexidade e amplitude do potencial humano. Em grande parte das poesias contidas na obra, o autor nos coloca de fronte a dialética que é lidar com as alegrias, tristezas, bem como sentimentos e características da nossa personalidade, as mutáveis e as (aparentemente) imutáveis.

O livro aborda questões que todo ser vivo têm a cada respirar. Logo, a interpretação é livre e aberta das palavras contidas no mesmo, cada leitor pode absorver um aprendizado diferente. Inclusive, a cada leitura, aprenderá outras coisas que antes passaram desapercebidas.

Outra ideia que serve como premissa para algumas poesias do livro, é a de confrontar os problemas que a vida nos trás (e sabemos que trás, para todos). “Mergulhar é preciso” nas suas questões, nos seus medos, nos seus defeitos, nas suas maiores dificuldades. Somo convidados a refletir sobre nossa postura ante tudo isso, mergulhando no cerne do nosso ser, amplificando a consciência.

Nota-se um ávido desejo por extrair aprendizados de cada vivência e também nos apresenta maneiras diferentes de analisar situações cotidianas, como uma entediante tarde chuvosa.

Esse é o segundo livro de poesias de Vitor Isensee, temos também “Vivas Veredas”, lançado em 2012. No entanto, em “A Todo Pano”, Vitor incluiu ilustrações para cada poesia. Poesia pra ler e ver. Cada ilustração nos leva a compreender melhor algumas analogias utilizadas.

Na capa do livro, também desenhada por Isensee, há um barco a vela com a figura de um humano em cima em mar, aparentemente, denso. E é nessa densidade que vamos a fundo e então recuperamos o fôlego de volta a superfície, amadurecidos e modificados, prontos para navegar. Ciente do mergulho, que deve ser feito quantas vezes necessário.

O autor nos convida: faça suas malas e aproveite o mergulho (dentro de si).