Conheça o lado sombrio de mães icônicas do terror e do suspense
O amor materno é frequentemente retratado em filmes e séries como algo puro e incondicional. No entanto, algumas obras se dedicaram a explorar o lado mais sombrio, tóxico, e até mortal da maternidade, especialmente em produções de terror e suspense. Passando o Dia das Mães, trazemos uma lista de 10 mães entre as mais assustadoras e tóxicas das telas:
1. Sra. Bates — Psicose (1960) de Alfred Hitchcock

Por ironia, a mãe mais icônica de todos os filmes de terror não existe mais no mundo físico — e é exatamente isso que a torna tão perturbadora. A Sra. Bates existe apenas na mente doentia de Norman, e é dublada por três pessoas diferentes em seus pensamentos. Sua influência psicológica sobre o filho é tão devastadora que ele literalmente tenta se transformar nela. Um caso clássico de toxicidade materna que transcende a morte.
2. Margaret White — Carrie, A Estranha (1976) de Brian De Palma

Fanática religiosa, controladora e cruel, Margaret White é a personificação do amor materno distorcido pela loucura. Na interpretação visceral de Piper Laurie, a existência da filha é reduzida ao status de abominação, torturando psicologicamente de forma sistemática e amparada em sua interpretação da fé. Há quem se compadeça por um segundo com essa mãe, por também ser vítima de dominação… Mesmo que isso mude no próximo segundo.
3. Pamela Voorhees — Sexta-Feira 13 (1980) de Sean S. Cunningham

Antes de Jason se tornar o grande vilão da franquia, foi sua mãe quem inaugurou o terror no acampamento Crystal Lake. Pamela Voorhees (Betsy Palmer) se torna uma assassina, movida pelo desejo de vingança após a perda do filho. Ela culpa os monitores do acampamento pela morte de Jason, perseguindo um a um sem piedade. É o luto transformando o amor de uma mãe em psicopatia.
4. Adora Crellin — Sharp Objects (2018) de Marti Noxon

Em uma das séries mais perturbadoras dos últimos anos, Adora (Patricia Clarkson) é a definição de elegância e prestígio social. Mas por trás de tanta perfeição, a realidade é assustadora: ela sofre da Síndrome de Munchausen por Procuração, adoecendo as próprias filhas para receber atenção e cuidados. Patricia Clarkson brilha ao retratar uma mulher que usa o amor materno como fachada para um comportamento monstruoso. E as consequências desse comportamento garantem revelações até a cena final da minissérie.
5. Diane Sherman — Fuja (2020) de Aneesh Chaganty

Baseado em fatos reais, “Fuja” acompanha Chloe (Kiera Allen), uma jovem criada em isolamento total por sua mãe superprotetora Diane (Sarah Paulson), que controla cada aspecto da vida da filha — incluindo sua saúde — em um nível que vai muito além da superproteção. Sarah Paulson entrega uma performance intensa e inquietante, tornando Diane assustadora e patética ao mesmo tempo.
6. Grace — Os Outros (2001) de Alejandro Amenábar

Grace (Nicole Kidman) é uma mãe devotada, religiosa e protetora, mas não demora muito para o espectador desconfiar que há algo muito errado em sua casa. Isolada em uma mansão sombria com seus filhos fotossensíveis, ela luta para mantê-los seguros a todo custo de uma presença sobrenatural. O que começa como proteção materna vai revelando camadas cada vez mais perturbadoras em um dos finais mais impactantes do terror psicológico.
7. Dee Dee Blanchard — O Ato (2019) de Nick Antosca e Michelle Dean

Baseada no chocante caso real de e Gypsy Rose Blanchard e o assassinato de sua mãe, Clauddine “Dee Dee” Blanchard, “O Ato” mostra Dee Dee (Patricia Arquette) como uma mãe aparentemente dedicada que cuida de uma filha gravemente doente. A realidade, porém, é muito mais sombria: assim como Adora de “Sharp Objects“, ela inventa e induz doenças na própria filha Gypsy (Joey King) em um caso devastador de abuso. Patricia Arquette ganhou um Emmy por essa atuação — e é impossível assistir sem sentir o estômago revirar.
8. Martha Baring — Segredos de Sangue (1998) de Jonathan Darby

Jessica Lange traz toda sua intensidade para Martha, uma mãe que carrega segredos sombrios enterrados junto com os esqueletos da família. Com uma presença magnética e perturbadora, ela representa o arquétipo da matriarca controladora que usa o amor como corrente para prender e destruir aqueles ao seu redor, principalmente a partir da chegada de Helen (Gwyneth Paltrow) na vida de seu filho (Johnathon Schaech). Esse filme não é lembrado entre os melhores do suspense, mas a atuação de Lange vale e muito a pipoca.
9. Laura — Faça Ela Voltar (2025) de Danny e Michael Philippou

A mais recente da lista, Laura nos lembra que o terror materno está longe de ser um tema esgotado. Sally Hawkins interpreta uma mãe disposta a cruzar todos os limites, incluindo o improvável sobrenatural, para recuperar a filha que perdeu. É um filme que situa o terror no luto materno de uma pessoa solitária, onde a dor extrema a leva a atos cruéis e mórbidos.
10. Beverly Sutphin — Mamãe é de Morte (1994) de John Waters

Para fechar com uma pitada de humor ácido, Beverly (Kathleen Turner) é a mãe perfeita: bolos quentinhos, casa impecável e um sorriso no rosto, como se estivéssemos num comercial de margarina. O problema? Ela literalmente mata quem ameaça a harmonia da família. O filme de humor e suspense se tornou um cult clássico, onde John Waters usa o estereótipo da mãe ideal para criar uma das vilãs mais deliciosamente absurdas do cinema.
Sejam elas assombradas, manipuladoras, fanáticas ou simplesmente assassinas, todas essas mães da ficção exploram o lado mais sombrio do amor materno. Faltou alguma mãe assustadora nesta lista? Deixe um comentário.
Imagem Destacada: Divulgação/A24
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