Bom design de produção e atuações não salvam a adaptação do game viral “Saída 8”, de 2023
O cinema está diante de mais uma onda de adaptações de jogos de videogame, e “Saída 8” é mais uma delas. Desenvolvido pela Kotake Create, o objetivo do jogo é encontrar a saída 8 de uma estação de metrô, a única que pode tirar o jogador de um loop infinito. O jogo de terror psicológico é curto, e para encontrar a saída, o jogador precisa recuar sempre que ver uma anomalia no ambiente. O filme não vai além disso, e embora tenha boas atuações e um visual interessante, o roteiro é tão raso que torna o filme desinteressante em alguns minutos. Confira a seguir a crítica:
Dirigido e roteirizado por Genki Kawamura, o filme tem um visual interessante, com uma longa introdução simulando a visão em primeira pessoa do homem (Kazunari Ninomiya) que ficará perdido no ambiente, com uma transição interessante para terceira pessoa, que já de cara deixa o espectador angustiado e torcendo para que encontre a tal saída 8. Mas com o tempo isso cansa muito e o filme não sai do lugar, mesmo com algumas tentativas do roteiro de adicionar alguma complexidade a uma premissa que é muito simples, e poderia facilmente ser um curta.

O roteiro tentou complicar bastante as coisas ao colocar em cena outro homem perdido (Yamato Kochi), uma criança (Naru Asanuma) e poucas anomalias. Além disso, adiciona limitações físicas ao “primeiro perdido” que não servem para quase nada. O filme até tenta parecer cult, ao tentar estabelecer uma relação entre os dois homens perdidos explorando a fragilidade masculina através de questões ligadas à paternidade e colocando uma mulher como anomalia, mas é tão raso que parece que o roteirista recuou da ideia no meio do filme.

O único ponto positivo que se sustenta ao longo de 1 hora e meia de filme são as atuações. Com muito pouco para construir em termos de roteiro, o trio de atores consegue despertar a empatia de quem assiste, com um bom trabalho de expressão corporal para compensar a falta de texto e de intenção dos personagens. Ao final, o filme até tenta retomar uma questão moral para indicar a saída, mas mais uma vez, desiste de encontrar um relação de causa e efeito para o personagem.
“Saída 8” é a prova que algumas adaptações de videogame deveriam ficar presas em uma gaveta sem uma anomalia para tirá-la de lá.
Imagem Destacada: Divulgação/Paris Filmes

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