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“Ao mestre com carinho” completa 50 anos e ainda é lembrado como pioneiro no tema educação

Chegamos ao mês de julho, o auge do inverno, o segundo semestre do ano e o período das férias escolares. Você pode não ser mais um estudante, mas sempre lembrará que alguns dias do mês de julho sempre serão a época das crianças e adolescentes descansarem um pouco e aproveitarem de diversas maneiras as tão sonhadas férias do meio do ano. Afinal, são cerca de 200 dias dentro das salas de aula. No cenário da sétima arte esses dias já renderam boas histórias, muitos são os filmes que retratam o ambiente escolar, principalmente quando o assunto é uma classe cheia de alunos rebeldes que têm suas vidas mudadas por um professor.

A lista de longas que mostram os desafios enfrentados por professores e alunos parece ser infinita, mas sempre abordam assuntos polêmicos de diversas formas. Alguns finais são felizes, outros não, porque afinal, a realidade muitas vezes é dura. O que importa é que as pessoas vejam que com persistência, disciplina e respeito é possível que problemas escolares possam ser superados dentro da Educação.

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Dentro dessa lista de tramas escolares estão “Sociedade dos Poetas Mortos”, “Escritores da Liberdade”, “Entre os muros da Escola”, “Mentes Perigosas”, “Meu Mestre Minha Vida”, “Vem Dançar”, entre outros. Mas um, em especial, abriu o leque para as produções seguintes: “Ao Mestre com carinho” (To Sir with Love). E esse filme pioneiro completa 50 anos em 2017.

A trama foi inspirada num livro de mesmo título, de 1959, do autor Edward Ricardo Braithwaite que relata sua própria experiência como professor. O filme é uma adaptação que conta a história de Mark Thackeray (Sidney Poitier), um engenheiro negro oriundo da Guiana que encontra dificuldades para arrumar um emprego na sua área e aceita uma oportunidade em uma escola secundária num bairro de baixa renda em Londres. Assim que ele chega à escola os outros professores o desejam boa sorte com a classe e o mesmo fica sem entender porque precisa tanto de sorte. O diretor o avisa que alguns alunos são difíceis, mas que no fundo são boas pessoas e agem de forma rebelde por causa das situações que vivem em suas casas.

Na sala de aula, Thackeray percebe quão difícil seus alunos podem ser, mas não se abala. São palavreados esdrúxulas, falta de atenção, ausência de respeito ao tratar os colegas e o próprio professor, constantes interrupções, brincadeiras, entre outros. Apesar disso, o professor mantém a calma e permanece agindo com disciplina. Entretanto, isso muda quando ele está chegando à escola e da janela de sua sala jogam um saco cheio de água. Ele fica chateado, mas a situação piora quando ele entra na classe e percebe que tem um absorvente queimando na lareira. Nesse momento, ele perde a paciência e pede que todos os garotos saiam e conversa enfurecidamente com as garotas e dizendo que com esse tipo de brincadeira elas não se dão o devido respeito e não devem esperar o mesmo de outras pessoas.

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Thackeray vai a sala dos professores extremamente irritado e um pouco arrependido de ter perdido o controle com os alunos. Aos poucos, ele percebe que precisa mudar sua metodologia, não tratá-los como crianças, e sim como adultos. Ele volta a sala de aula e informa que a partir daquele momento ele deve ser tratado como senhor e que os alunos devem se tratar entre si como senhoritas e senhores, que não admitirá brincadeiras e distrações, e que está disposto a falar sobre qualquer assuntos que os alunos queiram, porque eles devem estar preparados para serem adultos assim que saírem da escola, o que acontecerá em poucas semanas. Demora um pouco para todos aceitarem as novas regras, mas aos poucos vão percebendo que aquele não é o inimigo, e sim alguém que quer ajudá-los.

O filme não aborda apenas assuntos do ambiente escolar, ele mostra como os aspectos sociais interferem na realidade de um adolescente. Entre os alunos estão pessoas que não possuem uma base familiar, que têm pais separados, que cuidam dos irmãos ou da casa quando chegam em casa, que se consideram a escória da sociedade e acham que não tem futuro. Apesar de termos um negro como professor de uma classe em sua maioria de pessoas brancas, o racismo pouco é tratado. Com exceção do momento em que um aluno mestiço perde a mãe e os colegas juntam um dinheiro para comprar uma coroa de flores, mas não podem ir à casa dele pelo fato de que serão mal vistos.

A trama já tem 50 anos e ainda é muito apreciada por educadores e admiradores. Apesar de ter estreado em 1967, sua abordagem continua sendo muito atual, tratando de temas recorrentes também do século XXI. Filmes que falam sobre o ambiente escolar sempre emocionam, não só porque as situações vividas por alunos e professores são difíceis, mas também porque são histórias de superação, mostrando que com a educação é possível, sim, mudar a realidade de uma criança ou adolescente que estava “destinada” a ser um “nada” para a sociedade.

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Não é à toa que após “Ao mestre com carinho“, muitos foram os longas que mostraram o mesmo tema. Inclusive a música “To sir with love” que fez parte da trilha sonora, é muito cantada para professores mesmo após tanto tempo, vide que em um episódio da série Glee, essa é a canção que os alunos cantam para o professor Will Schuester, como forma de agradecer a tudo que fez por eles. E dessa mesma forma, os alunos de Thackeray fazem o mesmo em uma das últimas cenas do filme, afinal eles se tornam adultos graças àquele homem. Vale a pena ver e rever esse filme e aprender cada vez mais.

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Ela é a linha tênue entre a tranquilidade e a persistência. Um encontro divertido entre a calma e a dedicação. Uma jornalista que ama e se encanta com o que faz, aprende sorrindo e aceita que o erro é possível e faz parte da natureza humana. Entre um minuto e outro escreve, lê, escuta, canta, produz, analisa, aprecia... Essa é a Tamiris Aimée, essa é a Tami Aimée!

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