Convidamos a autora para falar sobre seu primeiro lançamento “Asas Sombrias” e sua experiência como artista independente
Estefania Tabata é uma autora independente que está escrevendo o seu primeiro romance, “Asas Sombrias” que trabalha sobre a morte, humanidade, e o sobrenatural em um romance com protagonistas LGBT+, a trama ainda é um grande mistério, pois o livro ainda não lançou, ainda assim promete muito com um enredo criativo e novo na temática mais puxado para o gótico e sombrio.
Lipe Machado [L.M]: O seu livro, ainda não lançou, mas você pode nos falar um pouquinho sobre ele?
Estefania Tabata [E.T]: Bom, é uma Romantasia Gótica LGBT então eu trabalhei muito com Mitologia Autoral, ela nasceu do zero de uma vontade louca de explicar algo que não tem resposta. Por isso eu criei Durval, eu queria um personagem sombrio e triste, mas que desse vontade de proteger, enquanto Vidar junto com o leitor está descobrindo que o mundo existe além dos seus olhos.
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[L.M] Eu sei que o Durval é a própria morte e que ele acaba se apaixonando, mas como esse amor é exatamente? Aquele fofinho, ou aquele amor intenso e obsessivo?
[E.T] Na verdade, Durval é o filho da morte, e um anjo da morte, ele é metade humano. Já que sua mãe deu o próprio fio da vida, para que ele vivesse, ele foi criado pela morte que é um pai amoroso. Quando ele conhece Vidar, experimenta pela primeira vez o amor, então é algo fofo, onde ele descobre o que é se apaixonar e o que isso significa.
[L.M] Existe alguma cena marcante do seu livro que você quer compartilhar?
[E.T] Bom, existe uma cena de uma pequena briga entre Durval e Vidar, em seguida Vidar descobre a verdade sobre Durval e toma uma decisão. Já que a presença de um anjo da morte, e principalmente um filho da Morte, acelera o relógio da vida do humano; quanto mais íntimos, mais perto o humano está da morte.
[L.M] O seu livro tem protagonistas LGBT, isso quer dizer que a morte vai se apaixonar por outro homem? Como isso vai se dar?
[E.T] O casal principal é LGBT, Durval e o Vidar, também tem a Cassandra que é lésbica, mas o foco é Durval e Vidar. Sendo que Durval é bissexual, e Vidar gay, o foco é no amor deles.
[L.M] Para além de autora. Você tem algum outro sonho que gostaria de realizar?
[E.T] Ter um sítio com a minha mãe, eu simplesmente amo animais e gosto de viver isolada, então eu e minha mãe temos o sonho de ter um sítio, cuidar dos animais e viver na natureza.
[L.M] Existe alguma playlist especial para o seu livro? Alguma música que não saía da sua cabeça enquanto estava escrevendo?
[E.T] Olha, vou ser sincera, quando eu escrevo, costumo assistir “Os Simpsons” em loop, ou músicas de musicais da Disney, não tem nada a ver, mas é relaxante de uma forma estranha.
[L.M] Eu acredito que a gente tenha muito em comum, pois nós dois temos esse aspecto mais gótico nos nossos livros, acredito que você bem mais do que eu. Tem algum outro autor ou figura que te inspirou?
[E.T] Edgar Allan Poe, tenho até uma tatuagem do seu poema “O Corvo”, eu amo a escrita dele, seja seus contos ou poemas, é o meu autor preferido.

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[L.M] Esse seu projeto ainda está em lançamento, mas você tem algum outro a caminho para um futuro próximo?
[E.T] Sim, “Asas Sombrias: A Frieza do Amor” é apenas o livro 1 da Série Asas Sombrias, já estou escrevendo o livro 2 e tenho o 3 já estruturado. Também escrevo uma releitura do Mito de Hades e Perséfone, como um Dark Romance, mas Hades é fofo, adorável e sempre fica corado, enquanto Perséfone é obsessiva, possessiva e ciumenta. Eu inverti boa parte do mito original.
[L.M] Você acha que escrever livros com protagonistas LGBT é importante?
[E.T] Acho super necessário, não apenas para a representatividade, mas também para mostrar que os personagens não são apenas a sua orientação sexual. No livro, eu tento mostrar os personagens além disso, eles já sabem a própria orientação e vivem normalmente, porque isso não os resume.
Imagem Destacada: Divulgação/Gerada por Inteligência Artificial


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