De inimigos a amantes: por que essas histórias conquistam leitores até hoje?
Já pensou se o seu maior rival se tornasse o amor da sua vida? Pois é justamente dessa ideia que nasce o enemies to lovers, um dos tipos de romance que mais conquistou espaço nos últimos anos.
O sucesso é tanto que encontrar uma pitada de enemies to lovers em um romance se tornou cada vez mais fácil. Às vezes, a inimizade é o centro da história; em outras, aparece apenas como um detalhe na construção do casal. Seja com dois concorrentes que não suportam perder um para o outro, colegas que vivem trocando ofensas ou personagens que simplesmente não conseguem concordar em nada, a dinâmica do enemies to lovers continua funcionando e despertando a curiosidade de quem lê.

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Mas o que faz uma relação que começa com implicância e provocações como o enemies to lovers conquistar tanto o público?
A graça está justamente na mudança ao decorrer da história.
Quem nunca ouviu a famosa frase:
— “Quem foi que fez isso com você?”
Ou então:
— “Só tem uma cama. E agora?”
E é assim que começam alguns dos melhores clichês dos enemies to lovers e, sejamos sinceros, também uma das melhores partes. Porque, se tem uma coisa que o enemies to lovers sabe fazer, é transformar um momento simples em uma mistura de emoções entre duas pessoas que, até pouco tempo atrás, juravam não se suportar e nem queriam se ver pintadas de ouro.
A troca de olhares depois de uma discussão, a preocupação que aparece quando um deles se machuca, os toques inesperados e, claro, o clássico momento em que os dois percebem que talvez o ódio não seja tão ódio assim, mas continuam negando. E é nessa hora que os leitores torcem para que os protagonistas parem de brigar e se beijem logo.
E é justamente essa espera que faz o enemies to lovers funcionar tão bem. O leitor já sabe que existe alguma coisa ali, mas quer saber até quando os personagens principais vão continuar negando isso para eles mesmos e o que vai fazer com que finalmente percebam.
Entretanto, a mudança na relação faz com que o romance pareça ainda mais profundo. No início da história, cada um tem uma impressão errada do outro e, no decorrer da obra, eles vão percebendo que talvez o fulano não seja tão chato assim ou que, quem sabe, as piadas dele até tenham graça.
E é aí que mora uma das maiores graças do enemies to lovers: acompanhar, aos poucos, dois personagens que juravam não se suportar começarem a enxergar um ao outro de uma maneira completamente diferente.
Três livros para quem ama um bom enemies to lovers
Com tantas possibilidades de provocações e momentos clichês dentro desse tipo de romance, alguns livros conseguem transformar o enemies to lovers entre os personagens em histórias que prendem o leitor do início ao fim. São histórias que mostram diferentes formas de fazer essa dinâmica funcionar.
Aqui vão três livros para quem gosta de acompanhar uma boa dose de rancor antes de chegar ao tão esperado romance.
Um Amor Cinco Estrelas — Beth O’Leary
Imagine trabalhar todos os dias ao lado da pessoa que você menos suporta no mundo inteiro. É exatamente isso que acontece com Izzy e Lucas, funcionários da Mansão Forest Hotel & Spa que são obrigados a trabalhar juntos para tentar salvar o hotel de fechar as portas. O problema? Os dois são completamente diferentes e, para completar, não fazem questão nenhuma de esconder o quanto se desprezam.
Quando surge uma missão envolvendo a busca pelos antigos donos de cinco alianças encontradas no achados e perdidos do hotel, os dois acabam passando cada vez mais tempo juntos. E, como todo bom enemies to lovers, é assim que começa a grande história da vida deles. Afinal, talvez o problema nunca tenha sido a falta de química entre eles, mas o fato de nenhum dos dois querer admitir que ela existe.

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Livro: Pedacinhos
Livro: O Vilarejo
Hannibal – A Origem do Mal
Apostando no Amor — Lynn Painter
Pior do que reencontrar aquela pessoa que você definitivamente não queria ver de novo é descobrir que agora vocês trabalham juntos. É exatamente o que acontece com Bailey e Charlie. Desde o primeiro encontro, os dois não conseguem se entender e parecem ter opiniões completamente diferentes sobre tudo. Mesmo depois de se reencontrarem anos mais tarde, a implicância continua, mas dessa vez existe algo diferente entre eles, pois eles percebem que podem ter mais em comum do que pensam.
Que tal uma aposta sobre se homens e mulheres conseguem ser apenas amigos? É assim que os dois acabam se aproximando mais do que planejavam, cada um tentando provar o seu ponto. E, quando decidem fingir que estão namorando, a situação fica ainda mais complicada. Afinal, como continuar fingindo quando aquilo que começou como uma farsa parece ser tão real e sincero?

Vergonha — Brittainy C. Cherry
Grace Harris volta para sua cidade natal depois de uma grande decepção amorosa e encontra em Jackson Emery, conhecido como a ovelha negra de Chester, a última pessoa que imaginaria ter por perto. Os dois vêm de famílias que fariam de tudo para acabar com a outra, e Jackson já tem motivos suficientes para não confiar ou gostar de Grace. Para ele, ela representa tudo aquilo que passou a vida inteira aprendendo a desprezar.
Conforme os dois começam a conviver, Grace percebe que Jackson está muito longe da imagem que a cidade inteira criou sobre ele. Por trás do jeito grosseiro, da cara fechada e da fama de encrenqueiro, existe alguém carregando suas próprias dores. E, enquanto ela também tenta reconstruir a própria vida, os dois acabam encontrando um no outro uma companhia inesperada e reconfortante.
Descobrir que a pessoa que parecia ser a mais impossível de amar pode ser exatamente aquela que mais entende o que existe por trás de cada ferida. Esse é o caso deles

E aí, qual é o seu enemies to lovers favorito?
Imagem Destacada: Divulgação/Gerada por Inteligência Artificial


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