Entrevistando Rafa Dalastra sobre seu novo Monster Romance, “Boogeyman: o amor que nasceu das sombras”
“Boogeyman: o amor que nasceu das sombras” é o novo Monster Romance de Rafa Dalastra, que tem 27 anos, é natural de Estação, interior do Rio Grande do Sul, e estudante de medicina Veterinária. Desde que aprendeu a ler, descobriu nos livros um refúgio e uma paixão que carrega até hoje, sendo um amor que foi adquirido pela sua mãe. Ela se diz apaixonada por histórias sombrias e atua como autora independente, também fazendo trabalhos de betagem, criadora de conteúdo literário e divulgadora literária de outros autores nacionais. Praticamente a Barbie em pessoa.
Rafa, acredita que compartilhar as suas experiências como leitora através de seus vídeos, resenhas e vlogs, e recomendações ajuda a se conectar mais com as pessoas do universo literário e com os seus leitores também.
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Lipe Machado [L.M] Eu sei que o seu livro Boogeyman é um Monster Romance. De onde veio a ideia da criação dele?
Rafa Dalastra [R.D] Quando comecei a escrever, ouvi um conselho que dizia que, para o primeiro livro, era interessante partir de algo que já conhecíamos bem. Na época eu lia muitos Dark Romances e estava descobrindo o universo dos Monster Romances, então decidi unir esses dois elementos. Sempre gostei de histórias sombrias e da ideia de explorar personagens considerados “monstros” sob uma perspectiva diferente.
[L.M] Como funciona misturar um monstro que está no nosso imaginário infantil, Boogeyman / Bicho Papão em um romance?
[R.D] Foi justamente esse o contraste que me chamou a atenção. O Boogeyman sempre foi uma figura criada para despertar medo nas crianças, mas eu quis imaginar quem ele seria além da lenda. E se existisse uma história por trás daquele monstro? O romance nasce exatamente desse conflito entre aquilo que aprendemos a temer e aquilo que realmente conhecemos.
[L.M] Qual momento mais icônico do seu livro que você gostaria de compartilhar?
[R.D] Sem dar spoilers, acredito que um dos momentos mais marcantes seja o aniversário da Eloá. É uma cena muito importante para a construção da história e da relação entre os personagens. Acho que quem ler vai entender exatamente por que ela é tão especial.
[L.M] Eu vi que você trabalha com leitura beta, poderia contar um pouco sobre como funciona essa sua carreira e o que é uma leitura beta?
[R.D] A leitura beta acontece antes da publicação do livro. O leitor beta lê a obra com um olhar crítico e analítico apontando o que funciona bem, o que pode ser melhorado, inconsistências, ritmo da narrativa, desenvolvimento dos personagens e as emoções que a história desperta. É um processo muito importante porque oferece ao autor a visão de um leitor real antes do lançamento.

[L.M] Existe algum gênero literário que você se envolve mais e que é mais fácil para você nesse seu trabalho de batagem?
[R.D] Sou uma leitora bastante eclética e gosto de conhecer histórias de diferentes gêneros. Porém, naturalmente tenho mais familiaridade com dark romance, thriller e fantasia, porque são os gêneros que mais fazem parte da minha rotina de leitura. Isso acaba tornando minha análise ainda mais detalhe quando trabalho com essas histórias.
[L.M] Como não tem muitos livros de Monster Romance e o único que eu conheço é o livro e filme da Bela e a Fera. Tem algumas indicações do gênero?
[R.D] Claro! Algumas indicações que eu gosto são:
- A Soul to Keep – Opal Reyne.
- O CEO Dinossauro e a Secretária – Rafa Mezzi.
- Love in the Dark – Ellie Morgan.
Cada um trabalha o gênero de uma maneira diferente e mostra como o Monster Romance pode ir muito além do que imaginamos.
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[L.M] O que te inspirou a escrever o Boogeyman?
[R.D] A inspiração veio da própria lenda do Bicho-Papão. É uma história que praticamente todo mundo conhece desde criança, mas quando comecei a pesquisar percebi que existiam poucas informações sobre sua origem e sua mitologia. Isso despertou minha curiosidade e pensei: “E se eu criasse a minha própria versão dessa lenda?” Foi assim que nasceu o Noah e todo o universo de Boogeyman.
[L.M] Você já tem algum novo projeto em mente?
[R.D] Sim! No momento estou focada na versão física de “Boogeyman”, que é um sonho muito importante para mim. Ao mesmo tempo, já comecei a escrever meu próximo livro, que terá uma atmosfera ainda mais sombria, com uma pegada maior voltada para o amor.
[L.M] Qual seu personagem favorito do seu livro e por quê? Prometo que os outros não vão ficar com ciúmes.
[R.D] Meu coração pertence à Eloá. Acho que todo autor acaba colocando um pedacinho de si em algum personagem e comigo foi ela. Coloquei muitos dos meus sentimentos, gostos, pensamentos e vulnerabilidades na Eloá, então é impossível não ter um carinho especial por ela.
[L.M] Existe alguma mensagem que você gostaria de transmitir com seu livro? Uma lição que gostaria que as aprendesse com ele?
[R.D] A principal mensagem é que nem sempre os verdadeiros monstros são aqueles que parecem assustadores à primeira vista. Muitas vezes, eles estão escondidos onde menos esperamos. Também espero que a história mostra a importância de não perder nossa essência, mesmo diante das dificuldades, e que o amor pode surgir nos lugares mais improváveis.
Imagem Destacada: Divulgação/Gerada por Inteligência Artificial


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