7 de dezembro de 2019

Não é nenhuma novidade que o mercado cinematográfico é tomado principalmente por produções de Hollywood. O alcance do público obtido por essa indústria é muito grande e acaba sendo difícil competir com o poder que eles possuem. No entanto, não podemos esquecer que existe muito conteúdo de qualidade realizado em outros países. Por isso, segue uma lista de cinco ótimos filmes estrangeiros, que você talvez não conheça, para agregar valor ao seu repertório.

“Jagten” 

Com tradução para o português, “A caça” é uma produção dinamarquesa de 2012, realizada pelo diretor Thomas Vintenberg. O drama é protagonizado pelo ator Mads Mikkelsen, conhecido principalmente por filmes como “Star Wars: Rogue One” e pela série “Hanibal”. O filme se passa em uma pequena cidade da Dinamarca e conta a história de um professor de jardim de infância que é acusado de assédio sexual com crianças e passa a ser julgado e perseguido pela comunidade em que vive. Mas a mensagem mais importante é: até onde podemos confiar 100% em uma informação? Será que o que dizem é realmente verdade?

O longa foi exibido no “Festival Internacional de Cinema em Toronto” e participou do “Festival de Cinema de Cannes,” conquistando o prêmio de melhor ator para Mikkelsen. “Jagten” é um filme forte e impactante, que gera muitas reflexões de como a sociedade funciona e como uma mentira pode afetar algumas pessoas.

Obs: está disponível na plataforma Netflix.

2 – “NO”

O filme chileno, também lançado em 2012, foi dirigido por Pablo Larraín, escrito por Pedro Peirano e estrelado pelo conhecido ator Gael García Bernal de “Diários de Motocicleta”. A produção conta a história do publicitário René Saavedra, que em meio ao contexto da ditadura no Chile pelo general Augusto Pinochet, é convocado para fazer parte da campanha do “No”, que daria fim a forma de governo da época. O filme narra todo o processo das campanhas pelos votos do “Sí” e do “No”, aproximando o público através de imagens reais da ditadura, além de utilizar uma fotografia característica do ano em que as campanhas aconteceram.

“No” foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2013 e é uma aula para os estudantes de publicidade (fica a dica).
3 – “Hodejegerne”

Traduzido e distribuído no Brasil com o nome de “Headhunters”, o filme teuto-norueguês foi produzido em 2011 pelo diretor Morten Tyldum. Baseado na obra de Jo Nesbø, o longa teve muito sucesso com o público da Noruega. A sinopse do longa é  baseada na vida de Roger Brown, representado pelo ator Aksel Hennie, o personagem trabalha como caça-talentos, mas para manter o estilo de vida luxuoso, também é ladrão de obras de arte. Roger é casado com Diana, uma mulher linda e alta, motivos  que geram insegurança no marido, que se acha muito baixo e feio para ela. Diana abre uma galeria de arte e um de seus convidados é Glass Greve, interpretado por Nikolaj Coster-Waldau (sim, o Jamie Lannister de “Game of Thrones”). Ao descobrir que Greve possui em sua residência uma pintura valiosíssima, Roger decide roubá-la, mas ele não sabia de alguns detalhes sobre a vida de Greve que poderão ser fatais.

Um drama policial muito bem construído, com muita qualidade e está disponível no Netflix.

4 – “Relatos Salvajes”

“Relatos Selvagens” é um filme argentino realizado no ano de 2014, dirigido por Damián Szifron e produzido por Pedro Almodóvar. A primeira ressalva sobre o longa é seu formato, constituído por pequenas seis histórias distintas, mas que se unem pela temática. A ideia do filme foi mostrar diferentes situações onde a civilização das pessoas é posta à prova. Uma comédia realizada com muita ironia e reflexão, retrata casos de vingança, traições, retornos ao passado e até gestos cotidianos de uma forma pouco vista no cinema.

O filme foi indicado ao “Oscar” de melhor filme estrangeiro em 2015 e foi selecionado para o “Palma de Ouro”, que é o prêmio de maior notoriedade do “Festival de cinema de Cannes”. Alguns dos atores que estão atuando na produção são Rita Cortese, Ricardo Darín e Nancy Dupláa.

5 – “Once”

Traduzido para o português como “Apenas uma vez”, o filme irlandês feito em 2006, é dirigido e escrito por John Carney. A história acontece em Dublin e é estrelado pelo músico Glen Hansard, da banda de rock “The Frames” e pela musicista tcheca Markéta Irglová. O longa retrata um músico que toca nas ruas para conseguir dinheiro e que por acaso conhece uma estrangeira. Os dois passam a compor e tocar juntos e se envolvem, mas existem alguns empecilhos para que o casal fique junto. Um filme simples, mas que alcança seu objetivo. Romântico não só por tratar de um romance, mas pela forma como explora a cidade e a paixão pela música. Além também, da ótima trilha sonora composta em maior parte pelos próprios músicos que atuam.

“Apenas uma vez” ganhou o Oscar de melhor canção original com “Falling Slowlly”, escrita por Hansard e Irglová, que também foi indicada ao Grammy em 2008. O filme recebeu o prêmio “Independent Spirit Award” para melhor filme estrangeiro.


Por Manuella Neiva

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