Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica (2): Paterson

Avatar de Lorena Freitas
Lorena Freitas
16 de abril de 2017 3 Mins Read

PATERSON CartazPensar a rotina sempre traz perspectivas opostas. Se por um lado se faz necessária para que qualquer processo evolutivo ou criativo possa se dar de forma organizada e frutífera, por outro pode ser a prisão em si. O cotidiano de um indivíduo proletário se pauta na repetição. Dias recomeçam com tarefas similares e o tempo se torna uma dimensão presente e potencialmente deprimente. Nas horas que se arrastam, dia após dia, a busca individual é o preenchimento dos vazios internos ou a pura e simples conformação. E nesta abordagem tudo pode soar pessimista, mas os diversos refúgios que a vida oferece podem fazer a mesma realidade transcorrer com mais leveza. O que nos move? O que nos faz levantar todos os dias e encarar o mundo? Sobre a rotina e sua melancólica beleza o longa “Paterson” muito felizmente trata.

Ao longo de 1 hora e 58 minutos, acompanhamos uma semana da rotina do motorista de ônibus Paterson (Adam Driver), nascido e criado na pequena cidade de Paterson, Nova Jersey. Casado com a solar Laura (Golshifteh Farahani), o rapaz leva uma rotina regrada regida por ele sem uso de tecnologias de qualquer tipo (como despertador e celular, por exemplo). Seus dias simples o tornam um grande contemplador da vida. Seja sentado em sua cadeira de motorista, seja observando a paisagem de seu local favorito, seja no bar onde todas as noites bebe uma cerveja, ou ainda tentando acompanhar o ritmo sonhador de Laura. Paterson então escreve poesias (sem rimas e métrica). Dilui o arrastado de sua conformada rotina em versos que tratam de amor e da vida. E, em seu caderno de notas, divide o melhor de si – consigo.

O roteiro bem estruturado dialoga com realidade do tempo, em uma abordagem lenta, como tendem a ser os dias de todos os trabalhadores. Por vezes arrastado, o filme desperta a angústia da vida em torno do trabalho. Mas com o refúgio da arte embalada por um amor parceiro, real e inspirador. A relação entre o protagonista e os demais personagens também é uma sacada interessante, pois ele, uma pessoa extremamente solicita e gentil, divide seus espaços com outros personagens que são seu contraponto em muitos aspectos, e isso se evidencia nos diálogos (especialmente entre o casal, no qual Laura acredita no potencial artístico do marido e o incentiva, critica…. Enquanto ele tem um posicionamento passivo sobre tudo que envolve sua esposa).

Paterson

A narrativa explora a ideia de tempo nas opções de quadros utilizados. A atenção aos detalhes do cenário em takes fechados, nos detalhes da história e do dia-a-dia dos jovens. Detalhes que aos poucos envolvem os expectadores na monótona vida de um habitante comum desta pequena cidade. As cores pastéis, mas nem tão quentes, criam uma atmosfera acolhedora e interiorana fora de casa, enquanto que dentro o ambiente passeia na artística fissura de Laura por Preto e Branco (criando ambientes também acolhedores, mas um tanto perturbadores).

A simplicidade do longa também se expõe no humor tranquilo – comuns a quem observa a rotina com olhar dócil. Um fato curioso é que a ideia de repetição se apresenta não só nas etapas do dia do protagonista, mas em vários outros aspectos, como piadas prontas que recorrem de diferentes personagens e a aparição de gêmeos ao longo da trama (sem muito destaque ao fato, mas traçando um paralelo com a noção geral).

A direção de Jim Jarmusch consegue entregar junto a um filme de qualidade, sensações inquietantes. Despertando em quem assiste a empatia pela proximidade com a realidade de cada um, no ritmo das vivências no mundo real. Com elenco afinado expondo relações também tão próximas àquelas que vivemos (ou sonhamos merecer viver). E aqui cabe o destaque ao Adam Driver – um dos grandes nomes dessa geração de atores – seu trabalho é envolvente e até apaixonante, conseguindo gerar uma simpatia imediata com seu personagem.

O longa franco-alemão-estadunidense chega aos cinemas nacionais no dia 20 de abril e é uma excelente opção que pode te emocionar e fazer refletir.

Reader Rating0 Votes
0
9

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

Cinema

Compartilhar artigo

Avatar de Lorena Freitas
Me siga Escrito por

Lorena Freitas

Geógrafa por formação, bailarina por amor e crespa por paixão, Lorena é uma estudante carioca que passa a vida em busca de soluções capazes de melhorar a qualidade de vida. Como boa taurina: é boa de garfo (e como come!) e amante das artes. Por isso se aventura em danças e circos para deixar a vida mais leve! Tem uma cabeça grande que nunca para de trabalhar e divide aqui na WOO suas loucuras e delícias.

Outros Artigos

13 Reasons Why Hannah Baker
Anterior

13 Reasons Why e a Psicanálise

os dias eram assim 1
Próximo

Os dias eram assim – Nova série da Globo

Próximo
os dias eram assim 1
16 de abril de 2017

Os dias eram assim – Nova série da Globo

Anterior
15 de abril de 2017

13 Reasons Why e a Psicanálise

13 Reasons Why Hannah Baker

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    Javier Bardem
    Javier Bardem em Cannes |  Ator Critica Trump, Associa Masculinidade Tóxica a Conflitos Globais e Alerta para Crise na Mídia
    Rodrigo Chinchio
    Fica Comigo Esta Noite
    Fica Comigo Esta Noite | Como o Silêncio Desgasta o Amor
    Ithalo Alves
    Filme Michael
    Michael | Como o Filme Reacendeu o Legado de Michael Jackson Através dos Fãs
    Jéssica Meireles
    Pedro e a Seleção Brasileira
    “E eu, professor?” | Pedro pode ser o “xeque-mate” de Ancelotti para o Hexa
    Hugo Lima
    Neymar
    Neymar divide o Brasil às Vésperas da Copa 2026 | Ídolo Indispensável ou Símbolo de um Ciclo que Precisa Acabar?
    Aron Ferreira

    Posts Relacionados

    Javier Bardem

    Javier Bardem em Cannes |  Ator Critica Trump, Associa Masculinidade Tóxica a Conflitos Globais e Alerta para Crise na Mídia

    Rodrigo Chinchio
    17 de maio de 2026
    Fica Comigo Esta Noite

    Fica Comigo Esta Noite | Como o Silêncio Desgasta o Amor

    Ithalo Alves
    16 de maio de 2026
    Filme Michael

    Michael | Como o Filme Reacendeu o Legado de Michael Jackson Através dos Fãs

    Jéssica Meireles
    16 de maio de 2026
    James Bond

    Quem Será o Próximo James Bond? | Diretora de Elenco Revela os Requisitos Cruciais para o Papel

    Rodrigo Chinchio
    16 de maio de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx