Uma vizinha um tanto pitoresca 

“A Senhora da Van” é um daqueles filmes baseados em fatos que, ao sairmos do cinema, ainda não conseguimos acreditar que aconteceu, pois é um daqueles fatos tão raros que realmente precisava virar uma história.

Ao mesmo tempo nos remete a várias reflexões de como a vida pode mudar constantemente, indo do céu ao inferno em questão de segundos. O medo de enfrentar a consequência de algum ato, seja culpado ou não por ele, pode destruir totalmente o seu futuro ou o de alguém.

A história nos apresenta uma personagem que vive em uma van e que de tempos em tempos escolhe uma das casas de seus vizinhos, num bairro de classe média britânico, para viver estacionada em frente ao imóvel.

O problema é que a senhora Shepherd, como é conhecida, não mantém hábitos muito higiênicos. É uma mulher de passado misterioso, que não tem um trato sociável com a comunidade em que vive, fazendo alguns vizinhos despertar certa vontade de despejá-la dali. O único que talvez, e de certa forma, acaba se envolvendo sem querer com a senhora, é o novo morador do bairro, chamado Alan Bennett, um escritor e ator. Com uma ajuda aqui e outra ali, ele acaba criando uma espécie de simpatia às avessas e quando se dá conta, ela já está estacionada dentro de sua garagem, tornando a sua vida um tanto peculiar e difícil.

Vemos a mão do diretor Nicholas Hytner, que soube conduzir os seus personagens a um nível psicológico bastante interessante. Mesmo sendo a personagem que acaba em alguns momentos gerando a antipatia, a atriz Maggie Smith consegue extrair um interesse verdadeiro e aproximador do público para com a personagem. Já Alex Jennings, que interpreta Alan, dá um tom de humor ácido típico do inglês, nos levando a momentos divertidos dentro de uma história dramática.

A trilha sonora composta por George Fenton foi bem executada e inserida nos momentos mais importantes, gerando o impacto que a cena pedia.

Apesar de ser um filme com uma história um tanto incomum e até interessante, por vezes entra num estágio lento, sem um contraponto a uma ação maior que nos dê certa agilidade. Mas é muito bem produzido em suas outras características fundamentais quando falamos em cinema.

Por: Rodrigo Zingano


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