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Crítica: A Vida e a História de Madam C.J. Walker

A vida e a história de Madam C.J. Walker 12 (1)
Imagem: Divulgação/Netflix

Madam C.J. Walker foi a primeira mulher negra a se tornar milionária nos Estados Unidos. A minissérie biográfica “A Vida e a História de Madam C.J Walker” é um relato, um tanto superficial (porém não supérfluo) da trajetória de um uma filha de escravos, que contra tudo e todos se torna uma exceção e exemplo para todas mulheres negras. Acrescentando girl power, discussão sobre o machismo, lutas de classes, de raças e uma abordagem um tanto sensível sobre o papel da mulher negra no início de século XX, a minissérie de Nicole Asher é tão impactante quanto o forte olhar da protagonista  Octavia Spencer.

Na antropologia, fala-se que tão importante quanto o visão do antropólogo sobre o objeto de estudo, é visão do próprio outro que vive aquele cotidiano e, que na maioria das vezes, tem saberes muito mais profundos sobre o mesmo, porque sente na pele todos o dramas sociais do que vivencia. Desta forma, “A Vida e a História de Madam C.J. Walker” sai na frente quando possui na sua equipe de criadores majoritariamente mulheres negras. As criadoras da minissérie Elle Johnson e Janine Sherman e a diretora Kasi Lemmons são diretas em mostrar que a minissérie é direcionada para esse público, e que quer o valorizar, desde o primeiro momento quando a protagonista mostra que se realiza através do seu cabelo.

A história é dividida em quatro capítulos, que mostram a jornada de Madam Walker a partir do momento em que ela decide vender os produtos capilares que mudaram sua vida. O que ela viveu anteriormente é transmitido por algumas lembranças e com a voz over da personagem elucidando alguns fatos durante os quatro episódios. Há também um recurso lúdico bem utilizado durante toda a jornada, que é o de criar ilusões dos conflitos que a personagem vive, e que embalam cada episódio.

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A caracterização, assim como a direção de arte são pontos de destaque. Desde a recriação no ambiente vulnerável, representando a pobreza e os problemas capilares da personagens nas primeiras cenas até o luxuoso banquete final, no ultimo episódio. Há muito requinte e detalhismo. O figurino é outro aspecto que vária durante toda a série e tem papel fundamental em definir os personagens em seus momentos, as cores sempre se destacam.

No entanto, o mais importante aspecto visual trabalhado, é o do protagonismo do cabelo das mulheres da série na identidade das próprias. Isso reflete nos diferentes penteados e visuais que vemos em tela, através de um trabalho eficaz da equipe de maquiagem e cabelo.

É singular a atuação de Octávia Spencer encarnando Madam Walker. Os olhos de Octávia falam e transbordam emoção, o que impacta o espectador. Ainda, a atriz consegue dá o tom firme da personagem em momentos de enfrentamento dela para com os outros – principalmente com os homens. E, tão bem quanto ela, estão  Tiffany Haddish que vive sua filha e herdeira, Carmen Ejogo que é sua rival nos negócios e Blair Underwood o seu marido na maior parte da série.

O ritmo implicado durante os quatros episódios é muito agradável, a série passa rápido, sendo possível maratona-la de uma vez só. Apesar de incluir aspectos para tornar a história mais cômoda para o formato de minissérie, deixando de levar em conta alguns fatos, e, como dito anteriormente, podendo ser superficial no aspecto biográfico, “A Vida e a História de Madam C.J. Walker” consegue passar sua mensagem, faz justiça a primeira mulher negra milionária dos Estados Unidos e traz a público um história muito interessante.

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Imagens e vídeo: Divulgação/Netflix

A vida e a história de Madam C.J. Walker 12 (1)
Crítica: A Vida e a História de Madam C.J. Walker
Sinopse
Verônica Torres (Tainá Müller) trabalha como escrivã na Delegacia de Homicídios de São Paulo e tem uma rotina bastante entediante. Após presenciar um suicídio, ela precisa lutar contra os traumas de seu passado e acaba tomando uma arriscada decisão: usar toda a sua habilidade investigativa para ajudar duas mulheres desconhecidas. A primeira é uma jovem que se vê enganada por um golpista na internet. Já a segunda, Janete (Camila Morgado), é a esposa submissa de Brandão (Eduardo Moscovis), um policial de alta patente que a maltrata e leva uma vida dupla.
Prós
Ótimas atuações
Muito Girl Power
A história passa rápido
Aspecto visual bem trabalhado
Contras
O roteiro não se aprofunda muito em alguns fatos
3.9
Nota
Written By

Cursando Produção Cultural atualmente, sempre foi apaixonado por cinema e decidiu que de alguma forma trabalharia com isso. Tendo como inspiração Steven Spielberg e suas histórias que marcaram gerações, escreve, assiste, lê e aprende, para um dia produzir coisas tão grandes e que inspirem pessoas como um dia ele o inspirou.

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