Crítica: Amizade Dolorida (1ª Temporada)

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Foto: Divulgação/NetflixA Netflix vem cada vez mais investindo em produções diferenciadas. Desde projetos independentes a super investimentos feito pela mesma. Chegou ao canal de streaming uma série relativamente polêmica e divertida ao mesmo tempo. “Amizade Dolorida” já vem dando o que falar, principalmente com seu público alvo, que vem debatendo sobre como a série trouxe o assunto da dominação e o sadomasoquismo para o mundo dos “leigos”.

O enredo da série fala sobre uma jovem adulta universitária, Tiff (Zoe Levin), que ganha seu sustento como Dominatrix. E ela reencontra um amigo de escola, Pete (Brendan Scannell), passando por uma situação financeira apertada precisando ganhar dinheiro. Com isso, o convida para ajudar nos negócios, inicialmente como seu assistente nas sessões. Pete acaba se familiarizando com a situação e vez ou outra torna-se o dominador, fazendo com que os dois tirem melhor proveito das situações.

A produção é baseada na vida de seu criador, Rightor Doyle. São 7 pequenos episódios que não passam de 17 minutos cada. É a famosa série fast-food! Literalmente dá para assistir no intervalo do seu almoço.

A história é bem simples e fácil de ser assimilada. Apesar dos episódios serem curtos, os personagens são bem cativantes e a trama te segura tranquilamente até o final. Na verdade, dá vontade de assistir tudo de uma única vez. Com uma linguagem simplificada, é o tipo de série para jovens e adultos se divertirem.

Tiff, vivida por Zoe Levin, nos mostra o universo do Sadomasoquismo como algo “corriqueiro”, mas ao mesmo tempo nos traz o preconceito da sociedade em relação ao assunto. Ela vive basicamente uma identidade secreta como a Mestra May. Pete, por sua vez, acaba também por absorver uma nova identidade, como Carter, para se “preservar”. Ambos sabem que a sociedade ainda não aceita com bons olhos a arte do Sadomasoquismo e enfrentam certos questionamentos internos durante toda a 1ª temporada. Pete, por ser muito tímido, também enfrenta a dificuldade de subir no palco, pois seu sonho é ser Stand-up comedy. E todo esse processo faz com que ele enxergue a vida de uma maneira diferente.

A série vem com muitos “brinquedos” como chicotes, máscaras, roupas de couro, cordas para amarração e consolos, e situações inusitadas como o famoso “Golden Shower” (quando um parceiro mija no outro). Não vá achando que “Amizade Dolorida” é uma produção com muitas cenas de sexo e tudo mais, pois não é. Tudo é muito insinuado e o que realmente tem de interessante é o fato de não mostrar determinados momentos, deixando apenas na imaginação do espectador.

O tema da série é dominação de diversas formas, não só sexualmente falando. Você vê o assunto rolando em situações onde a timidez deixa Pete completamente paralizado e Tiff acovardada com medo de se relacionar com outras pessoas.

“Amizade Dolorida” vai de momentos fofos a frios e tensos. É uma série gostosa de se assistir, explora um universo ainda não muito popularizado, (que ficou mais conhecido no audiovisual com o filme “50 Tons de Cinza”), traz um pouco de informação para os desinformados no assunto e desperta curiosidades. Com certeza você dará algumas boas risadas e se encantará pela série.


Fotos e Vídeo: Divulgação/Netflix

Crítica: Amizade Dolorida (1ª Temporada)
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