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Crítica

Crítica: Brincando com Fogo

Imagem: Divulgação/Paramount Pictures

Me lembro de durante a minha infância ter me divertido muito assistindo por várias vezes “Um Tira no Jardim de Infância”. Uma vez, no ensino fundamental, uma da minhas professoras passou para a minha classe o filme “Operação Babá”. E, um filme que me faz lembrar ambos citados anteriormente é “O Fada do Dente”. Mas o que os três possuem em comum? A resposta é simples: todos podem ter servido como fonte de inspiração para “Brincando com Fogo”, pois se encaixam perfeitamente na estrutura e narrativa do mesmo.

As premissas e elenco são o que mais se assemelham, atores costumeiramente de filmes de ação e muito fortes, que interpretam personagens que por um acaso do destino se veem responsáveis por crianças. E, apesar do desenrolar de cada história terem suas peculiaridades, no final, todas as mensagens imprimidas são bem parecidas e situações similares.

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Em “Fogo contra Fogo”, o lutador e também ator (principalmente de filmes de ação) escolhido para o papel principal foi John Cena. O mesmo da vida a Jake Carson, um bombeiro paraquedista. Jake convive a maior parte do tempo com sua equipe no quartel atendendo chamados de urgência. Contudo, quando um dos seus resgates resulta no salvamento de três crianças, ele e seus amigos Mark (Keegan-Michael Key), Rodrigo (John Leguizamo), Axe (Daniel Cudmore),  passam a ser responsáveis por Brynn (BriannaHildebrand), Will (Christian Convery) e Zoey (Finley Rose Slater), três irmão que no momento estão sem pais por perto. Mas nem toda disciplina imposta por Jake, vai ser o suficiente para lidar com os pequenos.

O longa dirigido por Andy Fickman acerta em não se levar a sério, deixando espaço para inúmeras passagem surreais, que acabam elevando o tom cômico do filme e respectivamente atraem a atenção do público. Aliais, está na diversão o ponto mais alto do longa e Fickman sabe disso. Dessa forma, “Brincando com Fogo”, é recheado de situações cômicas empregados a cada minuto. São poucas as quebras de ritmo para momentos mais dramáticos e quando acontecem, são no mínimo clichês e pouco convincentes.

John Cena, surpreende, até certo ponto, com uma atuação voltada para a comédia. No entanto, quem rouba a cena do filme é Keegan-Michael Key, que ao viver Mark, fiel escudeiro de Jake, aparece a todo momento em situações inusitadas e inesperadas, sempre levando as cenas para o lado cômico.

O filme tem uma estrutura totalmente voltado para as crianças e, até por esse motivo, não se apega a padrões cinematográficos bem definidos, ou a uma estrutura de acontecimentos bem postadas. Dessa forma, o roteiro caminha por uma história frágil e muitíssimo comum, para passar uma mensagem básica de “amor fraternal e família”. Mensagem a mesma ou similar a de todos os filmes citados no início desse texto. Contudo, haveria uma forma simples de se contar essa mesma histórias sem plantar situações tão dispersas dentro do enredo, caso houvesse um trabalho mais minucioso por parte dos roteirista Dan Ewen e Matt Lieberman. A montagem final das cenas também deixa a desejar, com erros nítidos entre transições.

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No fim, se a busca por parte dos idealizadores era um filme que se comunicasse com o público infantil, eles conseguiram. Contudo, vale destacar que o entretenimento promovido por “Brincando com Fogo” não é menos comum do que qualquer filmes que passamos a infância assistindo na sessão da tarde (quiçá, haviam longas bem melhores). John Cena, no entanto, parece que se divertiu longe das lutas e dos habituais filmes de ação. Desse forma, o novo trabalho de Fickman pode ser descrito como um filme divertido e para a família, mas nada a mais que isso.


Imagens e vídeo: Divulgação/Paramount Pictures

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Cursando Produção Cultural atualmente, sempre foi apaixonado por cinema e decidiu que de alguma forma trabalharia com isso. Tendo como inspiração Steven Spielberg e suas histórias que marcaram gerações, escreve, assiste, lê e aprende, para um dia produzir coisas tão grandes e que inspirem pessoas como um dia ele o inspirou.

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