7 de dezembro de 2019

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Uma grande sensação de dejavú. É assim que fiquei depois que sai da sessão de Cães de Guerra.

Mas vamos partir do início, certo? O começo de tudo é aquele em que dizem que o ator do filme é Bradley Cooper e o diretor é Todd Phillips. Pois bem, Cooper não é exatamente o “ator do filme”, está mais para um convidado especial. Já a produção é realmente uma obra de Phillips. Você percebe isso mesmo que vá ao cinema sem saber direito sobre o que é, mas tenha visto um dos três “Se Beber Não Case” (The Hangover).

O filme, que começa dizendo que estamos vendo uma história baseada em fatos, parte do ponto de vista do personagem David (Miles Teller). Talvez para mostrar que Bradley Cooper é sim parte de tudo, ainda que demore aparecer, ou apenas para nos dar um vislumbre, ele começa meio acelerado no tempo: em 2008. Depois de poucos minutos voltamos alguns anos e vemos como se reencontram nossos protagonistas, que eram amigos de infância, formavam uma dupla um pouco rara, mas que se encaixavam por serem “os perdedores” da escola. Ainda crianças, eles foram separados e adultos estão em lados opostos: Efraim (Jonah Hill) está em crescente ascensão com seu negócio de armas enquanto David é apenas um massagista com péssimo tino comercial.

Eles acabam formando uma sociedade e fica claro que David admira o modo como Efraim conseguiu se sobrepor, ser o descolado, mesmo sendo avisado que o sócio não é lá grande coisa. Mas quando a vida aperta, a namorada engravida e o dinheiro dança com tanta vontade no fim do túnel, não tem aviso nenhum de atar os cintos que faria David tomar cuidado. O primeiro negócio entre eles dá certo, eles voltam a amizade forte (aqui devo avisar que se você for sensível a gente se drogando, vai torcer fortemente o nariz para o filme: eles mostram o tempo todo), a empresa cresce e o negócio também: se antes eles diziam que comiam apenas as beiradas (que era vender uma pequena quantidade de armamento para o exército americano) com o tempo eles querem comer a refeição completa, nem que para isso precisem dar um passo gigante para pernas muito curtas. E acabam se envolvendo com gente tipo Henry (Cooper), que é o perigo em forma de pessoa.WAR DOGSA história em si, quando contada e resumida, não tem nada a se comparar com outros filmes do diretor, mas a montagem acabou dando a sensação que sim. Tem o universo de Phillips que encaixou ali as festas abundantes, uma mistura de ação com cenas cômicas (que esta muito presente em “The Hangover 3”), personagens figurinhas tarimbadas de seus outros projetos. Até Bradley Cooper faz o tal dejavú ser mais forte.

Tem uma figura gordinha, vivido pelo ator Jonah Hill (Anjos da Lei), mas que você, talvez, faça uma ligação com Zach Galifianakis e seu “completamente pirado” Alan de “Se Beber Não Case”. É possível que você também faça uma ligação com outros personagens de Hill, se você tiver visto pelo menos dois filmes dele. Miles Teller (A Saga Divergente) vive o outro protagonista do filme e nele você pode ver um pouco de outros personagens de outros filmes do diretor (meio responsável, meio bobão), mas que acaba participando. Até Ana de Armas (Bata Antes de Entrar) não foge esse clichê: aparece pouco, mas acaba sendo um pouco conivente com a trama.

A trilha sonora é mediana e a ultima música do filme não tinha nem que estar ali, ela simplesmente não se encaixa. Foi uma construção com tantas mensagens subliminares a “The Hangover” que talvez não seja possível dizer quais as partes não se encaixaram no ultimo filme da trilogia, e qual a parte foi baseada na história real dos jovens traficantes de armas. Outro ponto que aparece no filme, mas eu não vi motivo que realmente explicasse estar ali, foi a introdução de “capítulos” as cenas: uma frase de impacto antecedia os próximos minutos que veríamos. É ok, legal e diferente. Só.

Mas não vou ser ranzinza: boa parte das pessoas que estavam comigo riram a sessão inteira. Então se você apenas que ver algo divertido, pode ser bom para se assistir.

Cães de Guerra, é um filme americano, com estreia no próximo dia 08 de setembro em todo Brasil. Conta com a direção de Todd Phillips e as atuações de Miles Teller, Jonah Hill, Bradley Cooper e Ana De Armas.

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Marya Cecília Ribeiro

Marya Cecília é goiana de nascimento, mora em São Paulo há seis anos e ainda assim não consegue lidar com o clima 4 estações em um dia que rola nessa cidade.
Tem umas manias esquisitas, tipo ver um filme que gosta várias vezes, mas esta tentando lidar com isso (ou não). Falando nisso, ela não faz questão nenhuma de ser normal, então podemos apenas seguir em frente!

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